Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Fortes e pacientes: serenos

Se, por teres o olhar fixo em Deus, souberes manter-te sereno no meio das preocupações; se aprenderes a esquecer as ninharias, os rancores e as invejas; pouparás muitas energias, que te fazem falta para trabalhar com eficácia, em serviço dos homens. (Sulco, 856)

Quem sabe ser forte não se deixa invadir pela pressa de conquistar logo o fruto da sua virtude; é paciente. A fortaleza leva-nos realmente a saborear a virtude humana e divina da paciência. Mediante a vossa paciência, possuireis as vossas almas (Lc XXI, 19). A posse da alma exprime-se na paciência, que, na verdade, é raiz e custódia de todas as virtudes. Nós possuímos a alma com a paciência, porque, aprendendo a dominar-nos a nós mesmos, começamos a possuir aquilo que somos . E é esta paciência que nos leva também a ser compreensivos com os outros, persuadidos de que as almas, como o bom vinho, melhoram com o tempo.

Fortes e pacientes: serenos. Mas não com a serenidade daquele que compra a tranquilidade pessoal à custa de se desinteressar dos seus irmãos ou da grande tarefa, que corresponde a todos, de difundir ilimitadamente o bem por todo o mundo. Serenos, porque há sempre perdão, porque tudo tem remédio, menos a morte, e, para os filhos de Deus, a morte é vida. Serenos, ainda que seja só para poder actuar com inteligência: quem conserva a calma está em condições de reflectir, de estudar os prós e os contras de cada problema, de examinar judiciosamente os resultados das acções previstas. E depois, sossegadamente, pode intervir com decisão. (Amigos de Deus, 78–79)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá - Aconteceu nesta data em 1919

Nasce Santiago Escrivá. “A meu pedido, e apesar de haver bastantes anos que meus pais não tinham filhos, e de já não serem jovens, a meu pedido – repito – Deus Nosso Senhor (precisamente nove ou dez meses depois de lho pedir) fez com que nascesse o meu irmão (...). Um rapaz, pedi eu”.

Pedro Gil: "Fátima fala de nós próprios"

Fé e amor matrimonial

O homem e a mulher, diz-nos o Catecismo no número 372, são feitos um para o outro. Não é que Deus os tenha feito “a meias” e “incompletos”. Criou-os para uma comunhão de pessoas, em que cada um pode ser ajuda para o outro. São, ao mesmo tempo, iguais enquanto pessoas e complementares enquanto masculino e feminino.

Por esse motivo, amar também é estimar as diferenças que existem entre o homem e a mulher. Diferenças queridas por Deus desde o princípio da Criação.

A maior felicidade a que uma mulher pode aspirar no seu casamento é que o marido que está lá em casa seja verdadeiramente um homem. No entanto, esse facto vai ter como consequências inúmeras rudezas e indelicadezas que ela saberá aceitar e amar porque entende que ele é “diferente”.

E aquilo que um marido mais deve pretender para a sua felicidade matrimonial é que a sua esposa seja de verdade uma mulher, apesar de todos os aborrecimentos que lhe possa causar a sua misteriosa e delicada afectividade.

O homem precisa dessas qualidades femininas que lhe faltam e a mulher das qualidades masculinas. É um apoio específico que o homem não encontra nos outros homens, nem a mulher nas outras mulheres.

O problema é que, como diz R. Llano Cifuentes, a nossa época está cativada pelo mito narcisista do “amor sentimental”. Mito que oscila entre o romantismo dourado da paixão que “tudo justifica” e o cinismo duro como o diamante que dá um pontapé no traseiro do outro com estas palavras de “carinho”: “Sinto muito… acabou-se o amor”.

Um exemplo muito actual deste cinismo traduzido em palavras sentimentais e enganosas: “Quando o amor começa a murchar não há muito a fazer. O melhor mesmo é procurar que ele morra sem muita dor”. Uma espécie de eutanásia aplicada “suavemente” ao amor matrimonial.

É fundamental que os casais que se dizem cristãos vivam e saibam transmitir aos outros a alegria do amor gratuito. Um amor sem cálculo, amadurecido, abnegado, que encontra de forma paradoxal a sua maior gratificação sob a forma de felicidade. O amor, mesmo quando inclui o sacrifício ― e, se for genuíno, sempre o incluirá ― é a fonte secreta da felicidade matrimonial.

Porquê tantas crises conjugais nos nossos dias? Talvez porque muitas pessoas perderam a noção de quem são, de onde vêm, para onde vão e o que fazem por aqui. Essas crises conjugais procedem antes de mais nada de crises existenciais. A perda da convicção de se estar a caminhar com passo firme para a felicidade eterna ― a perda da fé ― gera um processo de dolorosa crise existencial e, consequentemente, também matrimonial.

Pelo contrário, a fé profunda traz consigo uma enorme energia vital, uma força e uma paz da qual só podem falar aqueles que a experimentam. Essa força passa de um cônjuge para o outro, e destes para os filhos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O Pilar da minha vida terrena

Imagem relativa ao casamento na Igreja em 2006
Há 47 anos nesta data, o Senhor, pensava eu então do alto da minha soberba que tinha sido eu, perdoa-me Jesus por tamanha arrogância, ofereceu-me quem foi e é o Pilar da minha família e da minha vida terrena, união que concretizámos perante Deus muitos anos mais tarde no dia da Imaculada Conceição.

Com o passar dos anos e perante as dificuldades da vida tem-me aumentado este sentimento de gratidão para conTigo e para com ela, pelo que Te rogo a protejas e faças aproximar-se todavia mais de Ti e da Tua Igreja.

JPR

(texto escrito em 2012 apenas com o aumento do número de anos e que peço a Deus me permita republicá-lo por muitos e bons anos)

A mulher mais poderosa do mundo

«A mulher mais poderosa do mundo», foi o título de capa da edição americana da «National Geographic» de Dezembro passado. No interior, a revista trata o tema profissionalmente. Documentou-se e convence: mesmo descontando milagres e aparições, o poder da Mãe de Jesus chega a definir a identidade de povos inteiros. Nem sequer a rainha de Inglaterra se compara! Notícia que deixou os leitores norte-americanos impressionados e teve grande eco na imprensa.

Na viagem ao México, Francisco brincou com o assunto: até os mexicanos ateus se identificam com a mensagem de Nossa Senhora em Guadalupe. Quanto mais ele, Papa! Na viagem de ida anunciou: «O meu desejo mais íntimo é ficar a olhar para a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, um mistério que se estuda, estuda, estuda e continua sem explicação... é uma coisa de Deus». O Papa referia-se a algumas características daquela imagem que ainda hoje não se conseguem imitar, mas o importante para ele era ficar a olhá-la e saber-se olhado. O santuário percebeu o recado e colocou-lhe uma cadeira em frente da imagem, para que o Papa se demorasse ali, quase sozinho. Quando os jornalistas lhe perguntaram o que tinha estado a rezar durante aquele tempo todo, Francisco desvendou uma ponta, mas guardou o resto: «...as coisas que um filho diz à sua querida mãe são um segredo!».

Na escala anterior, em Cuba, o Papa tinha-se deparado com outro sinal impressionante do poder de Maria. É uma longa história, com passagem por Portugal: o ícone de Nossa Senhora de Kazan que o Patriarca Kirill ofereceu ao Papa.

A imagem original, pintada em data incerta, esteve vários séculos no mosteiro de Kazan e dela se fizeram muitas reproduções, em igrejas espalhadas pela Rússia. Despareceu em 1209, nas guerras, e foi recuperada em 1579, nos escombros de um incêndio, em circunstâncias miraculosas. Tornou-se então a referência da Rússia, a salvadora da pátria: primeiro contra os polacos; depois contra os suecos; a seguir contra Napoleão. A imagem tornou-se o ícone da família do Czar e Pedro o Grande colocou uma cópia na catedral dedicada a Nossa Senhora de Kazan, em São Petersburgo, a nova capital. Esta catedral também tem uma história curiosa. Nalgumas fotografias, parece a praça de S. Pedro em Roma, com a colunata e a basílica, e a intenção era mesmo essa, como expressão do anseio de a Rússia se unir novamente à Igreja católica. A Igreja ortodoxa protestou com todas as forças contra aquela arquitectura, mas o Czar foi mais teimoso.

A imagem foi roubada da catedral em 1904 e por isso os comunistas já não lhe deitaram a mão, limitaram-se a destruir os outros exemplares e arrasar as respectivas igrejas, ou destiná-las a instalações sanitárias e funções ridículas. Só conservaram a catedral de São Petersburgo, para Museu do Ateísmo. Ao cabo de clandestinidades várias, o ícone escapou da União Soviética e foi parar às mãos de comerciantes oportunistas. A associação católica «Exército Azul» (azul, cor de Nossa Senhora) resgatou-o colocou-o na capela bizantino-russa da «Domus Pacis» (Casa da Paz), junto ao santuário de Fátima, à espera de ser devolvida aos russos. Em 1993, depois da queda do muro de Berlim, foi para Roma, onde o Papa João Paulo II a guardou com grande devoção no seu gabinete, com a intenção de a levar pessoalmente à Rússia. Infelizmente, a igreja ortodoxa russa rejeitou todas as tentativas de o Bispo de Roma visitar o país.

Capela Bizantina na Domus Pacis em Fátima
Em 1997, ao tornar-se pública alguma documentação da II Guerra Mundial, soube-se que Elias, então Metropolita russo no Líbano, tinha enviado uma missiva a Stalin, levada em mão pelo próprio Chefe do Estado-Maior da Armada Vermelha, a contar-lhe uma visão: Stalin devia libertar o clero da prisão e deixar que o ícone de Kazan fosse levado em procissão em várias cidades. O receio supersticioso de Stalin explica o chamado «período religioso» (entre 1941 e 1942) e o ter atribuído ao Metropolita Elias o prémio Stalin, «por serviços eminentes à União Soviética e à causa do socialismo». Elias não quis receber dinheiro do ditador e entregou-o para ajuda aos órfãos da guerra; derrotados os nazis, Stalin esqueceu o «período religioso».

Em 2004, João Paulo II desistiu de esperar pela oportunidade de visitar a Rússia e enviou uma delegação para entregar o ícone ao Patriarca ortodoxo, como sinal do desejo de unidade. A delegação foi acolhida, mas a oferta foi desvalorizada: a primitiva pintura tinha-se perdido, aquela era só uma cópia, talvez a roubada da catedral de São Petersburgo; afinal, o Papa só devolvia aos ortodoxos o que já lhes pertencia...

Tanta coisa mudou entretanto que Kirill, actual Patriarca de todas as Rússias, escolheu justamente uma cópia dessa imagem para a oferecer ao Papa Francisco, como «expressão de unidade».
José Maria C.S. André
Spe Deus
28-II-2016

Nossa Senhora da Confiança


Interessante é a história desta devoção, uma vez que a Mãe de Deus é o símbolo mais perfeito da confiança em Deus. É o modelo completo das virtudes a ser seguido por todos os cristãos que desejam alcançar a santidade e salvação em Cristo na vida eterna.

A invocação de Nossa Senhora da Confiança foi introduzida na Igreja no século XVIII por uma mística católica chamada Irmã Clara Isabel Fomari, ingressou para a vida religiosa orientada por seu confessor, o jesuíta Crivelli.

Abadessa do mosteiro da cidade de Todi, na Itália, Irmã Clara Isabel deixou suas experiências registradas no livro 'Relações místicas' conservado nesse mosteiro desde a sua morte em 1744. O livro mostra sua forte devoção pela Virgem e cita os numerosos prodígios atribuídos à sagrada imagem do quadro de Maria com o Menino Jesus, venerado por ela em sua cela. A vigorosa fé na Mãe de Deus e os dons místicos da religiosa propagaram entre a população local a invocação de Nossa Senhora da Confiança.

Em 1781 o sagrado quadro saiu do no mosteiro de São Francisco em Todi, atendendo ao pedido do sobrinho do padre Crivelli, também jesuíta. Padecendo de gravíssima enfermidade ele desejou se penitenciar diante da imagem de Nossa Senhora da Confiança, cuja devoção seu tio lhe transmitira. Ele se curou e em agradecimento mandou fazer uma cópia exata do quadro de sua celestial benfeitora.

A cópia da imagem o acompanhou à Roma, quando foi designado diretor espiritual para o Colégio Germânico que foi sede, por longo período, do Pontifício Seminário Romano Maior. O centro da divulgação da devoção de Nossa Senhora da Confiança, eleita padroeira do Seminário.

A sede definitiva do Seminário, ficou pronta em 1917 e a nova capela foi dedicada à celestial padroeira. A festa celebra-se na última sexta-feira antes da Quaresma.

O Evangelho do dia 28 de fevereiro de 2017

Pedro começou a dizer-Lhe: «Eis que deixámos tudo e Te seguimos». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Ninguém há que tenha deixado a casa, os irmãos, as irmãs, o pai, a mãe, os filhos, ou as terras, por causa de Mim e do Evangelho, que não receba o cêntuplo, mesmo nesta vida, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, e terras, juntamente com as perseguições, e no tempo futuro a vida eterna. Porém, muitos dos primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros». 

Mc 10, 28-31