Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Orar é falar com Deus. Mas de quê?

Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade! (Caminho, 91)

Uma oração ao Deus da minha vida. Se Deus é vida para nós, não deve causar-nos estranheza que a nossa existência de cristãos tenha de estar embebida de oração. Mas não penseis que a oração é um acto que se realiza e se abandona logo a seguir. O justo encontra na lei de Iavé a sua complacência e procura acomodar-se a essa lei durante o dia e durante a noite. Pela manhã penso em ti; e, durante a tarde, dirige-se a ti a minha oração como o incenso. Todo o dia pode ser tempo de oração: da noite à manhã e da manhã à noite. Mais ainda: como nos recorda a Escritura Santa, também o sono deve ser oração.

(...) A vida de oração tem de fundamentar-se, além disso, em pequenos espaços de tempo, dedicados exclusivamente a estar com Deus. São momentos de colóquio sem ruído de palavras, junto ao Sacrário sempre que possível, para agradecer ao Senhor essa espera – tão só! – desde há vinte séculos. A oração mental é diálogo com Deus, de coração a coração, em que intervém a alma toda: a inteligência e a imaginação, a memória e a vontade. Uma meditação que contribui a dar valor sobrenatural à nossa pobre vida humana, à nossa vida corrente e diária.

Graças a esses tempos de meditação, às orações vocais, às jaculatórias, saberemos converter a nossa jornada, com naturalidade e sem espectáculo, num contínuo louvor a Deus. Manter-nos-emos na sua presença, como os que estão enamorados dirigem continuamente o seu pensamento à pessoa que amam, e todas as nossas acções – inclusivamente as mais pequenas – encher-se-ão de eficácia espiritual.

Por isso, quando um cristão se lança por este caminho de intimidade ininterrupta com o Senhor – e é um caminho para todos, não uma senda para privilegiados – a vida interior cresce, segura e firme; e o homem empenha-se nessa luta, amável e exigente ao mesmo tempo, por realizar até ao fim a vontade de Deus. (Cristo que passa, 119)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 5 de fevereiro de 2017

«Vós sois o sal da terra. Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim de que dê luz a todos os que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

Mt 5, 13-16

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

Pela tarde chega à Venezuela onde leva a cabo uma das suas viagens de catequese. Na fotografia aparece com D. Álvaro del Portillo no aeroporto de Maiquetía, Caracas. Não passaram mais de vinte horas desde que desembarcou, quando diz: “Não vi nada de Caracas mas, ao subir até aqui, vi esses bairros miseráveis. No Opus Dei, há lugar para todos. A vocação não é só para os universitários. Têm de se relacionar com os ricos, sim, mas também com essa gente que tem fome, e sobretudo fome de Deus. A Obra é para todos”.

TER UM FILHO!

É como sair algo de nós,
que no entanto nos completa.

É assim como dar voz,
ao amor que nos une.

É uma alegria imensa,
que nos enche e nos reúne.

É sorrir embevecido,
e dizer coisas sem nexo.

É a chama do amor,
que se revelou no sexo.

É perene alegria,
que se faz vida verdade.

É realmente, sem dúvida,
«ser dois numa só carne.»

Marinha Grande, 31 de Janeiro de 2015

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2015/02/ter-um-filho.html

Nota:
Por causa de uns sobrinhos que tiveram o seu primeiro filho.

A importância das mulheres

Dentro de poucos dias  vamos celebrar os 85 anos (86 em 2016) do momento em que Deus Nosso Senhor fez compreender a S. Josemaria que o Opus Dei era também para as mulheres, tal como era para os homens. Não pensava eu que no Opus Dei houvesse mulheres, escreveu numa carta especialmente dirigida às suas filhas. Mas naquele dia 14 de fevereiro de 1930, o Senhor fez que sentisse o que experimenta um pai que já não espera outro filho quando Deus lho manda. E desde então, parece-me que tenho obrigação de vos amar mais: vejo-vos como uma mãe ao filho mais pequeno [1]. E posso acrescentar que, em cada dia, brotava da sua alma um profundo agradecimento às suas filhas.

Quantas graças a Deus dava o nosso Padre, insisto, por esta luz divina que se acendeu com a presença das mulheres no Opus Dei! Como explicou noutras alturas, realmente, sem essa vontade expressa do Senhor (...), a Obra teria ficado manca[2].

Na sua carta apostólica sobre a dignidade da mulher, S. João Paulo II detinha-se a considerar o sublime momento da Anunciação. «Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho, nascido de uma mulher». Com estas palavras da Carta aos Gálatas (4, 4), o Apóstolo Paulo une entre si os momentos principais que determinam essencialmente o cumprimento do mistério preestabelecido em Deus (cfr. Ef 1, 9). O Filho, Verbo consubstancial ao Pai, nasce como homem, de uma mulher, quando chega a plenitude dos tempos. Este acontecimento conduz ao ponto-chave da História do homem sobre a Terra, entendida como História da Salvação. É significativo que o Apóstolo não chame a Mãe de Cristo com o nome próprio de "Maria", mas a defina como "mulher": isto estabelece uma concordância com as palavras do Proto-Evangelho no Livro do Génesis (cfr. 3, 15). Precisamente aquela "mulher" está presente no evento salvífico central, que decide a plenitude dos tempos e que se realiza nela e por meio dela (…). Assim, a plenitude dos tempos manifesta a extraordinária dignidade da "mulher"» [3].

Minhas filhas, estas reflexões não são amabilidades, mas um profundo convite a considerar a vossa importância na Igreja e, ao mesmo tempo, um estímulo para que cuideis a vossa fidelidade quotidiana.

[1]. S. Josemaria, Carta 29-VII-1965, n. 2.
[2]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, ano de 1955.
[3]. S. João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris dignitatem, 15-VIII-1988.
(D. Javier Echevarría, na carta do mês de fevereiro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

São João de Brito

"A Linguagem da cruz é loucura para os que perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus" 1Cor 1,18

O santo de hoje, chamado São João de Brito (1647 - 1693), sempre foi venerado com especial fervor pelo povo português. O Papa Pio XII estendeu seu culto à Igreja Universal, canonizando-o em 1947. Apesar de nobre e algo doente, conseguiu não só entrar na Companhia de Jesus mas transformar-se, a partir de seus vinte e seis anos, em missionário de espantosa actividade. Na Índia, assumiu a língua e costumes locais, para melhor poder espalhar a Boa Nova do Evangelho. Morreu martirizado, durante um trágico levantamento contra os cristãos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 4 de fevereiro de 2017

Tendo os Apóstolos voltado a Jesus, contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado, e Ele disse-lhes: «Vinde à parte, a um lugar solitário, e descansai um pouco». Porque eram muitos os que iam e vinham e nem sequer tinham tempo para comer. Entrando, pois, numa barca, retiraram-se à parte, a um lugar solitário. Porém, viram-nos partir, e muitos perceberam para onde iam e acorreram lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 

Mc 6, 30-34