Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Há pobres que realmente são ricos. E vice-versa

Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. - Não cries necessidades. (Caminho, 630)

Desapega-te dos bens do mundo. - Ama e pratica a pobreza de espírito. Contenta-te com o que basta para passar a vida sóbria e temperadamente.

- Se não, nunca serás apóstolo. (Caminho, 631)

A verdadeira pobreza não consiste em não ter, mas em estar desprendido, em renunciar voluntariamente ao domínio sobre as coisas.

- Por isso há pobres que realmente são ricos. E vice-versa. (Caminho, 632) 


Não tens espírito de pobreza, se, podendo escolher de modo que a escolha passe inadvertida, não escolhes para ti o pior. (Caminho, 635)

São Josemaría Escrivá

Dóceis ao Espírito Santo

É Jesus Nosso Senhor que o quer: é preciso segui-lo de perto. Não há outro caminho. Esta é a obra do Espírito Santo em cada alma - na tua - e tens de ser dócil, para não pôr obstáculos ao teu Deus. (Forja, 860)

Para pôr em prática, ainda que seja de um modo muito genérico, um estilo de vida que nos anime a conviver com o Espírito Santo - e, ao mesmo tempo com o Pai e o Filho - numa verdadeira intimidade com o Paráclito, devemos firmar-nos em três realidades fundamentais: docilidade - digo-o mais uma vez - vida de oração, união com a Cruz.

Em primeiro lugar, docilidade - porque é o Espírito Santo que, com as suas inspirações, vai dando tom sobrenatural aos nossos pensamentos, desejos e obras. É Ele que nos impele a aderir à doutrina de Cristo e a assimilá-la em profundidade; que nos dá luz para tomar consciência da nossa vocação pessoal e força para realizar tudo o que Deus espera de nós. Se formos dóceis ao Espírito Santo, a imagem de Cristo ir-se-á formando, cada vez mais nítida, em nós e assim nos iremos aproximando cada vez mais de Deus Pai. Os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

Se nos deixarmos guiar por esse princípio de vida, presente em nós, que é o Espírito Santo, a nossa vitalidade espiritual irá crescendo e abandonar-nos-emos nas mãos do nosso Pai Deus, com a mesma espontaneidade e confiança com que um menino se lança nos braços do pai. Se não vos tornardes como meninos, não entrareis no Reino dos Céus, disse o Senhor. É este o antigo e sempre atual caminho da infância espiritual, que não é sentimentalismo nem falta de maturidade humana, mas sim maioridade sobrenatural, que nos leva a aprofundar as maravilhas do amor divino, reconhecer a nossa pequenez e a identificar plenamente a nossa vontade com a de Deus. (Cristo que passa, 135)

São Josemaria Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1970

Cumprimenta uma senhora que se comove, durante a sua viagem ao México: uma viagem de catequese que lhe permitiu estar com mais de 20 000 pessoas de condições muito variadas, a quem transmitiu a mensagem da fé, da santificação da vida corrente, de intimidade com Deus no mundo, própria do Opus Dei.

O ‘diktat’ da mentalidade predominante

Ao ler este excerto da meditação em 2005 do então Cardeal Ratzinger sobre a condenação de Jesus Cristo «Gritam porque os outros gritam e tal como os outros gritam. E assim a justiça é espezinhada pela covardia, pela pusilanimidade, pelo medo do diktat da mentalidade predominante. A voz subtil da consciência fica sufocada pelos gritos da multidão. A indecisão, o respeito humano dão força ao mal.» ocorreu-me que nas redes sociais as reações muito frequentemente são similares condenando-se o bem e enaltecendo-se o mal.

Critica-se ou elogia-se de acordo com os “valores” da moda, sem sustentáculo em valores perenes, inegociáveis e imutáveis, publica-se na busca do aplauso da turba não olhando às consequências das palavras no bom nome das pessoas e possíveis interpretações abusivas, enfim espezinha-se o bem e a verdade.

JPR

O respeito humano, traição da própria consciência

O Juiz do mundo, que um dia voltará para nos julgar a todos nós, está ali, aniquilado, insultado e inerme diante do juiz terreno. Pilatos não é um monstro de maldade. Sabe que esse condenado é inocente, e procura um modo de libertá-lo. Mas o seu coração está dividido. E, por fim, faz prevalecer a sua posição, a si mesmo, acima do direito. Também os homens que gritam e pedem a morte de Jesus não são monstros de maldade. Muitos deles, no dia de Pentecostes, sentir-se-ão emocionados até o fundo do coração (Act 2, 37) quando Pedro lhes disser: a Jesus do Nazaré, homem acreditado por Deus junto de vós \_...\ vós o matastes, cravando-o na cruz pela mão de gente perversa (Act 2, 22-23). Naquele momento, porém, sofrem a influência da multidão. Gritam porque os outros gritam e tal como os outros gritam. E assim a justiça é espezinhada pela covardia, pela pusilanimidade, pelo medo do diktat da mentalidade predominante. A voz subtil da consciência fica sufocada pelos gritos da multidão. A indecisão, o respeito humano dão força ao mal.

(Cardeal Joseph Ratzinger em Via-sacra no Coliseu em 2005, Primeira estação: meditação)

O Santuário de Torreciudad, em Espanha

O Santuário de Torreciudad está localizado no norte da Espanha, na região dos Pirenéus. Antigamente, encontrava-se isolado entre as montanhas, mas hoje é um Santuário fácil de se chegar, caracterizado pelo silêncio e pela paz e pela beleza que o circunda.

A devoção popular por este santuário mariano teve início no século XI e seu cuidado espiritual é confiado à Prelatura do Opus Dei. De facto, foi promovido por São Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador da Prelatura. O próprio Escrivá contou que, uma vez, em 1904, aos dois anos de idade, ficou tão doente que os médicos deram poucas esperanças para seu caso. Sua mãe rezou intensamente a Maria e, alguns dias depois, restabelecido de maneira surpreendente, o levou em peregrinação de agradecimento à capela de Nossa Senhora de Torreciudad.

Antes de ser transferida para o Santuário, a imagem original da Virgem ficou custodiada na Capela. Trata-se de uma Virgem negra, muito parecida com a Nossa Senhora de Montserrat, sempre em Espanha. Segundo uma lenda, a Virgem apareceu a alguns cortadores de lenha de Bolturina, um pequeno vilarejo nos arredores de Torreciudad, dizendo-lhes que queria ser venerada naquele lugar. Na cripta há quatro capelas dedicadas à Sagrada Família e às invocações marianas de Loreto (França), do Pilar (Saragozza-Espanha) e de Guadalupe (México). 

Três cerâmicas do artista José Alzuet representam os mistérios do Terço. Uma das características deste Santuário é ser um local de reconciliação com Deus através dos sacramentos. São Josemaría pedia à Virgem “abundantes frutos espirituais” e por isso ordenou inúmeros confessionários.

As famílias neste Santuário são as protagonistas, a ponto que o principal encontro do ano é-lhes dedicado. Participam cerca de 15 mil por ano para pedir à Mãe de Deus uma ajuda nas dificuldades e bênção para o matrimónio. Além disso, o Santuário faz parte da chamada “Via Mariana”, que une Montserrat, El Pilar, Torreciudad e Lourdes.

Outra particularidade é que abriga uma galeria de invocações marianas de outros lugares. A galeria foi criada em 1984, quando, por ocasião do IX centenário de Torreciudad, os santuários marianos mais famosos foram convidados a peregrinarem aqui para entronizar suas padroeiras, deixando uma réplica como recordação.

Por isso, é possível ver quase 200 imagens da Virgem. Todavia, a galeria não é um museu porque reflecte os muitos testemunhos espontâneos do amor à Virgem deixados em Torreciudad. Além disso, em muitos casos tornou-se uma tradição voltar aqui todos os anos para venerar a imagem, reviver os costumes passados e entoar os hinos locais. E assim, deste santuário dos cortadores de lenha se desprendeu um ardor mariano internacional.

Josemaría Escrivá de Balaguer: "Quando se fala dos santuários dedicados à Virgem, diz-se que existem muitas imagens de Maria. Eu, pelo contrário, creio que existem poucas. E agora, com a ajuda de todos, com a oração e o sacrifício de todos, conseguimos edificar outro santuário que já existia no século XI."

Josemaría Escrivá de Balaguer: "Peçamos à Virgem Maria que nos doe abundantes graças espirituais que somente o Céu conhece. Aqueles que se dirigirão a Nossa Senhora para manifestar-lhe o seu amor, deverão claramente fazer votos, e Ela expandirá a graça do seu Filho através dos sacramentos e da penitência".

“Santa Maria, Mãe de Deus, Nossa Senhora de Torreciudad, há mais de nove séculos vigias sobre essas montanhas nas quais se reflectem a antiga Capela e a nova Torre que unem a fé de ontem àquela de hoje. Viemos aqui em busca da tua sombra para receber o corpo e o perdão do teu Filho; para rezar em silêncio e poder comunicar assim ao mundo a tua pureza e aquela que, através do teu amor, tu ofereces aos teus filhos”.

O Evangelho do dia 2 de junho de 2017

Depois de comerem, disse Jesus a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «Apascenta os Meus cordeiros». Voltou a perguntar pela segunda vez: «Simão, filho de João, amas-Me?». Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «Apascenta as Minhas ovelhas». Pela terceira vez disse-lhe: «Simão, filho de João, amas-Me?». Pedro ficou triste porque, pela terceira vez, lhe disse: «Amas-Me?», e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo». Jesus disse-lhe: «Apascenta as Minhas ovelhas». «Em verdade, em verdade te digo: Quando tu eras mais novo, cingias-te e ias onde desejavas; mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos e outro te cingirá e te levará para onde tu não queres». Disse isto, indicando com que género de morte havia Pedro de dar glória a Deus. Depois de assim ter falado, disse: «Segue-Me».

Jo 21, 15-19