N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os protestantes

Na sua alocução antes da procissão das velas, o Papa não se esqueceu de explicar, pensando naqueles que conhecem pior a Igreja, o que é a devoção a Nossa Senhora. Fê-lo através de um conjunto de contraposições.

Por um lado, «a Mestra espiritual, a primeira que segui o caminho estreito da cruz»..., do outro, «uma Senhora “inantigível” e inimitável»...

Por um lado, a «bendita por ter acreditado», como diz o Evangelho,... por outro, «uma “santinha” a quem se recorre para obter favores a baixo preço»...

Por um lado, a «Virgem Maria do Evangelho»... por outro, «sensibilidades subjectivas, (...) uma Maria melhor do que Cristo»...

Estas explicações foram importantes para se entender em toda a profundidade o que o Papa sublinhou, repetindo uma frase de Paulo VI: « se queremos ser cristãos, devemos ser marianos».

José Maria C.S. André
12-V-2017

Vivi distraído?...

De dia, Fátima inunda-se de um mar de lenços brancos que saúdam Nossa Senhora e o Papa, à noite brilham milhares de velas, fazendo do recinto um céu povoado de estrelas. O ambiente convida especialmente à oração. A meditação do Papa na procissão das velas foi particularmente longa e densa, levando-nos à alegria, ao agradecimento e a um exame de consciência.

– «Pelo orgulho do meu coração, vivi distraído, atrás das minhas ambições e interesses...», afinal sem êxito: «...não ocupei nenhum trono, Senhor! A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso coração».

Houve um momento particularmente emotivo, quando o Papa falou de nós:
– «Sinto que Jesus vos confiou a mim».

Nessa preocupação por todos, especialmente pelos que mais precisarem, como pedia Nossa Senhora em Fátima, o Papa abençoou cada uma das nossas necessidades. Uma bênção maravilhosa.

– «A bênção [de Deus] cumpriu-se cabalmente na Virgem Maria, pois nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Ela (...). Na verdade, [citando Paulo VI] “se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e nos abre o caminho que leva a Ele”».

– Maria é «Mestra de vida espiritual», «a primeira que seguiu Cristo pelo caminho “estreito” da cruz», a «bendita por ter acreditado, sempre e em todas as circunstâncias», a «Virgem Maria do Evangelho, venerada pela Igreja orante»...

Sentimo-nos frustrados pelos nossos pecados?
– «Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor que são perdoados pela sua misericórdia!»

Por Maria, vem-nos essa misericórdia [citando novamente Paulo VI]:
– «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes (...). Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização».

José Maria C.S. André
12-V-2017

Breve alocução do Santo Padre antes da recitação do Rosário

Amados peregrinos de Maria e com Maria!

Obrigado por me acolherdes entre vós e vos associardes a mim nesta peregrinação vivida na esperança e na paz. Desde já desejo assegurar a quantos estais unidos comigo, aqui ou em qualquer outro lugar, que vos tenho a todos no coração. Sinto que Jesus vos confiou a mim (cf. Jo 21, 15-17) e, a todos, abraço e confio a Jesus, «principalmente os que mais precisarem» - como Nossa Senhora nos ensinou a rezar (Aparição de julho de 1917).

Que Ela, Mãe doce e solícita de todos os necessitados, lhes obtenha a bênção do Senhor! Sobre cada um dos deserdados e infelizes a quem roubaram o presente, dos excluídos e abandonados a quem negam o futuro, dos órfãos e injustiçados a quem não se permite ter um passado, desça a bênção de Deus encarnada em Jesus Cristo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6, 24-26).

Esta bênção cumpriu-se cabalmente na Virgem Maria, pois nenhuma outra criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Ela, que deu um rosto humano ao Filho do eterno Pai, podendo nós agora contemplá-Lo nos sucessivos momentos gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da sua vida, que repassamos na recitação do Rosário. Com Cristo e Maria, permaneçamos em Deus. Na verdade, «se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele» (PAULO VI, Alocução na visita ao Santuário de Nossa Senhora de Bonaria-Cagliari, 24/IV/1970). Assim, sempre que rezamos o Terço, neste lugar bendito como em qualquer outro lugar, o Evangelho retoma o seu caminho na vida de cada um, das famílias, dos povos e do mundo.

Peregrinos com Maria… Qual Maria? Uma «Mestra de vida espiritual», a primeira que seguiu Cristo pelo caminho «estreito» da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora «inatingível» e, consequentemente, inimitável? A «Bendita por ter acreditado» (cf. Lc 1, 42.45) sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma «Santinha» a quem se recorre para obter favores a baixo preço? A Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjetivas que A veem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por nós?

Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia! Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Naturalmente a misericórdia de Deus não nega a justiça, porque Jesus tomou sobre Si as consequências do nosso pecado juntamente com a justa pena. Não negou o pecado, mas pagou por nós na Cruz. Assim, na fé que nos une à Cruz de Cristo, ficamos livres dos nossos pecados; ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado (cf. 1 Jo 4, 18). «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes (…). Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 288). Possamos, com Maria, ser sinal e sacramento da misericórdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo.

Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor! A misericórdia, que usastes para com todos os vossos santos e com todo o vosso povo fiel, também chegou a mim. Pelo orgulho do meu coração, vivi distraído atrás das minhas ambições e interesses, mas não ocupei nenhum trono, Senhor! A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso Coração. Assim seja.

O homem vestido de branco

Hoje, na oração na Capelinha, o Papa Francisco denomina-se a si próprio «o homem vestido de branco», aplicando a expressão usada pela Irmã Lúcia ao escrever o terceiro Segredo de Fátima. Os Pastorinhos nunca tinham visto o Papa e, na época, e tão longe da cidade, não havia imagens disponíveis. Por isso, a terrível visão do terceiro Segredo de Fátima teve também um matiz difícil de perceber. Quem era aquela multidão fiel ao «homem vestido de branco», que é dizimada pelas forças do mal? Quem é essa personagem vestida de branco? Algum tempo mais tarde, Lúcia percebeu claramente a resposta.

Em Fátima, Francisco identifica-se directamente com essa figura. Na visão, o homem vestido de branco avança por um monte de desolação, rodeado por uma grande multidão que se mantém fiel, e sofrendo o combate encarniçado dos que se lhe opõem. Não luta, não ataca, não responde com violência à agressividade de que é vítima, e, no momento culminante, ele próprio é abatido.

João Paulo II, atingido no dia 13 de Maio na Praça de S. Pedro, mal recuperou a consciência, ainda no hospital, pediu a documentação escrita pela Irmã Lúcia. As circunstâncias e o facto de o Papa ter sobrevivido às balas daquele profissional do crime sugeriam uma relação muito directa com Fátima. Depois de capturado pela polícia italiana, o que o assassino, Ali Agca, não entendia era a razão de o Papa estar vivo. Soube-se, de fonte da prisão, que quando alguém lhe falou das aparições de Fátima, ele ficou sumamente interessado.

Francisco, ao chamar a si mesmo «o homem vestido de branco», retoma o sentido profundo da visão do terceiro Segredo. O líder que cai, atingido pela hegemonia do mal, não é apenas um Papa alvejado por um Ali Agca. E aquela multidão fiel que derrama o seu sangue com o homem vestido de branco não é apenas imagem dos mártires do século XX. A visão refere-se à grande apostasia em que caiu uma parte importante do globo e ao combate contra a Igreja. O livro do Apocalipse tem uma página semelhante, quando fala da serpente fazendo guerra à Mulher, a uma mulher que é Mãe, e ao seu Filho.

Desabam sobre o Papa e a Igreja os pecados dos católicos e a loucura dos gentios, os preconceitos, as difamações. A cada momento da história, dá a impressão de que Deus perde batalhas e que aqueles que O seguem estão em desvantagem. Tudo isso é verdade, mas há um plano que escapa à visão dos homens. Foi essa a visão do terceiro Segredo. Deus vê. Deus é fiel.

Ao chamar-se a si «o homem vestido de branco», Francisco indicou a esta multidão que enche a esplanada de Fátima – e a todos aqueles que aqui estão em espírito – que eles são o imenso povo fiel.
José Maria C.S. André
12-V-2017

Santo Rosário - Quinto Mistério Doloroso



Jesus Morre na Cruz

Chegou ao fim o Teu calvário. O sofrimento, os insultos, o vexame de seres despido em público, o opróbrio de seres contado entre os salteadores, tudo se consumou.

Inclinas a cabeça gotejante, e expiras.

E o mundo cobre-se de trevas. E muitos ressuscitaram.

E eu?
Coberto pelas trevas ou ressuscitado?

Inclinado em prostração pelo sacrifício tremendo, coberto de crepes, as lágrimas correndo, o corpo alquebrado pela angústia do meu Senhor morto, ou, ao contrário, ressuscitado para a vida que acabas-Te de dar-me, para a luminosa realidade de Teu filho e irmão, para a felicidade de finalmente ter sido liberto da minha escravidão ao pecado?

Como pude eu, Senhor, mergulhar nas trevas?
Como posso eu, Senhor, passear-me indiferente ao Teu sacrifício?
Como é possível que eu não me transfigure num homem novo, diferente?
Porquê não começo a caminhar em frente, para Ti, em vez dos desvios que continuamente faço, das paragens para deter-me em coisas que não valem nada, nesta minha viagem para me juntar a Ti?
Nessa Cruz onde expiras-Te, caberei eu também?
Posso, Senhor, juntar-me a Ti de braços estendidos e participar conTigo?
Porque não quises-Te Senhor, que eu fosse, ao menos, esse ladrão que levasTe, hoje mesmo, conTigo para o Paraíso?

Mais fácil, muito mais fácil teria sido, sem dúvida. Tu queres de mim, Senhor, toda a minha entrega e eu não Te dou senão bocadinhos de mim, da minha vida e, mesmo esses, de má vontade e sem determinação.
Posso eu merecer este Teu sacrifício?
Decerto que sim, mas só com a Tua ajuda, Senhor. Só com a Tua ajuda constante.
Bastará um momento, uma fracção de segundo, que me falte o Teu apoio e eu sou de novo aquele que Te flagela, que Te coloca a coroa de espinhos, que Te trespassa o peito com a lança, que Te vê morrer sem compreender nada, sem fazer nada.
Não podes, Senhor, deixar-me. Tenho de ser digno da Tua morte, tenho de merecer o Teu calvário, a Tua Cruz.

Protesto eu que a minha cruz é pesada, difícil e, no entanto, não morro nela. Pelo contrário, constantemente sinto a Tua mão a ajudar-me a carregá-la, o seu peso descansar também no Teu ombro dorido. Pois é, Senhor, mas eu não passo de um pobre pecador, desnorteado por vezes, cheio de ambições, de vaidade e fraquezas. Tenho á minha frente a Tua cruz, essa enorme cruz onde morresTe por mim.
Inclino-me contristado e com o coração compungido pela dor de Te ver
partir, de Te ver morrer.
Sei porem que ressuscitarás e que estarás sempre comigo, até que resolvas chamar-me para o pé de Ti.
Nada mais quero, nada mais desejo.

O que for preciso, Senhor, o que for necessário fazer para merecer esta Tua morte, que eu o faça com a Tua ajuda, com o alento que sabes dar, com a Tua misericórdia e bondade infinitas.
E então, quando prostrado Te adorar, quando estiver no Teu seio, dir-Te-ei:

Obrigado Senhor, pela Tua morte, sem ela não estaria aqui gozando a Vida Eterna.

Porque é que nós, homens, nos entristecemos?

"Bem-aventurada, porque acreditaste!", diz Isabel à nossa Mãe. A união com Deus, a vida sobrenatural, vai sempre unida à prática atraente das virtudes humanas: porque "leva" Cristo, Maria leva a alegria ao lar de sua prima. (Sulco, 566)

Não deis o mínimo crédito aos que apresentam a virtude da humildade como um amesquinhamento humano ou como uma condenação perpétua à tristeza. Sentir-se barro, recomposto com gatos, é fonte contínua de alegria; significa reconhecer-se pouca coisa diante de Deus: criança, filho. E haverá maior alegria do que a daquele que, sabendo-se pobre e débil, se sabe também filho de Deus? Porque é que nós, homens, nos entristecemos? Porque a vida na terra, não se passa como nós, pessoalmente, esperávamos e porque surgem obstáculos que impedem ou dificultam a satisfação do que pretendemos.

Nada disto acontece quando a alma vive essa realidade sobrenatural da sua filiação divina. Se Deus é por nós, quem será contra nós. Que estejam tristes os que se empenham em não se reconhecerem filhos de Deus, tenho eu repetido sempre. (Amigos de Deus, 108)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá ocorreu nesta data em 1981

Celebra-se em Roma a primeira sessão do processo de canonização de Josemaría Escrivá de Balaguer.

A “responsabilidade” da Irmã Lúcia no início do trabalho do Opus Dei em Portugal

Foi a vidente de Fátima quem, em Fevereiro de 1945, pediu a S. Josemaria Escrivá que fosse a Portugal para acelerar o começo do apostolado do Opus Dei no nosso país.

2 de novembro de 1972
S. Josemaria conheceu a Irmã Lúcia em Fevereiro de 1945. Tinha ido a Tuy, em Espanha, encontrar-se com o bispo, o seu amigo D. José López Ortiz. A Irmã Lúcia, vidente de Fátima, encontrava-se então num convento em Tuy. O bispo quis que S. Josemaria a conhecesse. A conversa foi providencial uma vez que a Irmã Lúcia pediu insistentemente ao Fundador que fosse a Portugal, para poder assim apressar os começos do trabalho do Opus Dei em terras portuguesas. A viagem está nos seus planos apostólicos, mas não naquele momento, entre outras coisas porque não tinha passaporte. Mas isso não foi um obstáculo pois, com um telefonema para Lisboa, a Irmã Lúcia obteve para S. Josemaria, e para os que o acompanhavam, a autorização necessária.
Assim, a pedido da Irmã Lúcia, a viagem que o Fundador e Álvaro del Portillo tinham iniciado no dia 29 de Janeiro em Espanha, conheceria um imprevisto prolongamento em solo português.

No dia 5 de Fevereiro estiveram no Porto e saudaram o bispo. D. Agostinho de Jesus Sousa. No dia seguinte foram convidados a almoçar com o bispo de Leiria, a diocese onde Fátima se situa. Visitaram o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, então quase terminado. Em Aljustrel S. Josemaria conheceu várias famílias que participaram nos acontecimentos históricos; foi fotografado junto da mãe da Jacinta. Em Fátima o fundador do Opus Dei confiou a Nossa Senhora o futuro trabalho apostólico em Portugal. Visitaria Fátima muitas outras vezes nos anos posteriores, para rezar diante de Nossa Senhora.


Vinte e cinco anos mais tarde, o Fundador recordava os pormenores desta sua primeira entrevista com a Irmã Lúcia: “Tratei-a com secura, porque sabia que era uma santa, e não só não se aborreceu, como me disse que o Opus Dei tinha de vir para Portugal. Respondi-lhe que não tínhamos passaporte, mas ela retorquiu: eu resolvo já isso. Telefonou para Lisboa e conseguiu-nos um documento para atravessarmos a fronteira. Não falámos das aparições de Nossa Senhora: nunca o fiz. É uma mulher de uma humildade maravilhosa. Sempre que a vejo, recordo-lhe que teve um papel importante nos começos da Obra em Portugal (cfr Andrés Vázquez de Prada. Josemaria Escrivá – Fundador do Opus Dei, Verbo, Lisboa 2003, p. 553).

Sobre essa conversa que S. Josemaria teve com a Irmã Lúcia, D. José López Ortiz conta o seguinte: “Entre outras coisas, disse-lhe mais ou menos: Irmã Lúcia, tendo em conta tudo o que dizem de si e de mim, se ainda por cima formos para o inferno...! O Padre contou-me que a Irmã Lúcia ficou pensativa e disse, com grande simplicidade: ‘É verdade, tem razão.’ Josemaria ficou muito satisfeito ao comprovar a sua humildade” (José López Ortiz, in Josemaria Escrivá - Testemunhos, Editora Rei dos Livros, Lisboa 1992, p. 94).

Escreveu a Madre Superiora do convento de Carmelitas Descalças de Coimbra em Janeiro de 2001: “Como cooperadoras do Opus Dei desde há várias décadas, queremos manifestar a nossa alegria pela já próxima canonização do beato Josemaria. Este gozo é compartilhado pela Irmã Lúcia, que reitera o que já manifestou por ocasião da beatificação do Servo de Deus”.

Maio - Dia 12

Véspera de 13 de Maio. Já muitos peregrinos estarão neste momento naquele lugar bendito pela tua presença viva há 99 anos atrás, Se­nhora.

Quiseste vir a Portugal, a Fátima, entregar a três simples crianças, uma mensagem urgente, importantíssima: oração e penitência, em desa­gravo do Sagrado Coração de Jesus tão ofendido pelos homens.
Ah! Senhora, que maravilha operaste nesta terra e neste homem que agora pensa nestas coisas todas.

As recordações da minha infância, os actos de Fé extraordinários, sim­ples uns, grandiosos outros, mas todos tão esmagadoramente convin­centes, que pasmo como pode alguém duvidar da excelência das vir­tudes que Fátima emana.

E eu, como tenho vivido a mensagem que tão amorosamente entregas-te aos Pastorinhos?

O Terço diário tenho-o rezado, mas, de que forma, Senhora...
Quantas distrações, devaneios, alheamentos.
Em lugar de meditar nos mistérios do Rosário, que retratam momentos importantíssimos da tua vida na terra, fico a pensar em não sei quê, divagando sem nexo e sem rumo.
Perdoa-me minha querida Mãe do Céu, a falta de educação que mani­festo com tais atitudes.
Sabes bem que sou um fraco e que não consigo fazer bem feito, como deve ser, uma coisa tão importante como falar contigo, rezar o Terço do Rosário.
Avé Maria cheia de graça. Sim, Avé Maria acima de tudo e todos, logo, logo abaixo de Jesus, tu, Maria, és a primeiríssima pessoa a quem re­corro.

Sei bem quanto vale a tua intercessão junto do Teu Santíssimo Filho e, por isso: Recordare Virgo Mater Dei dum steteris in conspectu Do­mini et loquaris pro me bona.

Não te esqueças, Senhora.

Tenta, como só tu sabes, compor as coisas junto do Senhor, e diz-Lhe que, vendo bem, eu não passo de um pobre tonto que não faz as coisas melhor porque é mole e fraco.
Mas que tento, tento e hei-de tentar sempre.
Com a tua preciosa ajuda, claro, porque sem ela bem posso eu tentar que não conseguirei absolutamente nada.
Penitência e oração, oração e penitência.
As duas coisas têm forçosamente de estar juntas, de se completar.
E eu penitencio-me pouco, quase nada.
Os pequenos sacrifícios ou mortificações que faço, que são, compara­dos com os gostos que desfruto, os, prazeres, os comodismos, para não falar já, nos excessos, mormente na comida e bebida que, por vezes, como um animal esfomeado ou sôfrego, cometo.

Ajuda-me Senhora minha, neste dia 12 de Maio, a preparar a minha alma e o meu espírito para atarefa diária que me espera: 

Combater a distração e o alheamento, lutar pela concentração na ora­ção e a disposição permanente para a mortificação nas coisas peque­nas de cada dia.

ama, 1998

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.pt/2016/05/maio-dia-12.html

A festa de Nossa Senhora de Fátima

A meados do mês, vamos celebrar a festa de Nossa Senhora de Fátima, e também o aniversário da novena de S. Josemaria à Virgem de Guadalupe, em 1970: duas recordações que nos hão de levar a cuidar com esmero os tempos de oração mental e as orações vocais, especialmente o Terço, tão recomendado por Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Sejamos santamente ambiciosos nas nossas intenções apostólicas, suplicando a Maria pela Igreja e pelo Papa, pelos frutos do Ano da fé para o qual nos estamos a preparar, pela renovação da vida cristã em todo o mundo.

(D. Javier Echevarría na carta de mês de Maio de 2012)

Na senda de D. Álvaro sejamos filhos de Maria

Também D. Álvaro aprendeu com os pais, como acontece em tantas outras famílias cristãs, a tratar Nossa Senhora com carinho filial. Rezava em cada dia uma oração que aprendera com a mãe: Doce Mãe, não te afastes / O teu olhar de mim não apartes, / Vem comigo a todo o lado / E só nunca me deixes. / Já que me proteges tanto/ como verdadeira Mãe / Faz que me bendiga o Pai, / o Filho e o Espírito Santo. Na sua aparente singeleza, esta oração, tão conhecida do povo mexicano, encerra um conteúdo profundo: Nossa Senhora, como intercessora diante da Santíssima Trindade, é caminho seguro que sempre conduz a Deus.

Que grande tarefa realizam as mães e os pais cristãos, os avós, quando transmitem aos seus filhos ou aos seus netos as orações da manhã e da noite! Estas orações não se esquecem, mesmo com o passar dos anos. Mais ainda, quando – no decorrer desta vida – parecem às vezes apagar-se as manifestações do sentido cristão, não é raro que o amor a Nossa Senhora permaneça no fundo da alma, como brasa sob as cinzas, disposta a reacender em momentos de necessidade espiritual, de tristeza ou desalento.

D. Álvaro cultivou a devoção mariana com grande profundidade e firmeza teológica, graças à pregação e ao exemplo de S. Josemaria. Ao recordar a sua resposta ao chamamento divino no Opus Dei durante umas horas de recoleção espiritual, comentava: «Nessa recoleção, o Padre deu uma meditação sobre o amor a Deus e à Virgem que me deixou em brasa» [6]. Logo a seguir pediu a admissão à Obra. Foi sem dúvida uma graça muito especial do Senhor, concedida pela intercessão da Virgem Maria, a que D. Álvaro correspondeu com uma decisão imediata e definitiva.

[6]. D. Álvaro, Notas de uma reunião familiar, 3-X-1975. Citado em Recordando Álvaro del Portillo, Salvador Bernal, Diel 1999, pág. 15.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de maio de 2014)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Beato Alvaro del Portillo, bispo, †1994

Nasceu em Madrid, a 11 de março de 1914. Era o terceiro de oito filhos. Foram seus pais Ramón del Portillo Pardo e Clementina Diez de Solano Portillo. Pediu admissão no Opus Dei em 7 de julho de 1935, rapidamente converteu-se no mais firme e valioso auxiliar e apoio de São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei, de quem foi confessor e diretor espiritual desde o dia em que foi ordenado sacerdote em 25 de junho de 1944, e o acompanhou até o dia de seu falecimento em 26 de junho de 1975. Foi um dos três primeiros sacerdotes do Opus Dei, ordenado por D. Leopoldo Eijo y Garay, bispo de Madrid-Alcalá..

A 15 de setembro de 1975 foi eleito primeiro sucessor de S. Josemaria frente ao Opus Dei, foi Secretário Geral do Opus Dei (1940 - 1947 e 1956 - 1975) e era membro do seu Conselho Geral desde 1940 até 1975. Entre outros órgãos do Vaticano foi consultor da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, da Congregação para o Clero e do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Trabalhou no Concílio Vaticano II, primeiro como presidente da Comissão ante-preparatória para os Leigos e depois como secretário da Comissão para a Disciplina do Clero e como consultor de outras Comissões. Foi membro da Comissão de Revisão do Código de Direito Canónico que se encontra em vigor, promulgado por João Paulo II.

O Papa João Paulo II ao erigir o Opus Dei em Prelazia pessoal, em 28 de novembro de 1982, fê-lo seu Prelado e, em 6 de janeiro de 1991, sagrou-o bispo titular de Vita. Escolheu como lema do seu escudo episcopal: Regnare Christum volumus!. Não pensava em si mas em servir a Igreja: "único motivo da nossa existência e da existência da nossa Prelatura", repetia.

Em 1985 fundou em Roma o Centro Académico Romano da Santa Cruz que mais tarde foi se tornar na Pontifícia Universidade da Santa Cruz. Durante o seu governo o trabalho da prelazia estendeu-se por vinte novos países.

Faleceu no dia 23 de março de 1994. Encontra-se sepultado na Igreja Prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma. Sobre ele afirmou João Paulo II, por ocasião do seu falecimento: "Foi um exemplo de fortaleza, de confiança na providência divina e de fidelidade à sede de Pedro."

Foi beatificado em Madrid a 27 de Setembro de 2014.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 12 de maio de 2017

«Não se perturbe o vosso coração. Acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar um lugar para vós. Depois que Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo, para que, onde estou, estejais vós também. E vós conheceis o caminho para ir onde Eu vou». Tomé disse-Lhe: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?». Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim.

Jo 14, 1-6