N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Serenidade. – Por que te zangas?

Serenidade. – Por que te zangas, se zangando-te ofendes a Deus, incomodas os outros, passas tu mesmo um mau bocado... e por fim tens de te acalmar? (Caminho, 8)

Isso mesmo que disseste, di-lo noutro tom, sem ira, e ganhará força o teu raciocínio e, sobretudo não ofenderás a Deus. (Caminho, 9)

Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo ainda. – E depois, tranquilo e com a intenção purificada, não deixes de repreender. – Conseguirás mais com uma palavra afectuosa, do que ralhando três horas. – Modera o teu génio. (Caminho, 10)

Quando realmente te abandonares no Senhor, aprenderás a contentar-te com o que suceder, e a não perder a serenidade, se as tarefas – apesar de teres posto todo o teu empenho e empregado os meios convenientes – não saem a teu gosto... Porque terão "saído" como convém a Deus que saiam. (Sulco, 860)

Sendo para bem do próximo, não te cales, mas fala de modo amável, sem destemperança nem aborrecimento. (Forja, 960)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

No dia seguinte à sua chegada à Argentina recorda o sentido da viagem pela América: “Toda a Obra é uma grande catequese e qual o intuito da catequese? Dar a conhecer Deus, para que se pratique a religião verdadeira. Religião vem de religare ou religere, que significa ligar a alma com Deus ou mostrar Deus às almas para que elas ganhem intimidade com Ele. Nós tentamos levar as almas a Deus, não como com cerimónia, como uma visita que se faz uma vez ao ano, mas com intimidade”.

Exorcismo

O telemóvel tocou. Uma voz aflita do outro lado: "Sr. Padre, o João está muito mal. Podia vir vê-lo".

O sacerdote já conhecia o caso. Aquele rapaz tinha feito todos os exames possíveis exames: epilepsia, convulsões, tacs... De vez em quando, assim que a avó começava a rezar o terço, ele sentia-se mal e saía. Já tinha sido acólito. Uns dias antes, a avó tinha contado o caso ao sacerdote, que se aconselhou com outro sacerdote mais velho e com mais experiência.

Naquele dia, o rapaz gritava e nada nem ninguém o conseguia acalmar. Quando o sacerdote chegou, tremia de nervoso. Abriu o ritual dos exorcismos, e começou a rezar. O João gritava ainda mais alto. Depois da litânia dos santos, o sacerdote impôs-lhe as mãos. A pouco e pouco, à medida que ia recitando as orações de exorcismo, o João foi acalmando.

Depois de terminar, o sacerdote esperou um pouco. O João não se lembra de nada. Sente-se cansado. Pede ao sacerdote para conversarem um pouco. Os outros saem.

Ainda foi preciso repetir o exorcismo várias vezes. O João voltou a ir à Missa, a rezar o terço com a avó.

Há quem tenha mais medo dos exorcismos do que do demónio. Já houve tempos em que tinha dúvidas sobre estas coisas. À semelhança daquele cura de aldeia, a constatação directa destas realidades levou-me a mudar de opinião. O demónio existe mesmo e Jesus Cristo é o único que salva. Não são os méritos (ou desméritos, no meu caso) do sacerdote que contam. A oração de libertação resulta quando se tem fé. Resulta mesmo.

Publicada por JP em 8/24/2009 06:33:00 PM

Blogue “Ubi caritas” AQUI

Educação e Liberdade

«Como posso amar e respeitar a liberdade dos meus filhos, se isso significa que muitas vezes não serei obedecido? É possível educar na liberdade?» ― são perguntas de um jovem pai com alguns filhos na “encantadora” idade da adolescência.

A verdade é que educar na liberdade não é uma tarefa nada fácil. No entanto, é o único caminho para educar de verdade, porque toda a tarefa educativa apela à liberdade das pessoas. Educar é diferente de instruir ― e está a anos-luz do conceito “domesticar”. Por isso, educar na liberdade é um caminho que é necessário aprender constantemente a percorrer, e que obriga a saber recomeçar e rectificar quantas vezes for necessário. Os pais cristãos sabem que Deus não os deixa sozinhos nesse caminho tão importante e delicado ao mesmo tempo.

Bento XVI escreveu, numa carta sobre a tarefa urgente da educação das novas gerações, que este era o ponto mais delicado da matéria: o justo equilíbrio entre a liberdade e a disciplina.

Porque existem pais e educadores que, por afã desmedido de liberdade, não educam. E outros que, por afã desmedido de educar, não respeitam a liberdade. Ambos os extremos são igualmente errados. É sobretudo neste ponto que se nota que a educação não é uma técnica que se aprende de uma vez para sempre. Assemelha-se muito mais a uma arte que é necessário aperfeiçoar constantemente.

Não podemos confundir a autoridade ― sem a qual não há educação possível ― com o autoritarismo, caricatura da verdadeira autoridade. A “ditadura familiar” requer muito pouco talento e é, como todas as suas primas ditaduras, uma péssima estratégia a curto, médio e longo prazo.

Mandar é relativamente fácil. Conseguir ser obedecido já não o é tanto. E atenção: o objectivo da educação não se reduz a conseguir ser obedecido, por muito admiráveis que sejam os mandatos. O objectivo número um da educação é preparar os filhos para que possam escolher livremente o que é melhor para eles. Em poucas palavras: ensiná-los a usarem bem a sua liberdade.

Por isso, aquilo que exige uma verdadeira arte dos pais é conseguir que os filhos obedeçam num clima de liberdade, sem nunca terem a sensação de que se lhes “rouba” a justa capacidade de iniciativa a que têm direito, de acordo com a sua idade. A autonomia de uma criança não é a mesma de um adolescente ou de um jovem. Os filhos crescem e têm de aprender a ponderar e a decidir com responsabilidade pessoal.

Amar os filhos de verdade é amar a sua liberdade ― como Deus faz com cada um de nós. Apesar de todo o empenho que os pais ponham, sempre será necessário correr um justo risco da liberdade dos filhos. Só assim o seu crescimento é verdadeiramente seu: aprendem a ponderar, decidir, rectificar e recomeçar.

Valha uma comparação para terminar: uma planta não cresce porque o jardineiro a estique, mas porque faz seu o alimento que recebe.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Pátria

No próximo dia 10 de Junho ocorre mais um Dia de Portugal, de Camões e das comunidades, em tempos idos dito também da raça e do império. Como este já não existe e aquela nunca existiu, porque a nacionalidade portuguesa não se determina por nenhuma singularidade étnica exclusiva - haverá uma noção mais impura do que a de uma raça pura?! - mas antes resulta da miscigenação dos muitos povos que, ao longo do séculos, por aqui passaram. Paradoxal é que, em outros tempos, um judeu não pudesse, por essa razão, ser cidadão de uma nação cristã, nem admitido na Ordem de Cristo, à qual Jesus de Nazaré, pelo mesmo motivo, decerto também não poderia pertencer? Os racismos têm destas incongruências.

Resta assim a comemoração festiva da terra e do povo que somos. E com orgulho o somos. Não aquela soberba nacionalista, que se afirma no desprezo pelas outras nações, que vota a uma ignominiosa exclusão, mas na agradecida devoção a que o quarto mandamento da lei de Deus nos obriga, porque o amor aos pais há-de ser também ao seu país e às suas gentes, ou seja, à pátria. Seria pueril afirmar que os nossos pais, ou o nosso país, são os melhores do mundo, mas são os únicos que são nossos e, por isso, merecem, como mais ninguém, o nosso amor e devoção.

Está de moda falar mal de Portugal, caluniando as autoridades públicas, menosprezando os símbolos nacionais, esquecendo a nossa história e descrendo do seu futuro colectivo. Triste e vã maledicência. Outra é a atitude patriótica e cristã: louvar e agradecer, amar e bendizer, que é isso mesmo, dizer bem. Viva Portugal!

Gonçalo Portocarrero de Almada

O Evangelho do dia 8 de junho de 2017

Vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «O primeiro de todos os mandamentos é este: “Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças”. O segundo é este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há outro mandamento maior do que estes». Então o escriba disse-Lhe: «Mestre, disseste bem e com verdade que Deus é um só, e que não há outro fora d'Ele; e que amá-l'O com todo o coração, com todo o entendimento, com toda a alma, e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios». Vendo Jesus que tinha respondido sabiamente, disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». Desde então ninguém mais ousava interrogá-l'O.

Mc 12, 28b-34