N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 11 de abril de 2017

Selo comemorativo dos 90 anos de Bento XVI em edição da Cidade do Vaticano


Reflexões Quaresmais

Quaresma – 41ª Reflexão

Senhor, aproximam-se rapidamente os dias da Tua Paixão e eu fico a pensar no Teu coração, e no sofrimento que já neste momento está a passar.

Sabes no Teu intimo que um dos Teus Te vai trair. E como dói a traição!
Uma traição com um beijo, que é afinal um sinal sublime de amor, e nunca de traição.

Já sabes no Teu intimo que todos Te vão abandonar, porque não entenderam ainda Quem Tu és, e sobretudo o que vieste fazer no meio dos homens, e dói-Te, não pelo abandono, mas por eles que ainda não entenderam.

Mas o Teu sofrimento maior, Senhor, deve ser já saberes no Teu intimo, que apesar do Teu imenso sacrifício, da Tua profunda humilhação, da Tua dolorosa Paixão, da Tua ignominiosa Morte, muitos de nós se irão perder, porque não quiseram entender, porque não quiseram crer, porque rejeitaram o amor que sobre todos nós derramas na Cruz.

Estás pronto a subir o Calvário, estás pronto a dar vida por nós, mas nunca estás pronto para aceitar que alguns se vão perder, porque os amas com amor infinito, como amas os que se salvam em Ti.
Quase que desejas, (perdoa-me, Senhor, tal pensamento), retirar a liberdade que lhes deste, para mesmo contra a sua incredulidade, os poderes salvar.

Pois, Senhor, sofres de um modo atroz, porque é um sofrer de amor, o amor de Quem se doa inteiramente.

Sim, eu sei, Senhor, não é por Ti, que sofres, é por nós!

Marinha Grande, 22 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Finalistas de quê?

Seria injusto julgar todo o ensino estatal por esta infeliz experiência, que se repete anualmente, ante a indiferença geral. Que será preciso para por termo a este escândalo programado e consentido?

Todos os anos, por altura das férias da Páscoa, a notícia da má prestação dos estudantes portugueses em Espanha repete-se. Com mais ou menos alunos, mais ou menos estragos, mais ou menos dias de estadia, é sempre a mesma pouca vergonha, a que pais, encarregados de educação, professores e funcionários do Ministério da Educação parecem não dar nenhuma atenção.

Milhares de alunos de várias escolas públicas do norte ao sul do país, rumaram em direcção às costas espanholas, com o intuito de aí anteciparem os festejos pela conclusão dos seus estudos liceais. São turbas de vândalos, que recebem o nome pomposo de finalistas e que, todos os anos, decidem fazer uma expedição punitiva por terras de Castela. Nesse seu intuito belicoso, lembram a padeira de Aljubarrota, não pelo patriotismo, dado o mau serviço prestado ao bom nome de Portugal, mas pela sanha. Mas, enquanto aquela feroz mulher batia com força no toutiço dos castelhanos, os finalistas preferem arremeter com violência contra as instalações hoteleiras em que são alojados.

Neste ano de graça, a desgraça foi ainda maior, ao ponto de obrigar ao forçado repatriamento das hostes académicas, antes de terminado o período que se propunham passar em Torremolinos e outras estâncias balneares.

Uma das estudantes expulsas manifestou, contudo, a sua surpresa: “a única coisa que vi foi uma parede escrita e coisas no elevador, houve estragos e coisas partidas, mas é algo normal numa viagem de finalistas” (Público, 10-4-17). Muito esclarecedor: afinal, eram tudo estragos normais! A mãezinha da mesma aluna também desdramatizou o vandalismo: “Estão a criar uma ênfase tão grande nestes jovens quando isto acontece em todos os sítios”. Claro, com paizinhos destes, não estranha que a criançada seja tão mimosa.

Mas, quais foram os estragos normais? Segundo El País, “os jovens terão quebrado azulejos, despejado extintores, atirado colchões pelas janelas e uma televisão para a banheira”. Tudo tão normal que a dita estudante, aluna do 12º ano da Escola Filipa de Vilhena, no Porto, até estranha a estranheza dos responsáveis pelas instalações: “Era a primeira vez que o hotel estava a receber finalistas e deve ter achado aquilo exagerado”. Talvez também tenha sido a última vez que recebeu jovens selvagens portugueses…

O Miguel, nome fictício de outro estudante, corrobora a mesma versão dos acontecimentos, pois afirma que “os estragos foram mínimos”, embora depois esclareça que os desacatos começaram após um incêndio no quarto de uma estudante de Lisboa. De facto, um incêndio num quarto é, precisamente, o que tecnicamente se classifica como estrago mínimo, porque um grande estrago seria um terramoto, um vulcão ou um tsunami e, felizmente, nada disso aconteceu. Honi soit qui mal y pense!

Como consequência dos ditos “estragos mínimos”, o empresário hoteleiro exigiu a caução a que os turbulentos hóspedes lusitanos tinham sido obrigados, em previsão dos possíveis danos. Como explica Miguel, foi essa a gota que fez transbordar o copo: “Aí sim, fizemos estragos no hotel. É verdade. No desenrolar da acção, após nos dizerem que não havia caução. Se nos vão tirar o dinheiro pelos estragos que não fizemos, vamos realmente fazer estragos. E aí os estragos foram feitos …”. Muito educativo, não é? Esta rapaziada, decididamente, promete.

Felizmente que, nestes casos, para além dos pais que justificam a espontaneidade dos seus rebentos – nunca melhor dito – também há psicólogos que ajudam à festa, justificando as façanhas destes talentosos portentos pré-universitários. É o caso de Sónia Seixas, que explica que estas situações “têm que ver com estilos educativos e não só (…). Existem vários factores facilitadores nesta equação: as questões hormonais, a influência de grupo e o possível efeito de álcool e substâncias psicoactivas”. É caso para dizer: “ganda” estilo educativo!

Talvez nem todos os leitores acreditem, mas a verdade é que, quando li os primeiros relatos dos desacatos dos liceais portugas por terras de ‘nuestros hermanos’, desconfiei logo que aquilo eram “questões hormonais”. Que lhes atire pois a primeira pedra quem, por questões hormonais, nunca atirou uma televisão para a banheira. É por demais evidente que é uma questão de hormonas. Talvez também tenha havido alguma influência dos astros. Creio que os Professores Caramba, Fofana e Alimu, entre outros, poderiam dar um valioso contributo para este estudo científico.

Seria injusto julgar todo o ensino estatal por esta infeliz experiência, que se repete anualmente, ante a indiferença dos pais, dos professores, das escolas públicas e do Ministério da Educação. Anos há, houve já alguma vítima mortal a lamentar mas, provavelmente, vão ser necessárias umas quantas para que o país acorde, finalmente, e ponha termo a este escândalo programado e consentido.

Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. Muitas centenas de estudantes liceais espanhóis fazem, há já vários anos, o percurso inverso ao dos finalistas portugueses e rumam em direcção a Fátima, onde passam a semana santa. São alunos de colégios católicos, que dedicam o seu tempo livre a actividades de formação cristã e de solidariedade social, com alguns colegas portugueses, nomeadamente no centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesa. Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida.

Só há uma coisa que a imprensa, tão prolixa no que se refere às gestas dos estudantes portugueses por terras castelhanas, ainda não logrou explicar: afinal, de que é que são finalistas? Será de criminalidade?

P. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI

O perigo é a rotina

"Nonne cor nostrum ardens erat in nobis, dum loqueretur in via?". – Não é verdade que sentíamos abrasar-se-nos o coração, quando nos falava caminho? Se és apóstolo, estas palavras dos discípulos de Emaús deviam sair espontaneamente dos lábios dos teus companheiros de profissão, depois de te encontrarem a ti no caminho da vida. (Caminho, 917) 

Agrada-me falar de caminhoporque somos caminhantes, dirigimo-nos para a casa do Céu, para a nossa Pátria. Mas reparemos que um caminho, mesmo que um ou outro trecho apresente dificuldades especiais, mesmo que alguma vez nos obrigue a passar a vau um rio ou a atravessar um pequeno bosque quase impenetrável, habitualmente é simples, sem surpresas. O perigo é a rotina: supor que nisto, no que temos de fazer em cada instante, não está Deus, porque é tão simples, tão vulgar!

Iam os dois discípulos para Emaús. O seu caminhar era normal, como o de tantas outras pessoas que transitavam por aquelas paragens. E aí, com naturalidade, aparece-lhes Jesus e vai com eles, com uma conversa que diminui a fadiga. Imagino a cena: já bem adiantada a tarde. Sopra uma brisa suave. De um lado e de outro, campos semeados de trigo já crescido e as velhas oliveiras com os ramos prateados pela luz indecisa...

Jesus, no caminho! Senhor, que grande és Tu sempre! Mas comoves-me quando te rebaixas para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor, concede-nos a ingenuidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara, que permitem entender-Te, quando vens sem nenhum sinal externo da Tua glória.

Termina o trajecto ao chegar à aldeia e aqueles dois que – sem o saberem – tinham sido feridos no fundo do coração pela palavra e pelo amor do Deus feito homem, têm pena de que Ele se vá embora. Porque Jesus despede-se como quem vai para mais longe.Nosso Senhor nunca se impõe. Quer que O chamemos livremente, desde que entrevimos a pureza do Amor que nos meteu na alma. (Amigos de Deus, 313–314)

São Josemaría Escrivá

UMA SEMANA DE CAMINHO (novo)

Pobre Pedro!

Convencido que dar a vida por Ti era coisa fácil, sem dor, logo é confrontado com a realidade: «Não cantará o galo, sem que Me tenhas negado três vezes».
E negou-Te três vezes, sem apelo, nem agravo, e depois chorou amargamente o seu arrependimento, ao cruzar os seus olhos com o teu olhar de doce e infinito perdão.

Quantas vezes me sinto forte, cheio de certezas, inabalável na convicção, e depois, às vezes, por uma coisa de nada, volto-Te as costas, abandono-Te, nego-Te, como se não Te conhecesse.

E Tu nada dizes, mas ficas serenamente à espera de cruzares o Teu olhar com o meu, à espera que o meu coração se abra ao Teu amor, ao Teu perdão, e eu “derreto-me” na Tua ternura, na doçura do - Eu amo-te – que dizes ao meu coração, e choro, choro amargamente no meu coração, não tanto por Te ter negado, mas mais por não ser digno do Teu amor.

Podia jurar, comprometer-me em compromisso inabalável, afirmando que nunca mais Te negarei, mas eu sei, e Tu sabes melhor do que eu, que essa jura, esse compromisso, vai ser quebrado quando a fraqueza da minha humanidade prevalecer sobre o amor divino que derramaste em mim.

Por isso, Senhor, apenas posso comprometer-me com tudo o que sou, a, por Tua graça, em cada negação da minha vida, procurar o Teu olhar de perdão, nele me deixar envolver, mergulhar na profundeza do Teu amor e reconhecer-Te, dizendo: «Meu Senhor e meu Deus.»

E eu sei, Senhor, com esta certeza da fé que me deste, que logo me abrirás os braços, (que aliás nunca fechas), me recolherás e apertarás junto a Ti, dizendo:
Pode o galo cantar todas as vezes que quiser, que se tu olhares para mim, entregando-te em amor, o Meu canto será melhor, o Meu canto será maior, porque é um canto de Amor.

Obrigado, Senhor!

Marinha Grande, 11 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

VIA SACRA

xii estação

jesus morre na cruz
Nós Vos adoramos e bendizemos oh Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.


Hoje estarás comigo no Paraíso[1]

Assim Jesus premeia o arrependido de última hora.

Até ao último momento esperas por nós, pelo nosso arrependimento para nos dares o prémio da salvação eterna.

Pudesse eu, Senhor, ter sido crucificado contigo e ser eu o destinatário das Tuas palavras.

Arrependo-me dos meus pecados passados e faço o firme propósito de não voltar a pecar, para que, em qualquer momento que possas chamar-me, mereça encontrar-me contigo, no Paraíso.

Está prestes o fim; o meu Jesus, salva-me definitivamente.

As minhas numerosas faltas passadas e futuras, de que me arrependo sinceramente e de que hei-de arrepender-me sempre, estão perdoadas e resgatadas.

Sou, de pleno direito, um filho de Deus, candidato à vida eterna no seio da Santíssima Trindade, dos Seus Anjos e dos Seus Santos.

Tudo está consumado.

O Senhor, entrega o espírito. Inclina a cabeça e morre.

Sim, tudo está consumado num sacrifício cruento, terrível, doloroso e ensanguentado.

Não ficou gota de sangue no Teu corpo martirizado.

E eu, meu Senhor, olho para essa Cruz donde pendes morto, e alegro-me na minha tristeza profunda porque fui objecto de tal sacrifício, de tamanha doação: O meu Senhor, o meu Jesus, morreu por mim e, na Sua morte, eu alegro-me porque me salvou!

Peço-te perdão por todos os que não acreditam ou não aceitam esta Tua morte, para os que repudiam o Teu amor. Também por eles morreste pois foi toda a humanidade que esteve presente no Teu sacrifício.

PN, AVM, GLP.
Senhor: Tem piedade de nós



[1] Lc 23, 43

São Josemaría Escrivá nesta data em 1939

Com o seu irmão Santiago e Ricardo Fernández Vallespín, verifica o estado em que ficara a residência de estudantes de Ferraz depois da guerra de Espanha. Cinco anos antes a nova Residência tinha iniciado as suas actividades. São Josemaria escreve uma carta ao Vigário de Madrid para lhe dar conta: “Deu-se início às actividades em DYA, e espero que sejam muitos os frutos sobrenaturais, e de cultura e formação apostólica que irão surgir nesta Casa. Tenho esta esperança certa, porque os fundamentos do nosso trabalho são a oração e o sacrifício: posso afirmar - e não exagero – que estes nossos rapazes são heróicos. Se visse como dão do seu trabalho pessoal – assistentes da Universidade no chão; engenheiros a pintar paredes; advogados, médicos e estudantes (dos que estudam) fazendo as vezes de carpinteiros – e como abrem mão das suas poupanças para este apostolado!”

Ser cristão é ser feliz. Quem não é feliz não é cristão

Como Deus repousou da Criação no sétimo dia, também descansou da Redenção no Sábado.

Que significa o repouso do Criador, se Deus não se fatiga? Há o repouso do cansaço, e há o repouso da confiança. Deus descansou no homem, confiando-lhe a Criação, como um pai descansa nos filhos quando os vê preparados para a vida, mas continua sendo pai, amparando-os sempre nas suas necessidades e dificuldades. Na Redenção, Deus também descansou no Homem, no seu Filho, o Verbo encarnado, confiando-lhe a salvação do mundo.

Descansou na sua Morte por nós, que lhe mereceu a sua Ressurreição e a nossa, para toda a eternidade.

Para nós, o Sábado Santo foi um dia de grande tristeza, mas Nosso Senhor já tinha prometido aos Apóstolos que depois se alegrariam, e que a sua alegria permaneceria para sempre, porque O haviam de ver novamente, e nunca nos deixaria órfãos, desamparados.

E assim sucedeu: após um dia de profunda pena, angústia e perplexidade, veio o Domingo, e a sua alegria foi imensa, tão grande, que nem queriam acreditar em tanta felicidade.

Ser cristão é ser feliz. Quem não é feliz não é cristão.

Mas então deixamos de ser cristãos quando estamos tristes? Depende. Depende de quê? Da esperança. A tristeza sem esperança é uma infelicidade; a felicidade está na esperança, como o Santo Padre nos recordou na última encíclica. Sem esperança, até as alegrias são penas; com esperança, até o martírio é uma alegria.

Tu és cristão porque foste baptizado, porque crês em Cristo, porque amas Cristo, porque queres seguir Cristo. É verdade. Daqui a pouco vais dizê-lo solenemente: - Sim, creio! Sim, renuncio ao pecado!

Mas crês em Cristo vivo ou em Cristo morto?

Porque há muitos cristãos que continuam a viver no Sábado, no dia da tristeza. Crêem em Cristo, amam-no, querem segui-lo, mas não crêem no Ressuscitado, que vive, e vive junto deles, que os acompanha com imenso carinho fraterno, paterno e materno; que os espera no Sacrário; que lhes dá toda a força do seu Espírito; que habita neles; que se lhes entrega todos os dias; que transforma em bem tudo o que lhes acontece, até quando fraquejam nas tentações; que gosta de cada um como filho único; que lhes fala na Sagrada Escritura, na Igreja, na oração, na consciência, em cada instante da vida; e os compreende, e perdoa quantas vezes for preciso; e os anima; e os ilumina; e os torna luz, a luz do mundo...

Há muitos cristãos que não chegaram ao Domingo, e por isso andam tristes, desanimados, sem esperança, sem alegria.

Que veio dizer Nosso Senhor a S. Josemaria? Que ser cristão é ser feliz. Que ser feliz é ser santo, e ser santo é ser feliz. «Queres ser feliz? Sê santo. Queres ser mais feliz? Sê mais santo. Queres ser muito feliz? Sê muito santo», dizia. E vice-versa, podemos acrescentar: Se queres ser santo, sê feliz. «Alegrai-vos sempre no Senhor!», exorta-nos S. Paulo. «Que a tua alegria seja a nossa fortaleza», pedimos nós, os sacerdotes, no Ofício divino.

Peçamos isso para todos os nossos irmãos: que nunca se conformem com a tristeza; que saibam ver em tudo a mão de Deus; que descubram o que há de divino e providencial em qualquer circunstância da vida, como insistia com tanta força o Fundador do Opus Dei. E nas horas de perplexidade, que Deus sabe mais, e tem direito a que confiemos n’Ele.

Peçamos que todos os cristãos passem do Sábado, descubram o Domingo, e sejam tão felizes como os Apóstolos e as santas mulheres ao descobrirem o Ressuscitado.

(Mons. Hugo de Azevedo – Homilia da Vigília Pascal de 2008 no Oratório São Josemaría em Lisboa)

O Amor e o culto

«Amor ao próximo e culto são antecipações daquilo que, neste mundo, permanece esperança. Mas, justamente por esta razão é que o amor ao próximo e o culto constituem alento de esperança, conducente a algo superior que há-de vir – à verdadeira salvação e à verdadeira saciedade -, a visão da face de Deus».

(Joseph Ratzinger - “A Caminho de Jesus Cristo”)

Tríduo Pascal

Jesus iniciou o Tríduo Pascal reunindo-se com os Apóstolos no Cenáculo de Jerusalém. Desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum, antequam patiar [Lc 22, 15], desejei ardentemente celebrar esta Páscoa convosco, antes da Minha Paixão. Com estas palavras se exprime S. Lucas ao escrever o relato da última Ceia. Em cada uma se adivinha o infinito amor do Coração de Jesus pelos homens, a viva consciência de que já tinha chegado a Sua hora, o momento da salvação do género humano, tão longamente esperado.
(…)
Como não pensar também no desejo de ser correspondido, que embargava Nosso Senhor? Contudo, os que O rodeavam não eram conscientes da transcendência daquele acontecimento, como mostra o facto de, precisamente nessa altura, surgirem entre eles discussões sobre quem seria considerado o maior [Cfr. Lc 22, 24].

(D. Javier Echevarría na sua carta de Abril de 2012)
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O Evangelho do dia 11 de abril de 2017

Tendo Jesus dito estas coisas, perturbou-Se em Seu espírito e declarou abertamente: «Em verdade, em verdade vos digo que um de vós Me há-de entregar». Olhavam, pois, os discípulos uns para os outros, não sabendo de quem falava. Ora um dos Seus discípulos, aquele que Jesus amava, estava recostado sobre o peito de Jesus. A este, Simão Pedro fez sinal, para lhe dizer: «De quem fala Ele?». Aquele discípulo, pois, tendo-se reclinado sobre o peito de Jesus, disse-Lhe: «Quem é, Senhor?». Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado que vou molhar». Molhando, pois, o bocado, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Atrás do bocado, Satanás entrou nele. Jesus disse-lhe então: «O que tens a fazer, fá-lo depressa». Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu por que lhe dizia isto. Alguns, como Judas era o que tinha a bolsa, julgavam que Jesus lhe dissera: «Compra as coisas que nos são precisas para o dia da festa», ou: «Dá alguma coisa aos pobres». Ele, pois, tendo recebido o bocado, saiu imediatamente; era noite. Depois que ele saiu, Jesus disse: «Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado n'Ele. Se Deus foi glorificado n'Ele, também Deus O glorificará em Si mesmo; e glorificá-l'O-á sem demora. Filhinhos, já pouco tempo estou convosco. Buscar-Me-eis, mas, assim como disse aos judeus: Para onde Eu vou, vós não podeis vir, também vos digo agora. Simão Pedro disse-Lhe: «Senhor, para onde vais?». Jesus respondeu-lhe: «Para onde Eu vou, não podes tu agora seguir-Me, mas seguir-Me-ás mais tarde». Pedro disse-lhe: «Porque não posso eu seguir-Te agora? Darei a minha vida por Ti». Jesus respondeu-lhe: «Darás a tua vida por Mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo sem que Me tenhas negado três vezes. 

Jo 13,21-33.36-38