Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sábado, 11 de março de 2017

O autor de Missão Cumprida fala sobre D. Álvaro del Portillo

Mons. Hugo de Azevedo, autor de uma biografia em português sobre o primeiro sucessor de S. Josemaria à frente do Opus Dei, deu no passado dia 15 de fevereiro, no Auditório Carvalho Guerra, da Universidade Católica (Porto), a segunda conferência de preparação do Centenário do nascimento de D. Álvaro del Portillo. Comentando o seu trabalho de pesquisa para esta obra, salientou a formação profissional de engenheiro como um dom para ser fiel ao que recebia do Fundador, elencando, em tom jocoso, outras profissões mais “criativas”, como a de filósofo, teólogo, jurista, advogado, romancista… Ao seu lado, o Dr. António Lobo Xavier, jurista, que apresentara o orador, divertia-se, com uma cumplicidade que contagiava os assistentes.

Referiu o título Missão Cumprida como boa definição do que foi a vida de D. Álvaro del Portillo, levando a termo alguns dos sonhos de S. Josemaria. Com um temperamento muito diferente do do Fundador do Opus Dei, cultivou sempre o estilo de família unida, que o fazia falar a multidões à medida que o Opus Dei ia crescendo, sem reparar no seu natural mais tímido. Recusou mesmo a profissão de advogado, à semelhança do seu pai, por não se sentir dotado para falar em público. Ao longo das sessões do Vaticano II, a sua bondade e capacidade de criar consensos, tornou possíveis muitas redações de textos no termo das sessões de trabalho. Daí resultou um estudo muito interessante: “Fiéis e leigos na Igreja”, também editado em Portugal.

Com a consciência de que é necessário criar obras evangelizadoras que perdurem, deu vida à Universidade Pontifícia da Santa Cruz para a formação de sacerdotes, leigos e religiosos de todo o mundo em Roma. Atualmente, esse é um dos projetos que Harambee pretende apoiar no ano da sua beatificação, que terá lugar a 27 de setembro próximo em Madrid. Outros especialmente ligados à saúde e à educação, serão também visados no agradecimento dos participantes na sua beatificação.

A primeira sessão para preparar o Centenário do nascimento de D. Álvaro (11 de março de 1914) teve lugar em Lisboa, no dia 18 de janeiro.

Nas duas ocasiões, foram apresentados em detalhe os quatro projetos Harambee especialmente ligados ao impulso de D. Álvaro, nas suas viagens pastorais a África, por duas das promotoras da iniciativa em Portugal.

(Fonte: site de São Josemaria Escrivá AQUI)

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 10ª Reflexão

Penso na Igreja e nas vezes que A critiquei, por vezes com pessoas que nada tinham a ver com Ela.

Com os olhos entristecidos, Senhor, dizes-me cheio de amor:
É verdade, meu filho, que por vezes criticas a Igreja, não cuidando de perceber em que lugar estás e com quem estás a falar.
E Eu pergunto-te se também criticarias a tua mãe, em espaços públicos, com pessoas que não fossem da tua família?
Porque criticas então a Igreja, Mãe e Mestra, com pessoas que nada têm a ver com Ela, apenas porque não querem? É que assim não constróis e antes pelo contrário afastas ainda mais quem já anda afastado.
Lembra-te que a critica deve ser sempre para ajudar a construir, unir e melhorar, como tal deve ser feita no espaço próprio, que é a própria Igreja.

Reconheço, envergonhado, a minha culpa.

E peço-Te:
Ajuda-me, Senhor, a não fazer critica fácil, que é mais má língua, do que critica construtiva, ou desejo de ganhar melhor conhecimento da Igreja.
Ensina-me, Senhor, a discernir os tempos, os espaços e as pessoas com quem posso falar sobre a Igreja, para obter respostas ou para ajudar a construir e a unir a Tua Igreja.
Enfim, Senhor, ensina-me a ser Igreja.

Para Tua glória, Senhor, sempre para a Tua maior glória.

Marinha Grande, 20 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

VIA SACRA

II ESTAÇÃO

JESUS TOMA A CRUZ                      
Nós Vos adoramos e bendizemos oh
Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o
mundo.

Sobre os Teus ombros em chaga,
descansa agora o madeiro infamante.

Pesado para qualquer homem é
para Ti, meu pobre Jesus, no estado em que Te encontras, esmagador.

Enfraquecido pelas torturas, a
que durante horas foste submetido, feridas por todo o corpo gotejando sangue,
mal podes com o Teu próprio peso, quanto mais com essa pesadíssima Cruz que Te
põem aos ombros.

Mas Tu, Senhor, não gemes, não
Te queixas, não Te esquivas.

Simplesmente, aceitas essa
Cruz, pois foi para isso que vieste ao mundo.

É uma Cruz terrível, essa;
juntam-se nela todos os pecados de todos os homens de todos os tempos, dos que
Te rodeiam, ululantes, troçando do Teu sofrimento; dos que Te olham,
insensíveis a uma tragédia que pretendem não lhes dizer respeito; dos que com
medo de participar no Teu suplício, se escondem e desviam; e, também, daqueles
que, chorando contritamente a triste agonia do seu Mestre e Senhor, tentam a
todo o custo transpor a barreira dos soldados e acercar-se de Ti para Te
consolar, ajudar se possível.

Eu, Senhor, pertenço a todos
estes grupos, com os meus pecados, a minha indiferença e também com os meus
arrependimentos, dor e remorso.

Ajuda-me Senhor, a ficar sempre
no grupo dos que tentam ajudar-te a suportar o peso da Tua Cruz, a pertencer
aos que desejam participar dos sofrimentos do seu Senhor

Que, desta forma, possa aliviar
um pouco o peso terrível desse madeiro, pedindo perdão pelos pecados de todos
os homens que constantemente aumentam o seu peso, desagravando o Teu Santíssimo
Nome.

Deixo-te aqui Senhor, nesta
Segunda Estação da Tua Via Dolorosa.

Vou
ter presente, no meu coração, o Teu Santo Nome, pedindo o Teu Perdão, adorando
a Tua Divindade e agradecendo comovido, o sacrifício enorme que resolveste
levar a cabo por mim, pela humanidade inteira.

PN, AVM, GLP.

Senhor: Tem piedade de nós

Tu e eu procedemos como filhos de Deus?

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza. (Forja, 342)

São Josemaría Escrivá

«Olhe que não, senhor dr., olhe que não!»

© Raquel Wise
Uma conclusão inquietante: em pleno Estado Novo, o Dr. Álvaro Cunhal foi melhor tratado pela Universidade de Lisboa do que, em democracia, o Dr. Jaime Nogueira Pinto pela Universidade Nova.

Anda por aí um grande rebuliço, à conta da Universidade Nova ter proibido o Dr. Jaime Nogueira Pinto de participar numa conferência-debate, promovida por um grupo de estudantes dessa prestigiada instituição universitária.

Em boa hora, alguns alunos daquela escola superior, com aquele paternalismo que é tão querido de uma certa esquerda que pensa tão bem que até pensa pelos que não pensam como ela, impediu uma perigosa iniciativa: nada mais do que – imagine-se! – pensar e debater questões de actualidade política! A zelosa corporação universitária, através da direcção da dita faculdade, com a coragem que caracteriza alguns dos nossos mais ilustres intelectuais, cedeu à prepotência das duas dúzias de estudantes bolcheviques e cancelou o debate, com o estafado argumento da ordem pública e segurança, que é de tão recorrente uso pelos tiranos.

Não são muito de estranhar estes tiques totalitários dos estudantes esquerdistas que pululam pelas nossas universidades. Bento XVI também foi vítima da mesma intolerância por parte de outros tantos energúmenos universitários de Roma.

Tempos há, uma associação de estudantes de uma faculdade de direito da capital promoveu um debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, para o qual só convidou oradores favoráveis a essa proposta, muito de acordo, portanto, com a teoria e prática do pensamento único. Vai daí, um grupo de estudantes menos alinhado com essa ortodoxia política, atreveu-se a promover uma sessão em sentido contrário, com dois professores da casa, um reputado psicólogo clínico e um sacerdote católico que, sobre esse tema, publicara um ensaio em parceria com um conhecido juiz desembargador. Escusado será dizer que as dificuldades foram mais do que muitas, embora o debate se viesse a realizar, com uma muito numerosa e participativa presença de alunos de todos os quadrantes políticos e ideológicos.

É muito salutar que se reconheça aos alunos do ensino superior o direito de associação, mas é preocupante que uma decisão sufragada por apenas 24 alunos – segundo João Miguel Tavares, no Público de 9 de Março – possa contrariar princípios fundamentais da nossa Constituição, que são da essência do Estado de direito democrático, como é a liberdade de pensamento e de expressão. É até paradoxal que os pretensos defensores da liberdade sejam os que se opõem, na prática, ao mais elementar exercício dessa liberdade, segundo uma muito conhecida e praticada contradição entre a teoria e a praxis comunista. Por este andar, amanhã um estudante crente ou conservador não poderá frequentar o ensino universitário estatal, reservado, em regime de exclusividade, para os camaradas dos omnipotentes dirigentes associativos.

É lamentável que a direcção da faculdade em questão se deixe intimidar, ao ponto de não permitir que tenha lugar um debate que alguns alunos, com não menos legitimidade do que outra qualquer associação estudantil, se propuseram realizar, contando para o efeito com a presença de uma personalidade de reconhecido prestígio intelectual, como é, indiscutivelmente, o Dr. Jaime Nogueira Pinto. Não só não se compreende que os órgãos académicos se tenham demitido do seu dever de garantir essa iniciativa cultural, como também é inexplicável que a máxima autoridade universitária, bem como o ministro competente, não tenham posto ordem na barraca.

Não é menos preocupante que estes acontecimentos tenham ocorrido onde menos era de esperar: numa universidade. Pela sua própria definição e história, a universidade, que é uma instituição de criação eclesiástica, é um centro de estudos e de investigação, mas também de debate e de liberdade. Assim era, por exemplo, a primitiva universidade, em que todas as questões eram admitidas, também as que contradiziam o dogma católico, nas célebres ‘quaestiones disputatae’. O que é próprio da universidade é, precisamente, a universalidade, ou seja, a abertura ao estudo e debate de todas as correntes do pensamento social, desde o fascismo de Mussolini e o nacional-socialismo de Hitler, até às doutrinas de Marx, Engels, Lenin e Stalin. Uma escola onde não há pluralismo é um centro de propaganda ideológica, mas não é, na verdadeira acepção do termo, uma universidade.

No referido debate universitário sobre o direito ao casamento, o sacerdote católico iniciou a sua intervenção louvando aquele estabelecimento de ensino superior, por ter sido onde, em pleno Estado Novo, se licenciou Álvaro Cunhal, então detido por razões de ordem política. Apesar de ser comunista, apresentar uma dissertação em que fazia a apologia do sistema soviético e defender o que, segundo a legislação penal então vigente, se considerava um crime, a sua dissertação foi generosamente aprovada, com muito boa nota (16 valores), por um júri de que também fazia parte o último chefe de governo do anterior regime, o professor Marcelo Caetano, que tinha sido comissário nacional da Mocidade Portuguesa.

A conclusão é óbvia e inquietante: o Dr. Álvaro Cunhal foi melhor tratado pela Universidade de Lisboa, em pleno Estado Novo, do que, em democracia, o Dr. Jaime Nogueira Pinto, pela Universidade Nova. Talvez não tenha sido por acaso que a Associação 25 de Abril interveio, em defesa da liberdade de pensamento e expressão, tão ameaçada por grupos de extrema-esquerda que não escondem a sua mentalidade e práticas totalitárias.

Se, onde estiver o espírito do líder histórico dos comunistas portugueses, não houver notícias do que por cá se passa, o Dr. Cunhal talvez pense que, agora, há mais liberdade nos meios universitários portugueses do que no seu tempo. Pois… «olhe que não, senhor doutor, olhe que não!».

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI
(seleção de imagens 'Spe Deus')

Notas ‘Spe Deus’: 
- A 4 de dezembro de 1992 o ex Presidente dos E.U.A. Ronald Reagan proferiu uma conferência na Universidade de Oxford perante uma audiência de jovens inicialmente céticos e que se foram rendendo ao orador à medida que a intervenção se desenvolvia
https://www.c-span.org/video/?35586-1/arising-ashes-old-world-order

Intervenção que Bento XVI se viu obrigado a cancelar na ‘La Sapienza’ e prevista para o dia 17 de janeiro de 2008 que faz uma alongada reflexão sobre o papel das universidades
http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2008/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20080117_la-sapienza.html

O Evangelho de Domingo dia 12 de março de 2017

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: «Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: «Este é o Meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência; ouvi-O». Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: «Levantai-vos, não temais». Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus. Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: «Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos».

Mt 17, 1-9

São Josemaría Escrivá nesta data em 1960

“Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para feitos deslumbrantes, entre outras razões porque não costumam ocorrer. Pelo contrário, não vos faltam ocasiões de demonstrar, através do pequeno, do normal, o amor que tendes a Jesus Cristo”. São palavras da homilia que prega nesse dia.

A cultura da imagem narcísica

Auto-retratos fizeram-nos desde Leonardo da Vinci a Andy Warhol. Vincent Van Gogh, que foi e é um génio da pintura, mas doente mental, fê-los em catadupa.

Hoje há quem imite Van Gogh nas redes sociais publicando fotografias próprias com e sem pose a um ritmo que nem este conseguiria acompanhar, num aparente ‘ai que bonito ou bonita que eu sou’ que mais não é uma manifestação de narcisismo pouco consentânea com outros valores que desejam projectar.

S. Paulo o Apóstolo do gentios, era feio e mau orador, mas não necessitou de recorrer a qualquer cultura de imagem para evangelizar, mas o exemplo supremo está em Jesus Cristo que teve morte de Cruz terminando ensanguentado e certamente parcialmente desfigurado pela flagelação e coração com espinhos a que O submeteram e de quem nos Evangelhos não aparece uma única referência à Sua aparência física.

Os selfies são uma parte desta cultura, mas têm um lado que se pode entender e respeitar quando está subjacente guardar a memória de um momento especial, uma Mãe no aniversário de um filho, um crente que tem a oportunidade de estar próximo do Papa, do Bispo diocesano, etc., etc., etc.. Quando feitos em excesso e escarrapachados nas redes sociais, revelam uma necessidade de projecção de si próprio que merece ser ponderada e eventualmente corrigida.

A sobriedade nunca fez mal a ninguém, pelo contrário sempre nos preservou na intimidade e de olhares perversos.

JPR

O Sacramento da reconciliação toca os corações com o conforto divino

Os padres devem viver de maneira elevada a sua vocação, porque somente com o exemplo de uma vida que seja presença viva e clara do Senhor se pode despertar nos fiéis o sentido do pecado e o desejo do perdão.

Vivemos num contexto cultural  marcado pela mentalidade hedonista e relativista que tende a cancelar Deus do horizonte da vida, não favorece a aquisição de um quadro claro de valores de referencia e não ajuda a discernir o bem do mal e a amadurecer um justo sentido do pecado.

Por outras palavras existe uma espécie de circulo vicioso entre o obscurecimento da experiência de Deus e a perda do sentido do pecado.

Perante esta situação e nas condições de liberdade em que hoje é possível exercer o ministério sacerdotal, ao contrario de outras épocas passadas, é necessário que os presbíteros vivam de maneira elevada a própria resposta à vocação porque somente quem se torna diariamente presença viva e clara do Senhor pode suscitar nos fiéis o sentido do pecado, dar coragem e fazer nascer o desejo do perdão de Deus”.

(Bento XVI em 2010 aos participantes no curso anual sobre o foro interno promovido pela Penitenciaria Apostólica para preparar os padres para o Sacramento da Penitencia)

Os "maus bocados" - Aproveitar a bonança

Doença, dificuldades, aborrecimentos passageiros ou preocupações duradoiras... Os maus bocados são uma experiência comum, podem-se santificar?, são ocasião ou obstáculo na vida de um cristão.

Agora, a maioria de vós sois jovens; atravessais essa etapa formidável de plenitude de vida, que transborda de energias. Mas o tempo passa e começa a notar-se inexoravelmente o desgaste físico; vêm depois as limitações da idade madura e, por último, os achaques da velhice. Aliás, qualquer de nós, em qualquer momento pode adoecer ou sofrer algum transtorno corporal.

Só se aproveitarmos com retidão - cristãmente - as épocas de bem-estar físico, os bons tempos, aceitaremos também com alegria sobrenatural os acontecimentos que habitualmente são considerados maus. Sem descer a demasiados pormenores, quero transmitir-vos a minha experiência pessoal. Quando estamos doentes, podemos ser impertinentes: não me atendem bem, ninguém se preocupa comigo, não me tratam como mereço, ninguém me compreende... O demónio, que anda sempre à espreita, ataca por qualquer flanco. E, na doença, a sua tática consiste em fomentar uma espécie de psicose que nos afaste de Deus, que azede o ambiente ou que destrua esse tesouro de méritos, que, para bem de todas as almas, se alcança quando aceitamos a dor com otimismo sobrenatural - com amor. Portanto, se é da vontade de Deus que nos atinja o aguilhão do sofrimento, aceitemo-lo como sinal de que nos considera maduros para nos associar mais estreitamente à sua cruz redentora.

Amigos de Deus, 124

(Fonte: site de São Josemaria Escrivá AQUI)

O Evangelho do dia 11 de março de 2017

«Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de especial? Não fazem também assim os próprios gentios? Sede, pois, perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.

Mt 5, 43-48