Lupa

Lupa
Se O procuramos e não precisamos de lupa, Ele entra em nós e tudo nos dá. Com Ele e com fé tudo conseguimos.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Aqueles que Deus quiser


Mons. Luciano Guerra, ex Reitor do Santuário de Fátima, em meados dos anos noventa de século passado, em resposta a alguém que lhe dizia poder trazer dezenas de milhares de peregrinos estrangeiros tentando obter vantagens e favores do Santuário respondeu: «sabe, eu sempre acreditei, que Fátima recebe os peregrinos que Deus lhe quiser mandar» (citação de memória), cortando logo aí o alongamento da conversa que seria certamente penosa.

No início do ‘Spe Deus’ em 2008 vivia obcecado com os visitantes do blogue comparando assiduamente as estatísticas com as de um conceituado e respeitado blogue, até que me lembrei do que referi no primeiro parágrafo e resolvi pedir perdão a Deus pela minha arrogância de tudo querer controlar menosprezando a Sua vontade. Foi um alívio e embora nalgumas atitudes posteriores tenha estado à beira de repetir o mesmo erro por outras formas, hoje tenho bem interiorizado que o ‘Spe Deus’ no blogue e no Facebook terá os visitantes que Deus quiser.

É certo que o Senhor elogiou a astúcia do feitor infiel (cfr. Lc 16, 8), mas ainda assim entristece-nos ver quem viva obcecado com o número de ‘Gostos’, de ‘Amigos’ e de visitantes das suas páginas, perdendo o norte e a sobriedade que conduzem à correção de intenção. Por muito boas que sejam as intenções acordem s.f.f. e entreguem-se à vontade de Deus.

Que assim seja!

JPR

Unidade em Cristo Nosso Senhor

«Preocupa-te pela unidade, pois não existe nada melhor que ela. Leva-os todos sobre ti como a ti te leva o Senhor. Suporta-os todos com espírito de caridade, como já o fazes. Dedica-te sem pausa à oração. Pede maior inteligência da que tens. Permanece alerta, como espírito que desconhece o sono. Fala aos homens do povo no estilo de Deus».

(Santo Inácio de Antioquia - Carta a Policarpo, 1,2,3)

«Congratulemo-nos, pois, e dêmos graças pelo facto de nos termos tornado não apenas cristãos, mas o próprio Cristo. Estais a compreender, irmãos, a graça que Deus nos fez, dando-nos Cristo por Cabeça? Admirai e alegrai-vos: nós tornámo-nos Cristo. Com efeito, uma vez que Ele é a Cabeça e nós os membros, o homem completo é Ele e nós [...]. A plenitude de Cristo é, portanto, a Cabeça e os membros. Que quer dizer: a Cabeça e os membros? Cristo e a Igreja»

(Santo Agostinho - In Iohannis evangelium tractatus 21, 8: CCL 36, 216-217 [PL 35, 1568] – )

Santo Anselmo de Cantuária, bispo, Doutor da Igreja, †1109

Santo Anselmo nasceu em Aosta, no Piemonte, em 1033. Educado pelos beneditinos, quis abraçar a vida monástica. Diante da oposição do pai (conde Gondulfo) desistiu momentaneamente da ideia. Aos 20 anos, perante a impertinência do pai, saiu do castelo com um burro e um criado, fugindo assim da casa paterna. Aventurou-se pela Borgonha, França e Normandia. Sempre sedento de conhecimentos, aos 27 anos ingressou no mosteiro de Bec. Era lá professor Lanfranc de quem se dizia que "sabia a gramática como Herodiano, a dialéctica como Aristóteles, a retórica como Cícero e a Sagrada Escritura como S. Jerónimo e Santo Agostinho". Mais tarde veio a suceder a Lanfranc. Era o ano 1060. Foi nomeado abade de Bec e posteriormente, arcebispo de Cantuária. Estava-se em 1090. Santo Anselmo exerceu grande influência intelectual no seu tempo, dando à teologia foros de ciência, válida por si mesma. É considerado, pois, o fundador da ciência teológica no Ocidente. Partiu para o Paraíso no dia 21 de Abril de 1109.

«É Meu Pai que vos dá o verdadeiro pão vindo do céu»

São Nersès  Snorhali (1102-1173), patriarca arménio 
Jesus, Filho único do Pai, §§ 150-161

Para os Hebreus, abriste o mar em dois, bem visível (Ex 14); 
E, para mim, trevas profundas. 
Nessa altura, engoliste o Faraó;  
Agora, o príncipe deste mundo, autor da morte (Jo 12,31; 8,44).

Para eles, foste uma nuvem protectora durante o dia 
E de noite, uma coluna de fogo (cf. Ex 13,21). 
Para mim, a luz é o conhecimento do Teu Filho, o Verbo,
E a minha protecção é o Espírito Santo.

Nesse tempo, deste o maná perecível, 
E os que o comeram estão mortos; 
Hoje, é o Teu corpo celeste 
Que dá a vida aos que O comem. 

Eles beberam a água que jorrou do rochedo (Ex 17), 
E eu bebi o sangue do Teu lado, meu rochedo (Jo 16,34; Sl 18,3). 
Eles viram suspensa a serpente de bronze (Nm 21,9), 
E eu vi-Te na cruz, a Ti que és a vida.

A eles, deste-lhes a lei de Moisés, 
Escrita em tábuas de pedra; 
E a mim, a sabedoria do Teu Espírito, 
O Teu divino Evangelho.

É por isso que será exigido de mim, 
Para o bem, muito mais do que será exigido deles. [...] 
Mas Tu, que Te tornaste o seu expiador, 
Oh meu Senhor, cheio de piedade, Filho único do Pai. [...]

Não me impeças, como à maior parte deles, 
De entrar na Tua Terra Prometida, 
Mas, com os dois que nela entraram (Dt 1,36; 31,3), 
Introduz-me na Tua pátria celeste.

O Evangelho do dia 21 de abril de 2015

Mas eles disseram-Lhe: «Que milagre fazes Tu, para que o vejamos e acreditemos em Ti? Que fazes Tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo está escrito: “Deu-lhes a comer o pão do céu”». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o Pão de Deus é Aquele que desceu do céu e dá a vida ao mundo». Então disseram-Lhe: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá jamais fome, e aquele que crê em Mim não terá jamais sede. 

Jo 6, 30-35

segunda-feira, 20 de abril de 2015

28 Abr e 5 Mai 19h Pe.João Paulo Pimentel - Curso de Teologia do Corpo - Laranjeiras, ACP


Tu podes chamar-te filho de Deus

Dá muitas graças a Jesus, porque por Ele, com Ele e n'Ele, tu podes chamar-te filho de Deus. (Forja, 265)

Se nos sentimos filhos predilectos do nosso Pai dos Céus – é o que somos! –, como é que não estamos sempre alegres? Pensa bem nisto. (Forja, 266)

Que bonita é a nossa vocação de cristãos – de filhos de Deus! –, que nos dá na terra a alegria e a paz que o mundo não pode dar! (Forja, 269)

Ut in gratiarum semper actione maneamus! Meu Deus, obrigado, obrigado por tudo: pelo que me contraria, pelo que não entendo, pelo que me faz sofrer.

Os golpes são necessários, para arrancar o que sobra do grande bloco de mármore. Assim esculpe Deus nas almas a imagem do Seu Filho. Agradece ao Senhor essas delicadezas! (Via Sacra, Estação VI, n. 4)

Quando os cristãos passam maus bocados, é porque não dão a esta vida todo o seu sentido divino.

Onde a mão sente a picadela dos espinhos, os olhos descobrem um ramo de rosas esplêndidas, cheias de aroma. (Via Sacra, Estação VI, n. 5)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá - Aconteceu nesta data em 1994

Em 1994, D. Javier Echevarría é eleito e nomeado, por João Paulo II, prelado do Opus Dei. Sucede a Dom Álvaro del Portillo, primeiro sucessor do fundador do Opus Dei. Foi um colaborador muito próximo de São Josemaria Escrivá de Balaguer, de quem foi secretário desde 1953 até à sua morte, em 1975.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

O advogado Jesus

"Jesus é o nosso advogado". Recorreu a esta metáfora o Papa Francisco, para explicar o papel de defensor do homem, desempenhado pelo Salvador, aos oitenta mil fiéis presentes na manhã de quarta-feira 17 de Abril, na praça de São Pedro para participar na audiência geral. "Quando alguém é chamado pelo juiz ou tem uma causa - disse o Papa - a primeira coisa que faz é chamar o advogado para que o defenda. Nós temos um, que nos defende sempre". E convidou a não termos medo de nos dirigir a Ele, quer para pedir perdão e misericórdia, quer para que nos defendida, porque "é o nosso advogado! Não esqueçais".

Depois, referindo-se ao acontecimento da Ascensão, narrado pelo evangelista Lucas, o Pontífice apresentou a figura de Jesus como "um chefe de grupo, quando se escala uma montanha, que chega ao cimo e nos puxa para si, conduzindo-nos para Deus". Isto é, indica-nos qual é o caminho que devemos seguir. "Em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a nossa humanidade foi elevada a Deus; Ele abriu-nos a passagem" e intercede por nós. "Este - especificou - é um primeiro ponto importante: Jesus é o único e eterno Sacerdote que, com a sua paixão, atravessou a morte e o sepulcro, ressuscitou e subiu ao Céu; está junto de Deus Pai, onde intercede sempre a nosso favor".

(© L'Osservatore Romano - 21 de Abril de 2013)

Este é o caminho cristão...

«Se encontraste, pois, Cristo, vivei para Cristo, vivei com Cristo!, e anunciai-O em primeira pessoa, como autênticas testemunhas: ‘Para mim, o viver é Cristo’ (Phil 1,21). Eis aqui também a verdadeira libertação: proclamar Jesus livre de ataduras, presente em homens transformados, feitos nova criatura»

(São João Paulo II - Homilia Catedral de Santo Domingo)

«É necessário invocar sem descanso, com uma fé rija e humilde: Senhor, não te fies de mim! Eu, sim, confio em Ti. E ao pressentir na nossa alma o amor, a compaixão e a ternura com que Jesus Cristo nos olha - Ele não nos abandona - compreenderemos em toda a sua profundidade as palavras do Apóstolo: virtus in infirmitate perficitur; com fé no Senhor, apesar das nossas misérias - ou melhor, com as nossas misérias - seremos fiéis ao nosso Pai Deus e o poder divino brilhará, sustentando-nos no meio da nossa fraqueza».

(São Josemaría Escrivá - “Amigos de Deus” 194)

O sacerdócio...

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d’Ele, ao passo que sacerdote da nova lei age na pessoa d’Ele».

«… e por isso Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros».

(São Tomás de Aquino)

«Na realidade, tudo o que é constitutivo do nosso ministério não pode ser produto das nossas capacidades pessoais. Isto é válido para a celebração dos Sacramentos, mas vale igualmente para o serviço da Palavra: não somos enviados para nos anunciarmos a nós mesmos nem às nossas opiniões pessoais, mas para anunciar o mistério de Cristo e, n’Ele, a medida do verdadeiro humanismo».

(Bento XVI - Discurso ao clero de Roma em 13/V/2005)

«Ser cristão - e particularmente ser sacerdote; recordando também que todos os baptizados participam do sacerdócio real - é estar continuamente na Cruz».

(São Josemaría Escrivá - Forja 882)

«O alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará»

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 82, 5

Os judeus comiam a refeição da Páscoa em pé, com as sandálias nos pés e o cajado na mão; comiam-na à pressa (cf Ex 12,11). Tu ainda tens mais razão para te manteres vigilante! Eles apressavam-se para partir para a Terra Prometida e comportavam-se como viajantes; tu encaminhas-te para o céu. É por isso que temos de estar sempre em guarda. [...] Os inimigos de Cristo bateram no Seu santíssimo corpo sem saberem o que faziam (cf Lc 23,34); e tu recebê-Lo-ias com a alma impura depois de tantos benefícios que Ele te fez? Pois Ele não Se contentou em Se fazer homem, em ser flagelado e morto; no Seu amor, quis também unir-Se a nós, identificar-Se connosco não apenas pela fé, mas realmente, pela participação no Seu próprio corpo. [...]

Considera a honra que recebes e a que mesa és conviva. Aquele que os anjos não vêem sem tremer, Aquele para Quem não ousam sequer olhar sem temor por causa do esplendor da glória que Lhe irradia da face, é Desse que fazemos nosso alimento, tornando-nos um só corpo e uma só carne com Ele. «Quem poderá contar as obras do Senhor e anunciar todos os Seus louvores?» (Sl 106,2) Que pastor alguma vez alimentou as suas ovelhas com a sua própria carne? [...] Acontece muitas vezes as mães confiarem os filhos a amas. Cristo não faz isso; Ele alimenta-nos com o Seu próprio sangue, torna-nos um só corpo com Ele.

O Evangelho do dia 20 de abril de 2015

No dia seguinte, a multidão, que tinha ficado do outro lado do mar, advertiu que não havia ali mais que uma barca e que Jesus não tinha entrado nela com os Seus discípulos, mas que os Seus discípulos tinham partido sós. Entretanto, arribaram de Tiberíades outras barcas perto do lugar onde haviam comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Tendo, pois, a multidão visto que lá não estava nem Jesus nem os Seus discípulos, entrou naquelas barcas e foi a Cafarnaum em busca de Jesus. Tendo-O encontrado do outro lado do mar, disseram-lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Vós buscais-Me não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai não pela comida que perece, mas pela que dura até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Porque n'Ele imprimiu Deus Pai o Seu selo». Eles, então, disseram-Lhe: «Que devemos fazer para praticar as obras de Deus?». Jesus respondeu: «A obra de Deus é esta: Que acrediteis n'Aquele que Ele enviou». 

Jo 6, 22-29