Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

UM VAZIO CHEIO DE AMOR!

Há dias que começam assim!
Uma sensação de vazio interior, um frio insensível, um sentimento de abandono.

Elevo os olhos ao Céu, levanto as mãos para Deus, faço uma oração envergonhada, e digo baixinho, como se quisesse que Ele me ouvisse, mas não percebesse a minha dúvida sobre a Sua presença: Bom dia, meu Deus. Estás aí?

Tudo fica na mesma, o vazio continua, o sentimento de abandono parece instalar-se, mas um calor sensível toca o meu coração e ouço no meu interior: Claro que estou! Não estou Eu sempre aqui, contigo? Bom dia meu filho!

Abandono-me, rendo-me!
Que me interessa o vazio interior, se o Amor está presente!

Monte Real, 10 de Janeiro de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá - Aconteceu nesta data em 1902

Josemaría Escrivá é registado (no Registo Civil) a 10 de Janeiro de 1902 com os nomes de José, María, Julián, Mariano. Anos mais tarde, une os seus dois primeiros nomes de batismo, formando o de Josemaría.

Igreja coerente e tranquila

Dentro pouco mais de uma semana a “parcelazinha” da Igreja que é o Opus Dei irá eleger o seu novo Prelado na sequência do falecimento de D. Javier Echevarría, poucos se darão conta porque tudo decorre em coerência com os seus estatutos e com a tranquilidade que é apanágio da Obra.

A não existência de comentários dos seus fiéis sobre o sacerdote A ou o B, pois estatutariamente terá de ser um sacerdote, é um belíssimo exemplo de paz e harmonia que visa como objetivo último a unidade para melhor servir o Senhor e a Sua Igreja.

É claro que esta postura constitui uma desilusão para os amantes dos mexericos que se entretêm a especular e que lhes serve para encherem páginas de jornais e minutos de televisão, recordemos o que se passa nos períodos que antecedem os Conclaves para a eleição do Romano Pontífice que originou aquela expressão muito certeira “entra Papa e sai Cardeal”. No Opus Dei com a transparência que lhe advém dos próprios estatutos tal não sucede, porque como anteriormente afirmei o importante é servir não havendo espaço a vaidades e enaltecimentos pessoais, mas sobretudo porque se confia totalmente na ação do Espírito Santo.

O signatário não é um fiel da prelatura, mas tão somente um cooperador por vontade própria e com muita gratidão por tanta coisa boa recebida, convido-vos ainda assim a rezarem comigo pedindo a Deus um Prelado que nos conduza na firmeza da fé com coerência e sem sobressaltos, seja quem for o eleito que recolha as nossas orações pelo sucesso das importantes funções que irá exercer servindo.

JPR

Que os nossos lares sejam o reflexo da Sagrada Família

Todos nos temos de esforçar por tornar amável o relacionamento com as pessoas que convivem connosco ou que estão perto, por uma razão ou por outra. Demos espaço ao Senhor no nosso coração e nos nossos dias. Assim fizeram também Maria e José, mas não foi fácil: quantas dificuldades tiveram que superar! Não era uma família fictícia, nem uma família irreal. A família de Nazaré compromete-nos a redescobrir a vocação e a missão da família, de cada família [16].

Supliquemos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria e de S. José, que nos Centros da Obra, nas casas dos outros fiéis e cooperadores da Prelatura, dos nossos familiares e amigos e em todos os lares cristãos, se reflita o exemplo da Sagrada Família. Contemplar Jesus, Maria e José há de impulsionar-nos a estar atentos aos outros, como eles estiveram. Temos de rezar diariamente e ocupar-nos das suas necessidades espirituais e materiais, do seu descanso, da ordem e dignidade material da casa, que há de ser um espelho do lar de Nazaré. E não consideremos nunca estes deveres como um peso, mas como salutares ocasiões de servir.

No seio da família de Nazaré, Jesus foi testemunho de tantos pormenores de delicadeza, de tantas manifestações de carinho. Quando começou a Sua vida pública, conheciam-No pelas suas raízes familiares: Não é este o filho do artesão? Não se chama sua mãe Maria? [17] Que bom seria que, ao observarem a nossa atuação de fiéis seguidores de Cristo, as pessoas pudessem afirmar: nota-se que esta pessoa imita o exemplo de Jesus, porque cuida o ambiente da sua casa, porque o leva consigo para todo o lado, porque deseja que os outros participem dessa alegria e dessa paz.
No próximo dia 9 é o aniversário do nascimento de S. Josemaria. Em Barbastro e em Logronho, o nosso Fundador aprendeu tantos pormenores próprios da unidade familiar, que depois nos transmitiu a nós. O nosso reconhecimento vai também para os seus pais, por terem sido dóceis instrumentos de Deus para a formação humana e sobrenatural de S. Josemaria.

Unamo-nos às intenções do Papa, rezando também pelos religiosos, as religiosas e as almas consagradas, neste ano que a Igreja lhes dedica. E recorramos, nesta prece, à Santíssima Virgem, com grande confiança.

Com outras palavras do nosso Fundador, peçamos que nas famílias se mantenha sempre o espírito dos primeiros tempos do cristianismo: pequenas comunidades cristãs que foram centros de irradiação da mensagem evangélica. Lares iguais aos outros lares daqueles tempos, mas animados de um espírito novo que contagiava aqueles que os conheciam e com eles conviviam. Assim foram os primeiros cristãos e assim havemos de ser nós, os cristãos de hoje: semeadores de paz e de alegria, da paz e da alegria que Cristo nos trouxe [18].

Há poucos dias passei por Pamplona e visitei alguns doentes. Também me reuni com cerca de duas mil e quinhentas pessoas no pavilhão desportivo da Universidade. Recordei o olhar, cheio de agradecimento ao Senhor, de S. Josemaria. E passava-me pela alma, pela mente, que em qualquer lugar onde nos encontremos, estamos na nossa própria casa, bem unidos, para servir Deus e todas as almas.

[16]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 17-XII-2014.
[17]. Mt 13, 55.
[18]. S. Josemaria, Cristo que passa, n. 30.

(D. Javier Echevarría, na carta do mês de janeiro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Maria a Tenda da primeira Igreja

«Deus não está ligado a pedras, mas liga-se a pessoas vivas. O “sim” Maria abre-lhe espaço em que pode erguer a sua tenda. Ela torna-se para Deus a tenda, e assim é o início da Santa Igreja que, por seu lado, é antecipação da nova Jerusalém, em que já não há Templo porque o próprio Deus nela habita»

(Joseph Ratzinger in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

Cento e três anos do nascimento de Dora del Hoyo

No dia 11 de Janeiro faz cem anos que nasceu a serva de Deus Dora del Hoyo. Por ocasião desta data, foi posto à venda um documentário que conta quem é Dora e o que o seu exemplo de vida nos ensina nos dias de hoje. Este documentário está disponível em seis línguas: espanhol, inglês, francês, italiano, croata e português (Brasil) e pode ser adquirido através do site de Beta Films.

Dora del Hoyo Alonso nasceu a 11 de Janeiro de 1914 em Boca de Huérgano, povoação no norte de Espanha. Era a quinta de seis irmãos. Os pais eram agricultores e em sua casa vivia-se uma profunda fé cristã. Dora Da família aprendeu da família o amor pelo trabalho bem feito e o gosto pelos trabalhos da casa.

Aos 26 anos foi para Madrid, onde entrou em contacto com as religiosas do Serviço Doméstico que a recomendaram a várias famílias como empregada doméstica. Rapidamente se destacou devido à sua inteligência, habilidade manual, grande capacidade de trabalho e interesse em aprender. Em 1945, foi contratada pela residência de estudantes La Moncloa, inaugurada pouco tempo antes por S. Josemaria Escrivá. O fundador do Opus Dei encontrou em Dora uma ajuda inestimável para cuidar da ordem e do ambiente de família que desejava que houvesse entre os mais de cem estudantes que viviam em La Moncloa. A experiência adquirida por Dora durante os seus primeiros anos em Madrid proporcionou-lhe muitos conhecimentos nos serviços de tratamento de roupa, limpeza e cozinha, e como consequência, o ambiente ganhou em serenidade e alegria. Este encontro também foi decisivo para Dora, descobriu uma nova dimensão da sua vocação cristã: compreendeu que podia oferecer a Deus o seu trabalho bem feito, que era um meio para se santificar e contribuir para a santificação dos outros.

Em 1946 Dora foi colaborar na instalação de uma nova residência em Bilbau. Nesta cidade, a 14 de Março de 1946, pediu a admissão no Opus Dei para, através do seu trabalho, difundir em todos os ambientes o chamamento universal à santidade, que S. Josemaria pregava.

Meses mais tarde, em 27 de Dezembro do mesmo ano, S. Josemaria propôs-lhe mudar-se para Roma para atender - com outras mulheres - o primeiro centro do Opus Dei em Roma. Desde então e até à data em que faleceu, Dora, com o seu trabalho e a sua fidelidade, foi um grande apoio para o fundador do Opus Dei. Trabalhou com abnegação e iniciativa na instalação da sede central do Opus Dei. Depois, a partir de 1974, no Colégio Romano da Santa Cruz, onde universitários de todo o mundo aprofundam a sua formação filosófica e teológica. Graças ao seu exemplo e ao seu bom desempenho, muita gente nova aprendeu também o seu espirito de santificação no trabalho corrente, o seu sentido de responsabilidade, o seu empenho em transmitir ao mundo a alegria de saber-se filho de Deus. Faleceu no dia 10 de Janeiro de 2004. Os seus restos mortais repousam em Santa Maria da Paz , Igreja prelatícia do Opus Dei, no mesmo lugar onde se encontram e veneram os restos mortais do fundador, São Josemaria Escrivá, e do seu primeiro sucessor, D. Álvaro del Portillo , revelando assim o que Dora representou no trabalho de que a Igreja encarregou o Opus Dei.

Desde então milhares de fiéis da Prelatura e outras pessoas têm manifestado, de modo espontâneo, a influência que Dora teve nas suas vidas. Nos testemunhos daqueles que a conheceram apercebemo-nos da sua intensa vida de piedade, da sua fortaleza, da sua caridade para com todas as pessoas e do amor a Deus que a levava a trabalhar com alegria. Também constam por escrito numerosos favores que se atribuem à sua intercessão.

Em 18 de Junho de 2012 D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei, presidiu em Roma à abertura do processo de canonização de Dora del Hoyo. Durante a cerimónia, o Prelado disse: “Estou cada vez mais convencido do papel fundamental que esta mulher teve e terá na vida da Igreja e da sociedade. O Senhor chamou Dora del Hoyo para se ocupar de tarefas semelhantes às desempenhadas por Nossa Senhora na casa de Nazaré”. “O exemplo cristão desta mulher, com a sua fidelidade à vida cristã, contribuirá para manter vivo o ideal do espírito de serviço e para difundir na nossa sociedade a importância da família, autêntica Igreja doméstica, que ela soube encarnar com o seu trabalho diário, generoso e alegre”.

(Fonte: site de São Josemaria Escrivá AQUI)

Trailer do documentário sobre Dora del Hoyo (legendado em português)

UM NOME SEM IMPORTÂNCIA

Se há alguma importância em se chamar Ernesto , não há nenhuma em chamar-se Dora. Com efeito, a mulher que teve este nome não foi vedeta, nem actriz, não foi famosa, nem rica, não escreveu livros, nem foi conhecida pela sua beleza ou por outro atributo. Aliás, passou desapercebida, viveu e morreu discretamente, depois de uma vida de trabalho silencioso, sem mais história do que a história de uma vulgar empregada doméstica, que mais não foi do que isso mesmo, toda a sua vida.

Dora del Hoyo nasceu em 1914 em Espanha, mas em 1946 mudou-se para a capital italiana, onde viveu e trabalhou para a sua família: o Opus Dei. Como profissional, entregou-se de alma e coração às tarefas domésticas na sede da prelatura. Lavou pratos e tachos, limpou o pó, cozinhou, tratou das roupas, como qualquer dona de casa, até à data da sua morte, a 10 de Janeiro de 2004, em Roma. Aí repousa agora, ao lado da campa onde esteve sepultado o fundador, S. Josemaria Escrivá, e onde está agora o corpo de D. Álvaro del Portillo, primeiro prelado do Opus Dei. Os corpos deste bispo e desta empregada doméstica são os únicos que, de momento, se encontram na cripta da igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, onde antes estiveram os restos mortais de S. Josemaria, até à sua trasladação para o respectivo altar, por ocasião da sua beatificação e posterior canonização.

Quem imaginaria uma simples mulher-a-dias na necrópole dos Papas?! Ou uma pobre e desconhecida operária no mausoléu do Kremlin?! Ou uma velha criada enterrada entre os túmulos dos reis, em São Vicente de Fora?! Ou ainda uma cozinheira no panteão nacional de Santa Engrácia?! Contudo, a poucos centímetros de onde jazeu o fundador do Opus Dei e agora repousam os restos do seu sucessor, um só corpo recebeu sepultura: o de Dora del Hoyo, empregada doméstica.

No Opus Dei há alguns cardeais, bastantes bispos, milhares de sacerdotes, muitos já falecidos, alguns com fama de santidade mas, até à data, mais nenhum, salvo o primeiro sucessor do fundador, mereceu o privilégio outorgado a esta simples operária do lar. Muitos são os fiéis leigos defuntos do Opus Dei que, nestes quase noventa anos de serviço à Igreja e ao mundo, se notabilizaram pelo seu trabalho: catedráticos, generais, políticos, artistas, embaixadores, literatos, cientistas, almirantes, jornalistas, etc. No entanto, é uma empregada doméstica que ocupa aquela tão especial sepultura. Uma mulher a que não se ficou a dever nenhuma invenção, nenhuma novidade, nem sequer nenhuma receita memorável. Apenas serviu, serviu a Deus e aos homens, serviu a Igreja, servindo os seus irmãos e irmãs da prelatura e muitas outras almas. Com alegria, com devoção, com profissionalismo, com amor, com perseverança, com simplicidade e, sobretudo, sem se dar nenhuma importância, porque a não tinha.

Há uma meia dúzia de anos que Dora descansa no subsolo da igreja de Santa Maria da Paz. E, apesar de muitos fiéis visitarem a cripta, onde é bem visível o nicho com o seu nome, ninguém sabe, nem tem por que saber, a grandeza da sua vida prosaica, tão mariana. A sua singela presença naquele lugar, onde aguarda a ressurreição dos mortos, é tão apagada quanto foi a sua vida: não se deve a nenhum principesco favor, nem é demagogia barata, mas a genuína expressão de uma revolucionária verdade – a igual nobreza de todas as profissões humanas e a comum dignidade eclesial de todos os filhos de Deus.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

1 A Importância de se chamar Ernesto [The Importance of Being Earnest] comédia escrita por Oscar Wilde, em 1895.

O Evangelho do dia 10 de janeiro de 2017

Jesus, tendo entrado no sábado na sinagoga, ensinava. Os ouvintes ficavam admirados com a Sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Na sinagoga estava um homem possesso dum espírito imundo, que começou a gritar: «Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei Quem és, o Santo de Deus». Mas Jesus o ameaçou dizendo: «Cala-te, e sai desse homem!». Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e dando um grande grito, saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que se interrogavam uns aos outros: «Que é isto? Que nova doutrina é esta? Ele manda com autoridade até nos espíritos imundos, e eles obedecem-Lhe». E divulgou-se logo a Sua fama por toda a região da Galileia.

Mc 1, 21b-28