Misericórdia

Misericórdia
«Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

São Josemaría Escrivá nesta data em 1935

Faz uma romaria à Virgem de Sonsoles. “Desde Ávila – conta recordando esse dia –vínhamos contemplando o Santuário, e como é natural – ao chegar à falda do monte desapareceu da nossa vista (…). Comentámos: assim faz Deus connosco muitas vezes. Mostra-nos claramente o fim, e dá-no-lo a contemplar, para nos firmar no caminho da sua amabilíssima Vontade. E, quando já estamos perto d’Ele, deixa-nos nas trevas, parecendo abandonar-nos. (…) Fora com as dúvidas, as vacilações e as indecisões! Vi o caminho, empreendi-o e sigo-o”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

Vela, ó Maria ...

Vela, ó Maria, sobre as famílias e sobre o mundo do trabalho; vela sobre todos os que perderam a fé e a esperança; conforta os doentes, os encarcerados e todos os que sofrem; sustenta, ó Ajuda dos Cristãos, os jovens, os idosos e as pessoas em dificuldade. Vela, ó Mãe da Igreja, sobre os Pastores e sobre toda a comunidade dos fiéis, para serem sal e luz no meio da sociedade.

Foi a Virgem Maria quem, mais do que ninguém, contemplou Deus no rosto humano de Jesus.

No coração de Maria encontra-se conservado o mistério do rosto de Cristo, mistério de morte e de glória. Que dela possamos sempre aprender a contemplar Jesus com um olhar de amor e de fé, a reconhecer naquele rosto humano o Rosto de Deus.

(Bento XVI - Regina Coeli de 02.05.2010 em Turim)

Aproximarmo-nos de Maria

«Comecemos já a perguntar-nos: em que posso melhorar ao olhar para as imagens da nossa Mãe? Como saborear cada Avé-Maria, a Salvé-Rainha, o Regina Coeli? A quem me proponho falar do amor de Maria e a Maria?Estas e outras devoções marianas podem dar relevo e cor ao mês de Maio. O essencial é aproximar-se cada vez mais de Jesus Cristo pela senda que a Sua Santíssima Mãe nos mostra.»

Excerto carta de Maio 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría

(Fonte: site Opus Dei – Portugal em http://www.opusdei.pt/art.php?p=33611, título da responsabilidade do blogue)

Nossa Senhora dos Prazeres

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres teve início em Portugal por volta do ano de 1590. Conta-se que uma imagem da Virgem apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos condes da Ilha. Pessoas que iam à fonte para beber água conseguiram curas milagrosas, que logo passaram a ser conhecidas na região. Os condes proprietários da fonte decidiram, então, levar a imagem para dentro de casa, mas logo depois a imagem desapareceu até que foi encontrada sobre um poço. Uma menina que foi ao poço beber água aproximou-se da imagem e, então, Nossa Senhora se manifestou e pediu que os habitantes do local construíssem ali uma igreja e que ela devia ser invocada como Nossa Senhora dos Prazeres. A menina relatou o facto com tamanha seriedade que o povo não duvidou de seu depoimento. Então, foi construída a igreja que logo tornou-se um local de peregrinação e onde há o relato de muitas graças alcançadas.

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias. A disseminação de sua devoção é de origem franciscana, isto porque os prazeres, ou alegrias, de Nossa Senhora foram escritos por um franciscano. São eles: a Anunciação, a saudação de Isabel, o Nascimento de Jesus, a visitação dos Reis Magos, o encontro com Jesus no Templo quando ele conversava com os doutores da Lei, a aparição de Jesus Ressuscitado e a coroação de Maria no céu.

Oração a Nossa Senhora dos Prazeres

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa Mãe querida,
lembrando-me de vossas grandes alegrias:
a Anunciação do Senhor,
a visita à vossa prima Santa Isabel,
o Nascimento do Menino Deus,
a adoração dos Magos ao vosso Divino Filho,
o encontro de Jesus no templo,
a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção,
queremos pedir a vossa intercessão por nós
e pelas nossas famílias junto a Deus.
Que Ele nos livre das doenças e dos perigos,
do desemprego e da desunião.
Nossa Senhora dos Prazeres,
ajudai-nos a sermos bons seguidores do vosso adorado Filho,
lendo e refletindo a Bíblia Sagrada,
alimentando-nos de Jesus na Eucaristia
e participando ativamente de nossa comunidade.
Queremos viver o mandamento do amor para com todos
e caminhar em nossa vida dentro da justiça,
colaborando para a construção da paz e da fraternidade.
Amém!

Fonte: FERRAZ, O. Maria, Mãe de Deus. Títulos que honram Nossa Senhora. Editora Novo Mundo. Curitiba. 2003. pg 128.

O Evangelho do dia 2 de maio de 2016

Quando, porém, vier o Paráclito, que Eu vos enviarei do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim. E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio. «Eu disse-vos estas coisas para que não vos escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas. Virá tempo em que todo aquele que vos matar julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo porque não conheceram nem ao Pai nem a Mim. Ora Eu disse-vos estas coisas para que, quando chegar esse tempo, vos lembreis de que vo-las disse. Não vos disse isto, porém, desde o princípio, porque estava convosco.

Jo 15,26-27.16,1-4

domingo, 1 de maio de 2016

Amar a Cristo...

Senhor Jesus doaste-nos a Tua Mãe puríssima no Calvário através do discípulo predileto e nós adoptámo-La como Rainha e nossa Mãe de imediato no nosso coração, sem Ela não teríamos como porto de abrigo o seu maternal regaço.

Doaste-nos ainda o dom especialíssimo da maternidade naquelas que nos criaram e que hoje homenageamos e às quais tanto amor e sacrifícios devemos.

Senhor hoje pedimos-Te também que concedas às mulheres e homens jovens do meu país um verdadeiro sentido de maternidade e paternidade, apesar das dificuldades económicas que em muitos casos servem de pretexto, pois se analisados em detalhe não são mais do que uma falta de capacidade de abnegação em prol da família.

Jesus Cristo Filho de Deus, agradecemos-Te humildemente as Mães que nos ofereceste, a Virgem Maria e a nossa Mãe terrena.

JPR

A vossa vocação humana é uma parte da vossa vocação divina

Jesus, nosso Senhor e nosso Modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que na existência humana – a tua –, as ocupações correntes e vulgares têm um sentido divino, de eternidade. (Forja, 688) 

A fé e a vocação de cristãos afectam toda a nossa existência e não só uma parte dela. As relações com Deus são necessariamente relações de entrega e assumem um sentido de totalidade. A atitude de um homem de fé é olhar para a vida, em todas as suas dimensões, com uma perspectiva nova: a que nos é dada por Deus.

Vós, que hoje celebrais comigo esta festa de S. José, sois todos homens dedicados ao trabalho em diversas profissões humanas, formais diversos lares, pertenceis a diferentes nações, raças e línguas. Adquiristes formação em centros de ensino, em oficinas ou escritórios, tendes exercido durante anos a vossa profissão, estabelecestes relações profissionais e pessoais com os vossos companheiros, participastes na solução dos problemas colectivos das vossas empresas e da sociedade.

Pois bem: recordo-vos, mais uma vez, que nada disso é alheio aos planos divinos. A vossa vocação humana é uma parte, e parte importante, da vossa vocação divina.

Esta é a razão pela qual vos haveis de santificar, contribuindo ao mesmo tempo para a santificação dos outros, vossos iguais, precisamente santificando o vosso trabalho e o vosso ambiente: a profissão ou ofício que enche os vossos dias, que dá fisionomia peculiar à vossa personalidade humana, que é a vossa maneira de estar no mundo: o vosso lar, a vossa família; e a nação em que nascestes e que amais. (Cristo que passa, 46)

São Josemaría Escrivá

O mês de Nossa Senhora

"O mês de Maio estimula-nos a pensar e a falar d'Ela de um modo particular. Este é o seu mês. Assim, pois, o período do ano litúrgico [Páscoa], e o mês actual chamam e convidam os nossos corações a abrir-se de uma maneira singular a Maria." (João Paulo II, Audiência Geral, 2-5-1979)

Como gostam os homens de que Ihes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... – Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe:
Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (Caminho, 496)

De uma maneira espontânea, natural, surge em nós o desejo de conviver com a Mãe de Deus, que é também nossa mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, porque sobre Ela não triunfou a morte; está em corpo e alma junto a Deus Pai, junto a seu Filho, junto ao Espírito Santo.

Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.

A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos apenas náufragos que Deus prometeu salvar; essa salvação já actua em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz mas que geme entre as angústias da obscuridade; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai.

Dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança, nos fala Maria. Por isso o seu nome vai tão direito aos nossos corações. A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria.

Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua Mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que se manifestará em cada caso de determinadas formas, nascidas da própria vida, e que nunca são algo de frio, mas costumes muito íntimos de família, pequenos pormenores diários que o filho precisa de ter com a sua mãe e de que a mãe sente falta, se o filho alguma vez os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair ou ao voltar a casa, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...

Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam as ruas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que estamos reunidos: o sábado – oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade. (Cristo que passa, 142)

Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como uma qualquer, entre as mulheres do seu povo.
–Aprende d’Ela a viver com «naturalidade». (Caminho, 499)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría sobre a Festividade de São José Operário

Festividade de S. José Operário: “O trabalho de S. José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação a uma vida operativa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré” (Cristo que passa, 51).


(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

Bom Domingo do Senhor!

Sigamos o bom conselho do Senhor como Ele nos fala no Evangelho de hoje (Jo 14, 23-29) e recebamos o Espírito Santo que procede do Pai e d’Ele de coração contrito e com total disponibilidade para receber os Seus ensinamentos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…

'Dia da Mãe' de Joaquim Mexia Alves

Evangelho segundo S. Mateus 28,1-10.

Terminado o sábado, ao romper do primeiro dia da semana, Maria de Magdala e a outra Maria foram visitar o sepulcro.
Nisto, houve um grande terramoto: o anjo do Senhor, descendo do Céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela.
O seu aspecto era como o de um relâmpago; e a sua túnica, branca como a neve.
Os guardas, com medo dele, puseram-se a tremer e ficaram como mortos.
Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.’ Eis o que tinha para vos dizer.»
Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos.
Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salve!» Elas aproximaram-se, estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele.
Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.»

Ao ouvir proclamar este Evangelho na Vigília Pascal e depois durante a homilia, lembrei-me das mães, lembrei-me da minha mãe.
Porque me veio ao coração o facto de ter sido dada às mulheres essa primeiríssima missão, de anunciar aos próprios Apóstolos a Ressurreição de Jesus.
Foram as mulheres que tiveram a primeiríssima missão de avisar os Apóstolos que se deviam encontrar com Jesus Cristo Ressuscitado.
Foram as mulheres, sem dúvida, que pressurosamente e sem duvidarem, fizeram o primeiro anúncio àqueles que nasciam para uma vida nova, a vida que haviam de receber do Espírito Santo, depois do seu encontro com Jesus Cristo Ressuscitado.
E então lembrei-me, (por associação de pensamentos do coração), dessas mulheres que são mães, e que acreditando em Jesus Cristo, são sempre as primeiras a d’Ele falarem aos seus filhos.
Ainda com os seus filhos no ventre, e já as mães falam deles a Jesus, e Lhe pedem protecção e amparo para essas vidas que hão-de vir ao mundo.
Pequeninos, bebés frágeis ao seu colo, e essas mulheres, as mães, vão falando com eles, numa linguagem que só eles entendem, falando-lhes em surdina de Jesus, apresentando-os, entregando-os à sua protecção.
Assim que eles vêem, andam, falam e podem entender alguma coisa, logo no primeiro Natal explicam aos seus filhos pequeninos, quem foi Aquele outro Menino que nasceu num presépio em Belém.
E depois … depois, continuam pela vida fora, levando-os aos primeiros encontros com Jesus na catequese familiar e depois na catequese na Igreja.
E não cessam de por eles rezarem e de os exortarem ao encontro pessoal e decisivo com Jesus Cristo Senhor.
Colocam até como maior o amor que os filhos devem ter a Jesus, do que a si próprias, pois sabem que é nesse amor que os filhos podem encontrar a verdadeira felicidade.
E não cessam de fazer sacrifícios, de desistirem do que para si desejam, de darem tudo de si, para que os seus filhos cresçam e sejam felizes e bons.
E sabem, oh se sabem, que o melhor que podem dar aos seus filhos, é um amor forte e fiel a Jesus Cristo, pois reconhecem que é nesse amor que uma boa vida, que uma vida boa, se constrói e edifica.
E como elas, as mães, se desempenham bem desta missão!
Como elas, as mães, têm as palavras e os gestos certos para falarem de Jesus aos seus filhos.
E se não os alcançam para Jesus pelas palavras que lhes dizem, não desistem e oram constantemente, para que Jesus vá ao encontro daqueles que elas tanto amam.
Terá sido por isto, que Deus deu aquela primeiríssima missão de anúncio da Ressurreição às mulheres?
Sem pretensões de interpretação teológica, (pobre de mim, que para tal não tenho conhecimentos), deixo “apenas” o meu coração dizer-me que sim, que foi essa a razão, porque Deus sabe que uma mãe nunca desiste de dar aos seus filhos o melhor de si, o melhor de tudo, e para uma mãe que acredita, o melhor de si que pode dar ao seu filho, é sem dúvida, Jesus Cristo Nosso Senhor, vivo e constantemente presente na vida dele.
Hoje, Dia da Mãe, homenageio assim todas as mães, rezando por elas, as que já o são, as que estão para o ser, e as que ainda o vão ser.
E dou graças infindas a Deus pela mãe que me deu, que tão bem me apresentou a Jesus.
De tal modo O colocou em mim e me apresentou a Ele, que mesmo tendo-me afastado tanto tempo d’Ele, a Ele tive que regressar, sem dúvida para colocar um sorriso de felicidade no rosto da minha mãe, a quem Jesus, (que a tem no seu regaço), diz agora com certeza:
«Conheço esse teu sorriso, mulher!»

Monte Real, 1 de Maio de 2011

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.com/2011/05/dia-da-mae.html

Mês de maio, mês pleno de invocações marianas

Nestas semanas, encontramos muitas razões para honrar e crescer neste aspeto tão cristão. No dia 13, a festa de Nossa Senhora de Fátima traz-nos ao pensamento os seus cuidados maternais. De 16 a 24, lembramo-nos da novena de S. Josemaria na Villa de Guadalupe, no México, para rezar pela Igreja, pelo Papa e pelo Opus Dei. A 24, celebra-se a memória litúrgica de Nossa Senhora, Auxílio dos cristãos. E o mês finaliza com a festa da Visitação de Maria a sua prima Santa Isabel, para além de muitas outras invocações marianas que se celebram nos diversos países.

Sugiro-vos mais uma vez a leitura das homilias e de outros escritos em que o nosso Padre se refere a Nossa Senhora: hão-de impulsionar-nos a rejuvenescer a piedade- mariana, a incrementar o relacionamento com Maria e a mostrar a muitas pessoas este caminho seguro que conduz à intimidade com Jesus Cristo e, por Ele, a Deus Pai e a Deus Espírito Santo. Muitas conversões, muitas decisões de entrega ao serviço de Deus, foram precedidas de um encontro com Maria. Nossa Senhora fomentou os desejos de busca, ativou maternalmente a inquietação da alma, fez aspirar a uma transformação, a uma vida nova [12].

«Enchei-vos pois de confiança e de segurança na intercessão maternal da Santíssima Virgem, e sede audazes no convite a muitas pessoas para honrar Senhora com estas romarias. Fareis um grande bem a cada uma, porque, ao considerar os mistérios do Santo Rosário, ao rezar sem pressas, saboreando-as, as encantadoras orações vocais que a Igreja nos transmitiu, ao oferecer com alegria algum pequeno sacrifício em honra da nossa Mãe, irão aprendendo as lições da disponibilidade mais absoluta para o serviço de Deus e das almas que nos dá a Escrava do Senhor, a criatura mais perfeita que saiu das mãos de Deus» [13].

[12]. S. Josemaria, Cristo que passa, n. 149.
[13]. D. Álvaro, Carta, 1-V-1984.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de maio de 2014)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

São José Operário, o trabalho e Maria

Bento XVI – Regina Caeli do dia 1 de Maio de 2005

Tem início hoje o mês de Maio com uma memória litúrgica tão querida ao povo cristão, a de São José Operário. E sabeis que eu me chamo José. Foi instituída pelo Papa Pio XII, de venerada memória, precisamente há cinquenta anos, para realçar a importância do trabalho e da presença de Cristo e da Igreja no mundo operário. É necessário testemunhar também na sociedade de hoje o "Evangelho do trabalho", do qual falava João Paulo II na sua Encíclica Laborem exercens. Faço votos por que não falte o trabalho especialmente para os jovens, e que as condições de trabalho sejam cada vez mais respeitosas da dignidade da pessoa humana.

Penso com afecto em todos os trabalhadores e saúdo os que se encontram na Praça de São Pedro, pertencentes a numerosas associações. Em particular saúdo os amigos das ACLI (Associações Cristãs dos Trabalhadores Italianos), que celebram este ano o sexagésimo aniversário de fundação, e desejo-lhes que continuem a viver a opção da "fraternidade cristã" como valor a ser encarnado no campo do trabalho e da vida social, para que a solidariedade, a justiça e a paz sejam os pilares sobre os quais construir a unidade da família humana.

Por fim, dirijo o pensamento a Maria: a ela está particularmente dedicado o mês de Maio. Com as palavras e, ainda mais, com o exemplo o Papa João Paulo II ensinou-nos a contemplar Cristo com o olhar de Maria, especialmente valorizando a oração do Santo Rosário. Com o canto do Regina Caeli, confiamos à Virgem todas as necessidades da Igreja e da humanidade.

«O Defensor, o Espírito Santo [...], há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse»

São João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Dominum et vivificatem», §24 (trad. Liberria Editrice Vaticana, rev.)


Cristo, que «tinha entregado o espírito» na Cruz, (Jo 19,30) como Filho do Homem e Cordeiro de Deus, uma vez ressuscitado, vai ter com os Apóstolos para «soprar sobre eles» (Jo 20,22). [...] A vinda do Senhor enche de alegria os presentes: «a sua tristeza converte-se em alegria» (Jo 16,20), como Ele já lhes tinha prometido antes da Sua paixão. E sobretudo verifica-se o anúncio principal do discurso de despedida: Cristo ressuscitado, como que dando início a uma nova criação, «traz» aos Apóstolos o Espírito Santo. Trá-Lo à custa da Sua «partida»; dá-lhes o Espírito como que através das feridas da Sua crucifixão: «mostrou-lhes as mãos e o lado» (Jo 20,20). É em virtude da mesma crucifixão que Ele lhes diz: «Recebei o Espírito Santo» (v.22).

Estabelece-se assim uma íntima ligação entre o envio do Filho e o do Espírito Santo. Não existe envio do Espírito Santo (depois do pecado original) sem a Cruz e a Ressurreição: «Se Eu não for, não virá a vós o Consolador» (Jo 16,7). Estabelece-se também uma íntima ligação entre a missão do Espírito Santo e a missão do Filho na Redenção. Esta missão do Filho, num certo sentido, tem o seu «cumprimento» na Redenção. A missão do Espírito Santo «vai haurir» algo da Redenção: «Ele receberá do que é Meu para vo-lo anunciar» (Jo 16,15). A Redenção é totalmente operada pelo Filho, como Ungido que veio e agiu com o poder do Espírito Santo, oferecendo-Se por fim em sacrifício supremo no madeiro da Cruz. E esta Redenção é, ao mesmo tempo, constantemente operada nos corações e nas consciências humanas — na história do mundo — pelo Espírito Santo, que é o «outro Consolador» (Jo 14,16).