N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Trabalha com alegria

Se afirmas que queres imitar Cristo... e te sobra tempo, andas por caminhos de tibieza. (Forja, 701)

As tarefas profissionais – também o trabalho do lar é uma profissão de primeira ordem – são testemunho da dignidade da criatura humana; ocasião de desenvolvimento da própria personalidade; vínculo de união com os outros; fonte de recursos; meio de contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos, e de fomentar o progresso da humanidade inteira...

Para um cristão estas perspectivas alongam-se e ampliam-se ainda mais, porque o trabalho – assumido por Cristo como realidade redimida e redentora – se converte em meio e em caminho de santidade, em tarefa concreta santificável e santificadora. (Forja, 702)

Trabalha com alegria, com paz, com presença de Deus.

Desta maneira realizarás a tua tarefa, além disso, com bom senso: chegarás até ao fim ainda que rendido pelo cansaço, acaba-la-ás bem... e as tuas obras agradarão a Deus. (Forja, 744)

Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com Nosso Senhor, que se alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional.

Vai com o pensamento ao Sacrário... e oferece a Nosso Senhor o trabalho que tiveres entre mãos. (Forja, 745)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Numa reunião com milhares de pessoas no Palácio de Congressos General San Martín, de Buenos Aires, comenta: “Não ficareis admirados se vos disser – porque vos parecerá lógico – que eu, esta manhã, na Santa Missa, me lembrei muito de vós; e também na acção de graças. Pedi ao Senhor por cada um, pelas suas preocupações, pelas suas ocupações, pelos seus afectos e interesses, pela saúde temporal, material e pela saúde espiritual, porque quero que sejais felizes”.

Um bom professor

Dar aulas não é o mesmo que expor uma matéria de um modo mais ou menos ordenado. Se fosse somente isso, era suficiente a leitura de bons livros.
Dar aulas é procurar activamente a aprendizagem dos alunos.
Para consegui-lo, um bom professor tem de estar disposto a esforçar-se a sério. Cuidar pormenores, ter o desejo constante de melhorar, encarar as aulas como aquilo que verdadeiramente são: uma obra de arte!
Por isso, nem sempre aquele que sabe muito é um bom professor.
Quem não sabe nada, nunca o poderá ser — por muito que divirta os alunos! No entanto, saber muito não basta para ser um docente eficaz.
Um bom professor deve estar motivado pela matéria e ser motor da motivação dos seus alunos. Tem de gostar dos alunos e gostar de dar aulas. Amar a sua nobre profissão e fomentar o desejo constante de ajudar os estudantes com os conhecimentos que transmite.
Ao preparar as aulas, a aprendizagem dos alunos é o seu objectivo número um. Não é o salário no fim do mês — a que tem justo direito se pôs esforço em ser um bom profissional.
Um bom professor não deseja descarregar matéria sobre as cabeças dos educandos e regressar a casa todo contente. O seu anseio é acender uma luz nas suas inteligências. Estimular a arte de pensar com as suas próprias cabeças.
Para alcançar este fim, um bom professor é consciente de que uma aula possui, como qualquer actuação em público, muitos elementos teatrais a que ele deve dar importância: lançamento da voz, presença motivadora, simpatia autêntica, clareza na exposição, amenidade oportuna.
E não se esquece de controlar um factor absolutamente fundamental: o tempo. Sabe que é muito melhor acabar a aula com os alunos encantados do que arrasados.
                                                       Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Opus Dei há sessenta e sete anos nesta data

A 16 de Junho de 1950: O Papa Pio XII concede a aprovação definitiva do Opus Dei: que possam admitir-se no Opus Dei pessoas casadas e adscrever-se à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz sacerdotes do clero secular.

Este foi o primeiro passo formal que levou à erecção da Prelatura Pessoal em 1982 pelo Papa João Paulo II e tendo nomeado na altura D. Álvaro del Portillo Prelado do Opus Dei.

«Resgatar o tempo, …

… é sacrificar, quando chegue o caso, os interesses presentes aos interesses eternos, que assim se compra a eternidade com a moeda do tempo»

(Santo Agostinho - Sermo 16,2)

Quão difícil é este resgate no mundo de hoje com os seus constantes apelos ao imediatismo. Ter a noção da efemeridade dos “bens” e “prazeres” que nos propõem se comparados com o verdadeiro bem, que é Deus Nosso Senhor e o Reino dos Céus, que Jesus Cristo Seu Filho nos anunciou, e com o real e verdadeiro prazer que é estarmos seguros do Seu amor eterno, é por si só uma enorme alegria.

Dirão os não crentes, jamais, trocar o certo pelo incerto, nunca! Realmente sem o elemento essencial da fé e o racionalismo que ela nos assegura, sim, porque ter-se fé é ser-se racional, diria mesmo arriscando-me a que me apelidem de arrogante, ter fé é um acto superior de inteligência e muitos que categoricamente afirmam não a ter, fazem-no por absoluta ignorância dos textos Sagrados e por incapacidade total de os compreender ou por pura mandriice de os ler, mas ler não chega, há que estudá-los, lendo em paralelo o que ao longo dos séculos, Padres, Doutores da Igreja, Santos e grandes teólogos sobre eles comentaram.

Ah! Para o fazer é necessário tempo, pois, mas esse tempo é já um resgate.

JPR

Autoridade na Igreja

A obediência [...], segundo alguns, já não seria nem ao menos uma virtude cristã, mas uma herança de um passado autoritário, dogmático, a ser, portanto, superado.

Com efeito, se a Igreja é a nossa Igreja, se a Igreja somos apenas nós, se as suas estruturas não são as que Cristo quis, então não se pode mais conceber a existência de uma hierarquia como serviço aos baptizados, estabelecida pelo próprio Senhor. Recusa-se o conceito de uma autoridade querida por Deus, de uma autoridade que tem a sua legitimidade em Deus, e não no consenso da maioria dos membros da organização, como acontece nas estruturas políticas.

Mas a Igreja de Cristo não é um partido, não é uma associação nem um clube: a sua estrutura profunda é ineliminável; não é democrática, e sim sacramental, e portanto hierárquica: porque a hierarquia baseada na sucessão apostólica é condição indispensável para obter a força e a realidade dos sacramentos. Aqui, a autoridade não se baseia em votações da maioria; baseia-se na autoridade do próprio Cristo, que quis fazer com que participassem dela homens que fossem os seus representantes até ao seu retorno definitivo. Só se poderá redescobrir a necessidade e a fecundidade católica da Igreja retomando essa visão de obediência à sua legítima hierarquia.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘A fé em crise?’ pag.32)

O Evangelho do dia 16 de junho de 2017

«Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. Por isso se o teu olho direito é para ti causa de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. E se a tua mão direita é para ti causa de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. «Também foi dito: “Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe libelo de repúdio”. Eu, porém, digo-vos: todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de união ilegítima, expõe-na a adultério; e o que desposar a mulher repudiada, comete adultério.

Mt 5, 27-32