N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 10 de maio de 2017

"Irei a Fátima como peregrino"

Santo Rosário -Terceiro Mistério Doloroso

Jesus é Coroado de Espinhos


Todo eu me angustio, Senhor, com este quadro horrível. Não já tanto pelo sofrimento, mas ainda mais pela troça, pelo escárnio.

Mal sabiam eles que de facto ajoelhavam em frente do Rei, não só dos Judeus, mas de todos os homens.
Mal sabiam eles que Jesus sabia muito bem quem lhe batia, não só naquele momento, mas durante mais dois mil anos, pelo menos, todos quantos Lhe bateram e Lhe enterraram a horrível Coroa na cabeça.

E eu, onde estava, senhor? Escondido atrás de alguma coluna, estarrecido com tal cena, ou era dos que Te atormentavam e troçavam de Ti?
Quantos espinhos da Tua Coroa foram directamente cravados por mim na Tua fronte sublime?

E quantas vezes o fiz?

Ah, Senhor! Muitas decerto, infelizmente.
E Tu perdoas-me ainda!

Queixo-me eu por um pequeno incómodo, uma dorzita, um mal-estar de nada, um desconforto, que está frio, que está calor… e Tu, senhor, ali, sentado num escabelo, naquela tristíssima e pungente figura de um justiçado silencioso, olhando para os Teus algozes, para mim, com os teus doces olhos serenos e cheios de mágoa. E o Teu pensamento, ao mesmo tempo: Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem!
Mas eu sei, Senhor, ah!... eu sei o que faço. Sempre soube, só que fingia e finjo que não sei. Quero convencer-me que não sou um dos teus algozes, que talvez não passe de eu espectador passivo.

A verdade é bem diferente e eu tenho que humildemente reconhecer que, também eu, por diversas vezes, Te cravei espinhos na cabeça, fiz pouco de Ti, e Te magoei profundamente.
Ali, fora portas, Tua Mãe espera por Ti. Não quero que Te veja neste estado. Tem sofrido tanto, há tantas horas!

Assim, Senhor, que com todo o cuidado retire a coroa da Tua cabeça, procure os espinhos um a um, lave as feridas com as minhas lágrimas, Te vista uma roupa decente e… finalmente, ocupe o Teu lugar no escabelo onde estás sentado.
Sei bem que não tenho merecimento para tal, nem sou digno sequer de tal pedido, mas, Senhor, dar-me-ias Tu coragem para fazer isto?
Consentirias Tu, Senhor, que um pecador como eu, ocupasse o Teu lugar neste momento?

Mensagem do Prelado (10 de maio de 2017)

Audiência, Santo Padre convida-nos a acompanhá-lo na sua peregrinação a Fátima

LocutorHoje os nossos olhos fixam-se em Maria, Mãe da Esperança. No caminho da sua maternidade, teve de atravessar mais do que uma noite. Jovem ainda, responde «sim» à proposta que o Anjo Gabriel lhe faz de ser a mãe do Filho de Deus, embora nada soubesse do destino que A esperava. Mas Ela não é uma mulher que se deprima face às incertezas da vida; nem é uma mulher que proteste e Se lamente contra a sorte que muitas vezes se Lhe apresenta hostil. Pelo contrário, é uma mulher que aceita a vida como vem, com os seus dias felizes mas também com as suas tragédias. Pensemos na noite mais escura de Maria: a crucifixão do seu Filho, quando boa parte dos amigos O abandonou. As mães nunca desistem, nem abandonam. Maria está ao pé da cruz, como estará sempre que for preciso manter uma candeia acesa na noite escura. Nem Ela mesma conhecia o destino de ressurreição que o seu Filho, naquele momento, estava a criar para todos nós. Encontrá-La-emos depois no Pentecostes, no primeiro dia da Igreja, como Mãe da Esperança no meio daquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha negado o Mestre, muitos tinham fugido, todos estavam cheios de medo. Simplesmente Maria estava lá no seu modo normal de ser, como se fosse algo natural: a Igreja primitiva, envolvida pela luz da Ressurreição, mas também pela incerteza e o medo dos primeiros passos a dar no mundo. Maria ensina-nos a esperar, quando tudo parece sem sentido. Por isso, todos nós A amamos como Mãe.

Santo PadreCari pellegrini di lingua portoghese, vi saluto tutti, specialmente i fedeli di Belo Horizonte e il gruppo Obra de Maria. Venerdì e Sabato prossimo – a Dio piacendo – mi recherò, pellegrino, a Fatima, per affidare alla Madonna le sorti temporali ed eterne dell’umanità e supplicare sulle sue vie le benedizioni del Cielo. Chiedo a tutti di unirsi a me, quali pellegrini della speranza e della pace: le vostre mani in preghiera continuino a sostenere le mie. Voglia la più grande e la migliore delle Madri vegliare su ognuno di voi, lungo tutti i vostri giorni fino all'eternità!


LocutorAmados peregrinos de língua portuguesa, saúdo-vos a todos, especialmente aos fiéis de Belo Horizonte e ao grupo «Obra de Maria». Sexta-feira e sábado próximos, se Deus quiser, irei como peregrino a Fátima, para confiar a Nossa Senhora as sortes temporais e eternas da humanidade e suplicar sobre os seus caminhos as bênçãos do Céu. Peço a todos que me acompanhem, como peregrinos da esperança e da paz: as vossas mãos em prece continuem a sustentar as minhas. Oxalá a maior e a melhor das Mães vele por cada um de vós, ao longo de todos os vossos dias até à eternidade!

Maria procura o Filho que se perdeu

Três dias e três noites procura Maria o Filho que se perdeu... Oxalá possamos dizer, tu e eu, que a nossa vontade de encontrar Jesus também não conhece descanso. (Sulco, 794) 

Que dor a de sua Mãe e a de S. José, porque – no regresso de Jerusalém – não vinha entre os parentes e amigos! E que alegria a sua, quando o vêem, já de longe, doutrinando os mestres de Israel! Mas reparai nas palavras, aparentemente duras, que saem da boca do Filho, ao responder a sua Mãe: por que me buscáveis?.

Não era razoável que o procurassem? As almas que sabem o que é perder Cristo e encontrá-lo podem compreender isto... Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai?. Não sabíeis, porventura, que eu devo dedicar totalmente o meu tempo ao meu Pai celestial?

Este é o fruto da oração de hoje: que nos persuadamos de que o nosso caminhar na terra – em todas as circunstâncias e em todos os momentos – é para Deus; que é um tesouro de glória, uma imagem do Céu; que é, nas nossas mãos, uma maravilha que temos de administrar, com sentido de responsabilidade perante os homens e perante Deus, sem necessidade de mudar de estado, no meio da rua, santificando a nossa profissão ou o nosso ofício, a vida de família, as relações sociais e todas as actividades que parecem à primeira vista só terrenas. (Amigos de Deus, 53–54)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1943

“Cada vez que me detenho a pensar, sinto em mim, pela graça de Deus, maior amor ao Papa, se é possível”, escreve numa carta a uns membros do Opus Dei que vivem em Roma.

No momento da provação, é a oração que sustenta e dá força

A experiência espiritual vivida por São Pedro, na prisão, e a oração que por ele dirigia a comunidade primitiva, pela sua libertação – conforme referem os Atos dos Apóstolos, foi o tema desenvolvido por Bento XVI na audiência geral de quarta-feira dia 9 de maio de 2012. Eis a síntese proposta pelo agora Papa Emérito em língua portuguesa:

Queridos irmãos e irmãs,
O último episódio da vida de São Pedro narrado nos Atos dos Apóstolos trata da sua prisão em Jerusalém, da qual foi liberto por uma intervenção prodigiosa de um anjo do Senhor. Apesar da dificuldade da situação, diz o texto que Pedro dormia, estava tranquilo. Essa calma era fruto da sua confiança em Deus, em cujas mãos se abandonara, e da certeza que estava sendo acompanhado pela oração dos irmãos. Com o anjo, Pedro vive uma experiência semelhante àquela que fizera o povo de Israel, quando foi libertado da escravidão do Egipto. Ele experimenta que a verdadeira liberdade é poder seguir a Jesus. Por outro lado, a passagem mostra como a comunidade de Jerusalém sabia que, no momento da prova, é a oração que dá sustento e força. O texto diz que, enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente a Deus por ele. Também nós, por meio de uma oração constante e confiada, experimentamos como o Senhor nos liberta das cadeias e nos guia no meio das noites que atormentam o nosso coração, dando-nos a serenidade para enfrentar as dificuldades da vida.

Rádio Vaticano

Confiemos a Maria

Agora, no Céu, onde vive glorificada em corpo e alma, a Santíssima Virgem segue cada um de muito perto, cumprindo à letra o encargo que Jesus lhe deu na pessoa de S. João: mulher, aí tens o teu filho [12]. Confiemos-lhe cada fase da nossa existência pessoal e eclesial, também a da nossa passagem final, recomenda Bento XVI. Maria ensina-nos a necessidade da oração e indica-nos que só com um vínculo constante, íntimo e cheio de amor com o seu Filho podemos sair da «nossa casa», de nós mesmos, com coragem, para alcançar os confins do mundo e anunciar por toda a parte o Senhor Jesus, Salvador do mundo [13].

[12] Jo 19, 26.
[13] Bento XVI, Discurso na Audiência geral, 14-III-2012.

(D. Javier Echevarría na carta de mês de Maio de 2012)

S. João de Ávila, presbítero, †1569

João de Ávila nasceu em Almodôvar do Campo, em Castilla la Nueva, Espanha. Estudou filosofia e teologia na universidade de Alcalá. Foi considerado como um dos mais influentes e eloquentes chefes religiosos da Espanha do século XVI. Foi amigo de Santo Inácio de Loyola e conselheiro espiritual de Santa Teresa, bem como de São Francisco de Borja. Ordenado já sacerdote mostrou tal eloquência  que o Arcebispo de Sevilha lhe pediu que se dedicasse à evangelização em seu país. Trabalhou durante 9 anos nas missões de Andaluzia  Foi acusado perante a Santa Inquisição de Sevilha por pregar o rigorismo e a exclusão dos ricos do Reino dos Céus. Logo após ser libertado, dedicou-se a missionar em todas as regiões de Espanha, principalmente nas cidades. Os mais famosos escritos são as suas cartas e o tratado "Audi Filia".

Foi beatificado em 1894. A Companhia de Jesus celebra sua festa como se fosse um dos seus membros, já que João sempre venerou esta ordem e o seu fundador. Foi sepultado em Montilha.

Foi canonizado em 1970 por Paulo VI.

Bento XVI proclamou-o como Doutor da Igreja em 2011. A proclamação de São João de Ávila como Doutor da Igreja Universal significa o reconhecimento da doutrina do santo com o grau de "eminente". A Igreja propõe aos fiéis seguir os ensinamentos dos Doutores, como excepcionais mestres da fé.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 10 de maio de 2017

Jesus levantou a voz e disse: «Quem acredita em Mim, não é em Mim que acredita, mas n'Aquele que Me enviou. Quem Me vê a Mim, vê Aquele que Me enviou. Eu vim ao mundo como uma luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas. Se alguém ouvir as Minhas palavras e não as guardar, Eu não o julgo, porque não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem Me despreza e não recebe as Minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que anunciei, essa o julgará no último dia. Com efeito, Eu não falei por Mim mesmo, mas o Pai que Me enviou, Ele mesmo Me prescreveu o que Eu devia dizer e ensinar. Eu sei que o Seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que digo, digo-as como Meu Pai Me disse».

Jo 12, 44-50