N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 30 de maio de 2017

Fazei o que Ele vos disser

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Entre tantos convidados de uma ruidosa boda rural a que vêm pessoas de muitos lugares, Maria dá pela falta de vinho. Repara nisso imediatamente – e só Ela. Que familiares se nos apresentam as cenas da vida de Cristo! Porque a grandeza de Deus convive com o humano – com o normal e corrente. Realmente, é próprio de uma mulher, de uma atenta dona de casa, reparar num descuido, estar presente nesses pequenos pormenores que tornam agradável a existência humana; e assim aconteceu com Maria.

Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5).

Implete hydrias (Jo 2, 7), – enchei as vasilhas! –, e dá-se o milagre. Assim mesmo, com toda a simplicidade. Tudo normal: eles cumpriam o seu ofício, e a água estava ao seu alcance… E foi esta a primeira manifestação da divindade do Senhor! O que há de mais vulgar converte-se em extraordinário, em sobrenatural, quando temos a boa vontade de fazer o que Deus nos pede.

Quero, Senhor, abandonar todos os meus cuidados nas Tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a Tua Mãe! – a estas horas, como em Caná, já fez soar aos Teus ouvidos: não têm!…

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n´Ele os discípulos (Jo 2, 11). A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.

– Dá-me, ó Jesus, essa fé que de verdade desejo! Minha Mãe e Senhora minha, Maria Santíssima, faz com que eu creia! (Santo Rosário, 2º mistério luminoso)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

“Temos de sentir desejos de que o Amor seja amado, e temos de agradecer-lhe que se nos tenha dado, porque por aí não lho agradecem, e nós – tu e eu – não o agradeceremos bastante. Cortai as rosas do caminho – essas rosas que também têm espinhos –, e levai-as ao Senhor: fora a sensualidade – que corta as asas do amor –, fora o egoísmo, fora o comodismo…!”, comenta nesta data

Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé

S. Josemaria sempre nos ensinou que, entre as paixões dominantes que hão-de orientar o nosso comportamento, está a de difundir os ensinamentos de Jesus Cristo. A atividade principal do Opus Dei – afirmava – consiste em dar aos seus membros e a quem o desejar os meios espirituais necessários para viverem como bons cristãos no meio do mundo. E dá-lhes a conhecer a doutrina de Cristo, os ensinamentos da Igreja, proporciona-lhes um espírito que os leva a trabalhar bem, por amor de Deus e ao serviço de todos os homens. Numa palavra, trata-se de viver como cristão: convivendo com toda a gente, respeitando a legítima liberdade de todos e fazendo que este nosso mundo seja mais justo [5].
Esta paixão dominante é particularmente atual neste Jubileu extraordinário da misericórdia, pois quando, ao entardecer da vida, nos for perguntado se demos de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, ser-nos-á igualmente perguntado se ajudámos as pessoas a sair da dúvida, se nos empenhámos a acolher os pecadores, admoestando-os ou corrigindo-os, se fomos capazes de combater a ignorância, sobretudo relativa à fé cristã e à vida reta [6].
Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé. S. Josemaria insistia no apostolado pessoal, de tu a tu, mediante uma conversa amiga que não pretende dar lições a ninguém, mas simplesmente manifestar o que nos enche a alma e é fonte de perene alegria.
[5]. S. Josemaria, Temas atuais do Cristianismo, n. 27.
[6]. Papa Francisco, Discurso aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, 29-I-2016.


(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de junho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Orar diante da Eucaristia

"Também posso rezar no bosque, mergulhado na natureza". É claro que se pode. Mas se só se pudesse rezar assim, a iniciativa da oração estaria totalmente dentro de nós: Deus seria pouco mais do que um postulado do nosso pensamento. Que Ele responda ou queira responder, permaneceria uma questão em aberto. [...] Em contrapartida, a Eucaristia significa: Deus respondeu. A Eucaristia é Deus como resposta, como presença que responde. Agora, a iniciativa da relação divino-humana já não depende de nós, mas dEle, e assim se torna verdadeiramente séria.

Por isso, a oração atinge um nível inteiramente novo no âmbito da adoração eucarística; só agora envolve as duas partes, só agora é séria. Mais ainda, não envolve apenas as duas partes, mas só agora se torna plenamente universal: quando rezamos na presença da Eucaristia, nunca estamos sós. Connosco reza toda a Igreja que celebra a Eucaristia [...]. Nessa oração, já não estamos diante de um Deus pensado, mas diante de um Deus que verdadeiramente se entregou a nós; diante de um Deus que se fez comunhão connosco, e assim nos liberta dos nossos limites e nos conduz à Ressurreição. Esta é a oração que devemos voltar a buscar.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Il Dio Vicino’)

Santa Joana d'Arc, virgem, mártir, († Rouen, França, 1431)

A donzela suscitada por Deus para libertar a França dos ingleses, depois de vencer as resistências dos que não queriam reconhecer a sua missão, conseguiu obter vitórias espantosas sobre os invasores e obteve a coroação do rei Carlos VII em Reims. Sua obra parecia terminada, mas Deus ainda queria dela um sacrifício supremo. Traída e entregue aos ingleses, foi julgada iniquamente e queimada como feiticeira. Mais tarde a Igreja a reabilitou e reconheceu a heroicidade de suas virtudes. Foi beatificada em 1909, pelo Papa São Pio X, e canonizada por Bento XV em 1920.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 30 de maio de 2017

Assim falou Jesus; depois, levantando os olhos ao céu, disse: «Pai, chegou a hora: Glorifica o Teu Filho, para que Teu Filho Te glorifique a Ti e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, dê a vida eterna a todos os que lhe deste. Ora a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a Quem enviaste. Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que Me deste a fazer. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha em Ti antes que houvesse mundo. «Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do meio do mundo. Eram Teus e Tu Mos deste; e guardaram a Tua palavra. Agora sabem que todas as coisas que Me deste vêm de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste; eles as receberam, e conheceram verdadeiramente que Eu saí de Ti e creram que Me enviaste. «É por eles que Eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus. Todas as Minhas coisas são Tuas e todas as Tuas coisas são Minhas; e neles sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste para que sejam um, assim como Nós.

Jo 17, 1-11