Nuvens

Nuvens
«Quando vós vedes uma nuvem levantar-se no poente, logo dizeis: Aí vem chuva; e assim sucede. E quando sentis soprar o vento do sul, dizeis: Haverá calor; e assim sucede. Hipócritas, sabeis distinguir os aspectos da terra e do céu; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente?» (Lc 12, 54-56)

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Globalização

Infelizmente tem-se revelado factor de forte exclusão. Ora, cabe-nos, enquanto cristãos contrariarmos este realidade e promovermos, desde logo pela nossa atitude, movimentos de apoio e de inclusão, basta lembrarmo-nos das dezenas de milhões no continente africano afectados pela fome, malária, tuberculose, SIDA/AIDS e pelo Ébola.

Louvados sejam os muitíssimos e incógnitos Missionários e Missionárias e leigos voluntários, que dedicam toda a sua vida a esta causa tão nobre, o mínimo que poderemos fazer é rezar por eles e por aqueles de quem se ocupam.

JPR

«O mundo que só sabe pensar e viver de forma meramente técnica é um mundo que uniformiza, que produz uma linguagem unificada, uma cultura unificada: todos pensam igual, falam igual, vestem igual, têm comportamento igual. Mas precisamente esta uniformidade rígida é causa de rebelião, que pode manifestar-se sob a forma de terrorismo ou em múltiplas formas de insurreição contra uma existência que, aparentemente, oferece tudo, mas que tudo subtrai, ao mesmo tempo que amarra o homem ao poder e ao apetite, e que, justamente desse modo, o torna impotente e angustiado». 

(Joseph Ratzinger - “A Caminho de Jesus Cristo”)

A verdade da globalização provém da unidade da família humana e do seu desenvolvimento no bem

A superação das fronteiras é um dado não apenas material mas também cultural nas suas causas e efeitos. Se a globalização for lida de maneira determinista, perdem-se os critérios para a avaliar e orientar. Trata-se de uma realidade humana que pode ter, na sua fonte, várias orientações culturais, sobre as quais é preciso fazer discernimento. A verdade da globalização enquanto processo e o seu critério ético fundamental provêm da unidade da família humana e do seu desenvolvimento no bem. Por isso é preciso empenhar-se sem cessar por favorecer uma orientação cultural personalista e comunitária, aberta à transcendência, do processo de integração mundial.

Caritas in veritate [III – 42] – Bento XVI

Ser canal do dom da graça

"A Igreja existe para evangelizar, vale a pena pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça. Reconciliar os pecadores com Deus, perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da sua morte e da sua gloriosa ressurreição”.

(Beato Paulo VI)

O cristão e a globalização

O Cristianismo proveio desde sempre do mesmo Senhor e do mesmo Pão que quer fazer de nós um só Corpo, com vista à unificação de toda a humanidade. Se nós, precisamente no momento em que se torna efectiva uma unificação exterior da humanidade, outrora impensável, falhamos como cristãos e supomos que não podemos ou não devemos nada mais dar, carregamos sobre nós uma pesada culpa.

(Joseph Ratzinger - A Caminho de Jesus Cristo)

Santo António Maria Claret, bispo, fundador, †1870

António Maria Claret nasceu em 1807, em Allent, província de Barcelona e diocese de Vich. Filho de um modesto tecelão, aos 22 anos ingressou no seminário de Vich, confundido nas aulas de latim com os pequenos de 10 a 12 anos. Trazia no coração a luz do ideal eterno que tinha haurido naquela frase do Evangelho que abriu também horizontes infinitos de luz e entusiasmo a S. Francisco Xavier: “que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma?”. Aos 28, foi ordenado sacerdote, dedicando-se de corpo e alma ao serviço ministerial na cidade natal. O seu ideal, entretanto, ultrapassava os limites de sua paróquia. Desejava um apostolado mais amplo. Pensou, então, em se colocar à disposição da Propaganda Fidei. Não era o que sonhava para si. Procurou, pois, ingressar na Companhia de Jesus, o que também não deu certo. Retornou à terra natal como vigário. Logo depois abandonou tudo para se tornar missionário apostólico. Percorreu todas as povoações da Catalunha e das Ilhas Canárias.

Procurou concretizar o seu grande sonho apostólico: fundar uma congregação que se dedicasse ao apostolado das missões, e à evangelização dos povos. Com alguns companheiros sacerdotes, fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, popularmente conhecidos como Padres Claretianos. Mais tarde fundou também o Instituto das Irmãs de Ensino de Maria Imaculada. Em 1850 foi nomeado bispo de Santiago de Cuba, onde desenvolveu um apostolado frutuoso. Em 1857 retornou à Espanha, onde exerceu várias responsabilidades eclesiásticas, zelando pela instrução, pelas artes, pelas ciências, fundando bibliotecas. Foi também fecundo escritor, deixando cerca de oitenta obras. Pio XI considerava-o o "precursor da Acção Católica" dos tempos modernos. Com Isabel II esteve também em Lisboa, em Dezembro de 1866. Depois de pregar em várias igrejas da capital, foi agraciado por D. Luís com a Cruz da Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Morreu em Fontfroide, França, em 1870. Foi beatificado em 1934 por Pio XI e canonizado por Pio XII em 1950.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Ler os sinais dos tempos na realidade actual

Papa Francisco 
Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / A Alegria do Evangelho» §§ 108-109 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)


Sempre que intentamos ler os sinais dos tempos na realidade actual, é conveniente ouvir os jovens e os idosos. Tanto uns como outros são a esperança dos povos. Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo actual.

Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 24 de outubro de 2014

Dizia também às multidões: «Quando vós vedes uma nuvem levantar-se no poente, logo dizeis: Aí vem chuva; e assim sucede. E quando sentis soprar o vento do sul, dizeis: Haverá calor; e assim sucede. Hipócritas, sabeis distinguir os aspectos da terra e do céu; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente? E porque não discernis também por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, fores com o teu adversário ao magistrado, faz o possível por fazer as pazes com ele pelo caminho, para que não suceda que te leve ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e o guarda te meta na cadeia. Digo-te que não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo».

Lc 12, 54-59

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Meditação: tempo fixo e a hora fixa

Meditação: tempo fixo e a hora fixa. Se não, adapta-se à nossa comodidade; e isso é falta de mortificação. E a oração sem mortificação é pouco eficaz. (Sulco, 446)

Vencei, se por acaso disso vos apercebeis, a preguiça, o falso critério segundo o qual a oração pode esperar. Nunca atrasemos esta fonte de graças para amanhã. Agora é o tempo oportuno. Deus, que é amoroso espectador de todo o nosso dia, preside à nossa íntima prece. E tu e eu – volto a assegurar – temos de nos confiar a Ele como se confia num irmão, num amigo, num pai. Diz-lhe – eu faço assim – que Ele é toda a Grandeza, toda a Bondade, toda a Misericórdia. E acrescenta: por isso, quero apaixonar-me por Ti, apesar da rudeza das minhas maneiras, destas minhas pobres mãos, marcadas e maltratadas pelo pó das veredas da terra.

(…) Que não faltem no nosso dia alguns momentos dedicados especialmente a travar intimidade com Deus, elevando até Ele o nosso pensamento, sem que as palavras tenham necessidade de vir aos lábios, porque cantam no coração. Dediquemos a esta norma de piedade um tempo suficiente, a hora fixa, se possível. Ao lado do Sacrário, acompanhando Aquele que ali ficou por Amor. Se não houver outro remédio, em qualquer lugar, porque o nosso Deus está de modo inefável na nossa alma em graça. (Amigos de Deus, 246. 249)

-São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 26 de outubro de 2014

Os fariseus, tendo sabido que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se. E um deles, doutor da Lei, querendo pô-l'O à prova, perguntou-Lhe: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus disse-lhe: «”Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento”. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas».

Mt 22, 34-40

São Josemaría Escrivá nesta data em 1966

Enquanto celebra a Santa Missa, passa por uma experiência mística que, com grande simplicidade, conta no dia seguinte: “Com os meus sessenta e cinco anos, fiz uma descoberta maravilhosa. Encanta-me celebrar a Santa Missa, mas ontem custou-me muito. Que esforço! Vi que a Missa é verdadeiramente Opus Dei, trabalho, como foi um trabalho para Jesus Cristo a sua primeira Missa: a Cruz. Vi que o ofício do sacerdote, a celebração da Santa Missa, é um trabalho para confeccionar a Eucaristia; que se experimenta dor, e alegria, e cansaço. Senti na minha carne o esgotamento de um trabalho divino”.

(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)

«E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?»

«E vós, quem dizeis que Eu sou?» Mt 16,13

A esta pergunta de Jesus, respondemos nós também: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Mt 16,16 ?

E, se respondemos assim, porque o fazemos nós?
Porque tal nos foi ensinado pelos nossos pais, na catequese, na Bíblia, nos livros que lemos, no conhecimento que procurámos, na inteligência que nos foi dada, na emoção do coração?

Se assim for, ainda bem, mas é pouco, muito pouco, pois precisaríamos de fazer tal afirmação «porque não foi a carne nem o sangue que no-lo revelou, mas o Pai que está no Céu.» Mt 16,17

Ou seja, essa resposta à pergunta, essa afirmação sobre Jesus Cristo, precisa de vir em primeiro lugar da fé, do acreditar, porque se assim for parte de uma relação pessoal com Deus, de um encontro pessoal com Cristo, de uma entrega ao Espírito Santo que nos revela essa Verdade.

Se assim for, então tudo aquilo que nos foi ensinado pelos nossos pais, na catequese, na Bíblia, nos livros que lemos, no conhecimento que procurámos, na inteligência que nos foi dada, na emoção do coração, se transforma numa vivência diária e coerente da fé, num viver por Cristo, com Cristo e em Cristo.

Então também Jesus Cristo responderá ao coração de cada um: «És feliz, Joaquim, Maria, João, Rita ... filhos de Deus!» Mt 16,17

Marinha Grande, 30 de Junho de 2014

Joaquim Mexia Alves AQUI

Ler a Bíblia enriquecendo o espírito

Bento XVI sugeriu aos católicos na Audiência de 3 de agosto de 2011 que façam uma leitura continuada da Bíblia durante as férias, desde os livros mais pequenos, como os de Tobias, Ester ou Rute, às “obras-primas” como Job, Qohélet ou Cântico dos Cânticos.

Tenham à mão, durante o período estival ou nos momentos de pausa, a Santa Bíblia, para a apreciar de uma maneira nova, lendo de seguida alguns dos seus livros, os menos conhecidos e também aqueles mais notórios, como os Evangelhos.

Muitos cristãos deixaram de ler a Bíblia e têm dela um conhecimento muito limitado e superficial, faço votos que uma leitura continuada do texto sagrado para os cristãos possa tornar-se num enriquecimento cultural e nutriente do espírito, capaz de alimentar o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele, a oração.

Ter e ler a Bíblia é tão importante como o pão para a boca

Foto 'Spe Deus'
Em Portugal permito-me recomendar uma pequena edição do Novo Testamento, os Quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as Epístolas de São Paulo, aos Hebreus, São Tiago, S. Pedro, S. João, S. Judas e o Apocalipse de S. João, da Editorial A.O. - Braga, pequena em tamanho e peso, que vem já com sugestão de subdivisões para uma leitura diária de pequenos trechos para meditação, inclusivamente existem dois esquemas, um para uma leitura total anual de todo o Novo Testamento e uma outra para duas leituras anuais dos Evangelhos.

JPR

São João de Capistrano, religioso, †1456

São João de Capistrano nasceu nos Abruzzos, no ano 1386. Além de gramática e letras, estudou também Direito Canónico e Direito Civil, na cidade de Perusa. Por algum tempo foi oficial de juiz. Ingressou, então, na Ordem dos Franciscanos. Ordenado sacerdote, São Capistrano peregrinou por toda a Europa a pé ou a cavalo, desde a Espanha até a Sérvia, da França até a Polónia. Nas suas viagens apostólicas, procurou fortalecer a moral cristã e refutar os erros dos heréticos. Deixou uma obra escrita em dezassete volumes e foi um homem que participou activamente da angústia de seu tempo. Tempo este em que a religião católica se encontrava em crise e a paz ameaçada pelas guerras (Guerra dos Cem Anos) e pela iminente invasão dos turcos. Além disso, a peste negra assolava toda a Europa, dizimando muitos. Morreu em Villach, na Áustria, no ano 1456, aos 71 anos de idade. Os luteranos desenterraram-no e atiraram-no ao Danúbio; felizmente foi encontrado pelos católicos que o levaram para Elloc, junto de Viena de Áustria onde se conserva religiosamente, honrado com a muita devoção dos fiéis. João foi beatificado pelo papa Leão X e foi solenemente canonizado pelo papa Alexandre VIII, no ano de 1690.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Eu vim lançar fogo sobre a terra»

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário sobre o evangelho de Lucas, 7, 131s; SC 52


«Eu vim lançar fogo sobre a terra e como gostaria que ele já se tivesse ateado.» […] O Senhor quer-nos vigilantes, esperando a todo o momento a vinda do Salvador. […] Mas, dado que o proveito é pequeno e o mérito fraco quando é o receio do suplício que impede que nos percamos, e uma vez que o amor tem um valor superior, o próprio Senhor […] ateia o nosso desejo de alcançar a Deus quando diz: «Eu vim lançar fogo sobre a terra.» Não se trata, obviamente, do fogo que destrói, mas do que produz a boa vontade, daquele que torna melhores os vasos de ouro da casa do Senhor ao consumir o feno e a palha (1Cor 3,12ss), devorando toda a ganga do mundo, acumulada pelo gosto dos prazeres terrenos, obra da carne, que deve perecer.

Era o fogo divino que ardia nos ossos dos profetas, como declara Jeremias: «Dentro de mim ardia um fogo devorador, encerrado nos meus ossos» (Jer 20,9). Porque há um fogo do Senhor, do qual se diz: «Há um fogo que o precede» (Sl 96,3). O próprio Senhor é um fogo, diz Ele, «que arde sem consumir» (Ex 3,2). O fogo do Senhor é luz eterna; e nesse fogo se acendem as lâmpadas dos crentes: «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas» (Lc 12,35). Como os dias dessa vida ainda são noite, temos necessidade de uma lâmpada. Era o fogo que, segundo o testemunho dos discípulos de Emaús, o próprio Senhor tinha colocado neles: «Não estava o nosso coração a arder cá dentro quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as escrituras?» (Lc 24,32) Eles ensinam-nos qual é a acção desse fogo, que ilumina o fundo do coração do homem. É por isso que o Senhor virá no fogo (Is 66,15), para consumir o mal no momento da ressurreição, cumulando com a sua presença os desejos de todos e projectando a sua luz sobre os méritos e os mistérios.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 23 de outubro de 2014

Eu vim trazer fogo à terra; e como desejaria que já estivesse ateado! Eu tenho de receber um baptismo; e quão grande é a minha ansiedade até que ele se conclua! Julgais que vim trazer paz à terra? Não, vos digo Eu, mas separação; porque, de hoje em diante, haverá numa casa cinco pessoas, divididas três contra duas e duas contra três. Estarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

Lc 12, 49-53