Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

quarta-feira, 15 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 14ª Reflexão

Como rezar, Senhor? Como rezar segundo a Tua vontade, Senhor?

Como a uma criança, sentas-me ao Teu colo e dizes-me amorosamente:

Não te ensinei, meu filho, o Pai Nosso? Então já te ensinei como rezares!
Fala comigo do que quiseres e quando quiseres, reconhece que sou o teu Deus, tudo posso e que te amo com amor eterno. Coloca-te nas Minhas mãos, confiantemente, segundo a Minha vontade, acredita que tudo o que for necessariamente bom para a tua vida e para a dos outros, Eu to darei. E depois, cheio de confiança, pede, perseverantemente, e ser-te-á concedido tudo o que te for necessário para ti e para aqueles por quem pedes.
E ama, meu filho, ama!

Ternamente, encosto a minha cabeça ao Teu peito e aí repouso das minhas dúvidas.

E peço-Te em oração confiante:
Já que me ensinas-Te a rezar, Senhor, ajuda-me agora, lembrando-me sempre de que tudo o que faça na minha vida, To devo entregar em oração, para que «tudo em Ti comece e tudo em Ti acabe.»

Que bom é falar contigo, Senhor!

Monte Real, 24 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

O espírito de mortificação

O espírito de mortificação, mais do que manifestação de Amor, brota como uma das suas consequências. Se falhas nessas pequenas provas, reconhece-o, fraqueja o teu amor ao Amor. (Sulco, 981)

Penitência, para os pais e, em geral, para os que têm uma missão de dirigir ou de educar é corrigir quando é necessário fazê-lo, de acordo com a natureza do erro e com as condições de quem necessita dessa ajuda, superando subjectivismos néscios e sentimentais.

O espírito de penitência leva a não nos apegarmos desordenadamente a esse esboço monumental dos projectos futuros, no qual já previmos quais serão os nossos traços e pinceladas mestras. Que alegria damos a Deus quando sabemos renunciar aos nossos gatafunhos e pinceladas, e permitimos que seja Ele a acrescentar os traços e cores que mais lhe agradam! (Amigos de Deus, 138)

São Josemaría Escrivá

Audiência geral (resumo)

Locutor: Somos chamados a amar a Deus com todas as nossas forças e amar o próximo como a nós mesmos. Esta é a nossa vocação mais sublime, a nossa vocação por excelência; da sua justa vivência depende também a alegria da esperança cristã. Na verdade, é possível amar por interesse, para sermos louvados pelos outros, como se o amor fosse uma nossa criação. Ora nós, simplesmente com as nossas forças, não somos capazes de amar verdadeiramente; precisamos que o nosso coração seja curado e renovado por Cristo ressuscitado. É Ele que, não obstante toda a nossa limitação e pobreza, nos faz experimentar a compaixão do Pai: o próprio Deus vem habitar no nosso coração, ajudando-nos a ver e apreciar as coisas simples e comuns do dia-a-dia e tornando-nos capazes de amar os outros como Ele os ama, isto é, procurando apenas o seu bem. Então sentir-nos-emos contentes por nos aproximarmos do pobre e do humilde, vendo como Jesus procede connosco quando nos afastamos d’Ele; contentes por nos debruçarmos sobre os irmãos caídos por terra, vendo como Jesus, Bom Samaritano, Se inclina sobre cada um de nós tratando das nossas feridas com a sua compaixão, com o seu perdão. Está aqui o segredo para «sermos alegres na esperança», como nos pedia Paulo na leitura inicial: termos a certeza de que, em todas as circunstâncias, inclusive nas mais adversas, e apesar das nossas faltas, o amor de Deus por nós não esmorece. E assim, com o coração visitado e habitado pela sua graça misericordiosa e seguros da sua fidelidade inabalável, vivemos na jubilosa esperança de Lhe retribuir, nos irmãos, com o pouco que nos é possível, o muito que recebemos d’Ele todos os dias.

Santo Padre:
Saluto cordialmente i pellegrini di lingua portoghese, in particolare il gruppo dell’Amadora e i cittadini della «freguesia lisboeta de Santo António» guidati dal Sindaco. Il Signore vi benedica e ricolmi di gioia, e lo Spirito Santo illumini le decisioni della vostra vita, per adempiere fedelmente il volere del Padre celeste. Su tutti voi e sulle vostre famiglie e comunità, vegli la Vergine Madre di Dio e della Chiesa.

Locutor: Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo da Amadora e os cidadãos lisboetas de Santo António guiados pelo Presidente da Junta de Freguesia. O Senhor vos abençoe e encha de alegria, e o Espírito Santo ilumine as decisões da vossa vida, para realizardes fielmente a vontade do Pai celeste. Sobre todos vós e sobre as vossas famílias e comunidades, vele a Virgem Mãe de Deus e da Igreja.

QUARESMA 2017

Continuo a percorrer o caminho pelo deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

Desta vez a pedra no meu caminho, tem escrito: Poder!

O “outro” ri-se, diz-me que eu não tenho poder nenhum, por isso a pedra não é para mim.
Pois, mas ele pensa no poder do mundo e eu penso noutro “poder”.

Realmente, o poder de mandar como governante ou qualquer outro poder desse tipo, não o tenho, e até dou graças a Deus por isso.

Mas e o “poder” como pai, o “poder” de ser reconhecido em sociedade, o “poder” que advém de ser chamado a dar testemunho como cristão, em palavras e actos?
Não é esse também um “poder”, visto que pode mexer com a vida dos outros?
E como exerço eu esse “poder”?
Exerço-o para mandar, para exigir, para me fazer notado, ou exerço-o como um serviço aos outros, servindo a Deus?
É que se eu tenho esse “poder”, ele não é meu, mas vem de Deus, e é sempre um poder para servir e não para me servir.

Tanto para emendar, meu Deus!

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra do “poder”, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver que o “poder” vem de Ti, e que é um “poder” para Te servir, servindo os outros, pois essa é a Tua vontade.

Monte Real, 15 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1952

“O chamamento do bom Pastor chega até nós: Ego vocavi te nomine tuo, Eu chamei-te, a ti, pelo teu nome! É preciso responder - amor com amor se paga – dizendo-lhe Ecce ego quia vocasti me chamaste por mim e aqui estou! Estou decidido a que não passe este tempo de Quaresma como passa a água sobre as pedras, sem deixar rasto. Deixar-me-ei empapar, transformar; converter-me-ei, dirigir-me-ei de novo ao Senhor, querendo-lhe como Ele deseja ser querido”, diz na Quaresma de 1952.

Como fazer uma boa confissão


A beleza salvará o mundo

Observava a paisagem e pensava no que ele me tinha dito. Era uma descoberta. Estava mais do que provado por muitas experiências realizadas recentemente. As galinhas, quando ouviam música de Mozart, punham mais ovos. Mas será que Mozart não daria voltas na tumba ao saber disto? Ele não tinha composto a sua música com este objectivo. Era para ser apreciada. Era para ser contemplada. Só o ser humano, por ser espiritual, é capaz de verdade de fazer isso.

Vivemos num mundo muitas vezes pragmático. O que importa é fazer coisas e que elas funcionem. Contemplar a beleza? Para quê? O que é que eu ganho com isso? Não será uma perda de tempo?

Vem-me à memória uma frase de Dostoievski: “A beleza salvará o mundo”. Porque nós homens temos necessidade da beleza para não cair no desespero. Para nos darmos conta de que a vida tem um sentido divino. Que não estamos aqui somente para fazer coisas, mas para encontrar Deus nas coisas que fazemos.

O belo fascina. Abre as almas ao sentido do eterno. “É um chamamento do outro mundo para despertar-nos e resgatar-nos da vulgaridade” dizia Platão. Captamos a beleza não somente com os sentidos, mas também com a inteligência e os sentimentos. Ficamos maravilhados com o misterioso poder dos sons, das palavras, das cores e das formas. A beleza é a expressão visível do bem, de que vale a pena viver, por muitas dificuldades que tenhamos de superar.

O homem sempre necessitou da arte porque ela manifesta a beleza. E a arte não se come, não se bebe e parece que não tem nenhuma utilidade. No entanto, aquieta o desejo de felicidade que possui o coração humano. E isso não é pouco. Revela-nos que vale a pena andar para a frente com a certeza de que, Aquele que agora intuímos de modo velado, um dia será contemplado face a face.

Por isso ensinar a contemplar devia ser a cadeira mais importante. Hoje em dia ensinamos inglês, informática e variadas técnicas para ganhar dinheiro. Sem darmo-nos conta, esquecemo-nos de ensinar quem é o homem, qual o sentido último da vida para além do fim-de-semana e que fazer ao sentir a infelicidade de que tudo o que aprendemos não enche o coração.

Contemplar. Olhar atentamente. Admirar com o pensamento. E aperceber-nos-emos que o autor russo tinha razão. A beleza salvará o mundo. Ela grita a existência de Deus. Ela é luz para iluminar o nosso caminho nesta Terra. Ela ilumina também o nosso destino. Porque nós fomos criados para contemplar a Beleza infinita que é Deus. Isso será a vida eterna.

A pergunta 533 do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica fala-nos disto. “Qual é o maior desejo do homem? Ver a Deus. Este é o grito de todo o seu ser: quero ver a Deus. O homem realiza a verdadeira e perfeita felicidade na visão d’Aquele que o criou por amor e o atrai a Si no seu infinito amor”. E nos atrai a Si através da beleza das coisas criadas. Elas não saciam completamente o coração e suscitam em nós a nostalgia do Criador.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria 

O exemplo

“É preciso que as famílias de hoje imitem o seu estilo de vida e se inspirem para os desafios quotidianos, (…). Uma vez que a essência e as funções da família se definem, em última análise, pelo amor e que à família é confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja sua Esposa, é na Sagrada Família que todas as famílias devem espelhar-se”

(João Paulo II - Exortação Apostólica “Redemptoris Custos”)

O Evangelho do dia 15 de março de 2017

Ao subir Jesus para Jerusalém, tomou à parte os doze discípulos, e disse-lhes pelo caminho: «Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e O condenarão à morte, e O entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará». Então, aproximou-se d'Ele a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos, prostrando-se, para Lhe fazer um pedido. Ele disse-lhe: «Que queres?». Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no Teu reino, um à Tua direita e outro à Tua esquerda». Jesus disse: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Disse-lhes: «Efectivamente haveis de beber o Meu cálice, mas, quanto a sentar-se à Minha direita ou à Minha esquerda, não pertence a Mim concedê-lo; será para aqueles para quem está reservado por Meu Pai». Os outros dez, ouvindo isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Vós sabeis que os príncipes das nações as subjugam e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós, mas todo aquele que quiser ser entre vós o maior, seja vosso servo, e quem quiser ser entre vós o primeiro, seja vosso escravo. Assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida para resgate de todos».

Mt 20, 17-28