N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 27 de abril de 2017

NÃO É FÁCIL FAZER AS MALAS PARA A VIAGEM COM DEUS!

É tão fácil pensar que já estamos convertidos, que de um modo geral, as “coisas” do mundo já não nos afectam facilmente, que já não nos deixamos levar com facilidade por orgulhos, vaidades ou as nossas vontades.

E de repente, perante um texto, uma publicação, uma fotografia, uma opinião, um conselho, vem ao de cima tudo aquilo que afinal andamos há tanto tempo a combater e lá nos deixamos levar, dando respostas, fazendo comentários, opinando, afinal como se fossemos os donos do mundo, ou melhor, os donos da verdade, que afinal é sempre a “nossa verdade”.

Claro que me refiro a mim próprio, quando me dou conta, sobretudo nestas redes sociais, que às vezes comento, opino, respondo com o mesmo modo de proceder que antes tinha, sem pensar, ou melhor, sem perguntar primeiro a Deus, se é mesmo essa resposta, esse comentário ou essa opinião que é de Sua vontade eu dar.

Obviamente que, quando à posteriori faço a pergunta, a resposta que invariavelmente vem ao meu coração, é que me deixei levar pelas minhas certezas, pelos meus orgulhos, pelas minhas vaidades.

Já em tempos tinha prometido a mim mesmo não voltar a comentar, a responder, a opinar, sem antes rezar.
Infelizmente a memória é curta, sobretudo quando o inimigo espreita todas as oportunidades, e por isso, terei que recomeçar … todos os dias!

Isto faz-me lembrar um episódio passado comigo.

Um dia estava em oração e agradecia a Deus pela viagem feita e que estava a fazer, com Ele, por Ele e nEle.
E senti no meu coração esta resposta: «Viagem, meu filho? Tu ainda nem começaste a fazer as malas!»

Pois é, começar a fazer as malas para fazer a viagem com Deus e para Deus, demora muito tempo, exige muita dedicação e sobretudo muita entrega.

Obrigado, Senhor, por me mostrares as minhas fraquezas, mas sobretudo porque, mostrando-mas, me dás a mão para eu prosseguir no caminho da Tua vontade.

Marinha Grande, 27 de Abril de 2017

Joaquim Mexia Alves

Onde há humildade há sabedoria

"Quia respexit humilitatem ancillae suae" – porque olhou para a baixeza da sua escrava... Cada vez me persuado mais de que a humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes. Fala com Nossa Senhora, para que Ela nos ensine a caminhar por esta senda. (Sulco, 289)

Se recorrermos à Sagrada Escritura, veremos como a humildade é um requisito indispensável para nos dispormos a ouvir Deus. Onde há humildade há sabedoria, explica o livro dos Provérbios. A humildade consiste em nos vermos como somos, sem disfarces, com verdade. E ao compreendermos que não valemos quase nada, abrimo-nos à grandeza de Deus. Esta é a nossa grandeza.

Que bem o compreendia Nossa Senhora, a Santa Mãe de Jesus, a criatura mais excelsa de todas as que existiram e hão-de existir sobre a terra! Maria glorifica o poder do Senhor, que depôs do trono os poderosos e elevou os humildes. E canta que n'Ela se realizou uma vez mais esta providência divina:porque olhou para a baixeza da sua escrava; portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.

Maria manifesta-se santamente transformada, no seu coração puríssimo, em face da humildade de Deus: o Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E, por isso mesmo, o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. A humildade da Virgem é consequência desse abismo insondável de graça, que se opera com a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade nas entranhas da sua Mãe sempre Imaculada. (Amigos de Deus, 96)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1954

Festa de Nossa Senhora de Montserrat. Sofre um choque anafiláctico e começa a ficar inexplicavelmente curado da diabetes de que sofre há 10 anos. “Quando estava quase a perder os sentidos, em poucos segundos, o Senhor fez-me ver a minha vida como se fosse um filme; enchi-me de vergonha por tantos erros, e pedi perdão a Deus. É impossível passar por mais. É como se tivesse morrido”.

Santos - S. João XXIII e S. João Paulo II canonizados há três anos nesta data

Nunca na história da Igreja de Roma um seu bispo proclamou santos dois predecessores tão próximos no tempo como acontece agora com a canonização de Angelo Giuseppe Roncalli e Karol Wojtyła. Sem dúvida alguma, João XXIII e João Paulo II foram protagonistas na segunda metade do século XX de dois pontificados — o primeiro breve, o segundo bastante longo, até ao início do novo século — dos quais se sente a importância já agora, ainda antes que deste tempo seja permitida uma avaliação fundada em perspectiva histórica.

E todavia, o sentimento dos fiéis — mas também a percepção a partir de fora, até em mundos distantes — precedeu o reconhecimento da Igreja, ao sentir imediatamente a índole extraordinária destas duas figuras de cristãos, muito diversos entre si. O primeiro radicado no catolicismo camponês lombardo do final do século XIX, orientado pela formação romana em terras de fronteira, Papa tradicional e revolucionário; o segundo, fruto maduro e novo de uma fé antiga e provada pelos totalitarismos do século XX, primeiro bispo de Roma não italiano depois de quase meio milénio.

Todavia, a santidade pessoal de Roncalli e de Wojtyła — sancionada por procedimentos canónicos iniciados por Paulo VI e por Bento XVI mas completados pela decisão do seu sucessor Francisco — tem um significado especial. Com efeito, é a luz do Vaticano II, meio século depois do seu encerramento, que ilumina e une as duas canonizações. E, emblematicamente, as únicas imagens fotográficas que retratam juntos o Papa João XXIII e o jovem bispo auxiliar de Cracóvia são aquelas de uma audiência ao episcopado polaco, precisamente na vigília do concílio. Portanto, a sua santidade inscreve-se no contexto do Vaticano II: Roncalli intuiu-o e com coragem tranquila o inaugurou, e Wojtyła viveu-o apaixonadamente como bispo. Assim, o gesto do seu sucessor Francisco — primeiro bispo de Roma que acolheu com convicção o concílio sem nele ter participado — indica não só a exemplaridade de dois cristãos que se tornaram Papas, mas inclusive o caminho comum, por eles marcado, da renovação e da simpatia pelas mulheres e pelos homens do nosso tempo.

Giovanni Maria Vian - Diretor

© L'Osservatore Romano 2014

S. Pedro Canísio, presbítero, doutor da Igreja, †1597

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos.

Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloquência com que atacava a posição dos protestantes; está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica aconselhava: não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma.

São Pedro Canísio foi o segundo importante apostólo a levar a fé católica à Alemanha, sendo o primeiro S. Bonifácio. É considerado o iniciador da imprensa católica e foi o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

A Nossa Senhora de Montserrat

Montserrat é um mosteiro beneditino  com quase mil anos de história, ao redor do qual foi construído um santuário mariano. A vida em Montserrat é marcada pela presença espiritual de Maria, pela adesão ao Evangelho segundo a regra de São Bento e pelo acolhimento dos peregrinos. Este centro espiritual mariano está situado na Catalunha, em Espanha.

Como diz o próprio nome (Monte serrado), o santuário encontra-se no alto de um monte entre as montanhas sobre as quais surgem a basílica e o mosteiro beneditino. Montserrat é conhecido pela espiritualidade, pela natureza, pela cultura e pelo acolhimento.

Nossa Senhora de Montserrat é a padroeira da Catalunha e é conhecida como “La Moreneta”, por sua cor escura. Segundo a lenda, a imagem foi encontrada por alguns pastores atraídos por uma luz que provinha da gruta onde estava escondida.

A basílica, em estilo neogótico e renascentista, foi consagrada em 1592, 100 anos depois do descobrimento da América. A figura da Virgem, que remonta ao final do século XII, está sentada em um trono de prata. Passando, os peregrinos tocam e beijam a mão direita de Maria, que segura uma esfera, símbolo de realeza, enquanto com a outra mão oferece seu filho Jesus.

Na capela do “Camarín de la Virgen”, alguns ornamentos foram desenhados pelo jovem Antonio Gaudì.

A estrutura de Montserrat desempenha um significativo papel cultural, caracterizado pela música e pelo canto da Escolanía e das monjas nas celebrações litúrgicas, pelos museus de pintura e escultura, pela publicação de livros, pelo estudo da Filosofia, da Teologia, da História e das Ciências Humanas e do artesanato.

Além de 70 religiosas, em Montserrat vivem também os Escolans, o coro infantil mais antigo da Europa. Diariamente, é possível ouvir o Salve Rainha, o Virolai - o hino a Nossa Senhora de Montserrat - e um coral polifónico depois das Vésperas. O coro de vozes brancas é formado por rapazes entre os 9 e os 14 anos. O santuário, que acolheu diversos santos e Papas no arco de sua história, recebe anualmente cerca de dois milhões de visitantes.

ORAÇÃO:

Senhor, que concede todos os bens
Tu que tornas célebre esta montanha escolhida para um culto especial da gloriosa Mãe de teu Filho:

Faz com que sejamos potentemente ajudados através do socorro de Maria Imaculada sempre Virgem, de modo que possamos chegar certamente à montanha, que é o Cristo.

Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

O Evangelho do dia 27 de abril de 2017

Aquele que vem lá de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra, é da terra, e terrestre é a sua linguagem. Aquele que vem do céu, é superior a todos. Ele testifica o que viu e ouviu, mas ninguém recebe o Seu testemunho. Quem recebe o Seu testemunho certifica que Deus é verdadeiro. Aquele a Quem Deus enviou fala palavras de Deus, porque Deus não Lhe dá o Espírito por medida. O Pai ama o Filho e pôs todas as coisas na Sua mão. Quem acredita no Filho tem a vida eterna; quem, porém, não acredita no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele». 

Jo 3, 31-36