N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Levai a carga uns dos outros

Diz o Senhor: "Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Nisto se conhecerá que sois meus discípulos". – E São Paulo: "Levai a carga uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo". – Eu não te digo nada. (Caminho, 385)

Olhando à nossa volta, talvez descobríssemos razões para pensar que a caridade é realmente uma virtude ilusória. Mas considerando as coisas com sentido sobrenatural, descobrirás também a raiz dessa esterilidade, que se cifra numa ausência de convívio intenso e contínuo, de tu a tu, com Nosso Senhor Jesus Cristo, e no desconhecimento da acção do Espírito Santo na alma, cujo primeiro fruto é precisamente a caridade.

Recolhendo um conselho do Apóstolo – levai uns as cargas dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo – acrescenta um Padre da Igreja: amando a Cristo, suportaremos facilmente a fraqueza dos outros, mesmo a daquele a quem ainda não amamos, porque não tem boas obras .

Por aí se eleva o caminho que nos faz crescer na caridade. Enganar-nos-íamos se imaginássemos que primeiro temos de nos exercitar em actividades humanitárias, em trabalhos de assistência, excluindo o amor do Senhor. Não descuidemos Cristo por causa do próximo que está enfermo, uma vez que devemos amar o enfermo por causa de Cristo.

Olhai constantemente para Jesus, que, sem deixar de ser Deus, se humilhou tomando a forma de servo para nos poder servir, porque só nessa mesma direcção se abrem os afãs por que vale a pena lutar. O amor procura a união, a identificação com a pessoa amada; e, ao unirmo-nos com Cristo, atrair-nos-á a ânsia de secundar a sua vida de entrega, de amor sem medida, de sacrifício até à morte. Cristo coloca-nos perante o dilema definitivo: ou consumirmos a existência de uma forma egoísta e solitária ou dedicarmo-nos com todas as forças a uma tarefa de serviço. (Amigos de Deus, 236)

São Josemaría Escrivá

Audiência (resumo) - Os Santos companheiros e testemunhas de Esperança

Locutor Os santos são, para nós, testemunhas e companheiros de esperança mostrando-nos que a vida cristã não é um ideal inatingível. São companheiros de nossa peregrinação nesta vida. Compartilharam as nossas lutas e fortalecem a nossa esperança de que o ódio e a morte não têm a última palavra na existência humana. Por isso, invocamos o auxílio dos santos nos sacramentos. No Batismo, os invocamos como irmãos mais velhos que já cruzaram a estrada fatigosa desta vida e encontram-se no abraço de Deus por toda a eternidade. No Matrimônio, eles vêm em socorro dos noivos que, ao assumirem um compromisso por toda a vida, sabem que precisam da graça de Deus para se manterem fiéis. Na Ordenação Sacerdotal, o candidato sabe que conta com a ajuda de todos os que estão no Paraíso para poder suportar o peso da missão que lhe é confiada. De fato, os santos nos lembram que, apesar das nossas fraquezas, a graça de Deus é maior nas nossas vidas. Por isso, devemos manter sempre viva a esperança de ser santos, pois este é o maior presente que podemos dar ao mundo.

Santo Padre Rivolgo un cordiale saluto a tutti i pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai fedeli di Jundiaí, São Carlos e Santo André. Cari amici, il mondo ha bisogno di santi e tutti noi, senza eccezioni, siamo chiamati alla santità. Non abbiamo paura! Con l’aiuto di quelli che sono già nel cielo, lasciamoci trasformare dalla grazia misericordiosa di Dio che è più potente di qualsiasi peccato. Iddio vi benedica sempre.

Locutor Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular os fiéis de Jundiaí, São Carlos e Santo André. Queridos amigos, o mundo precisa de santos e todos nós, sem exceção, somos chamados à santidade. Não tenhamos medo! Com a ajuda daqueles que já estão no céu, deixemo-nos transformar pela graça misericordiosa de Deus que é mais forte do que qualquer pecado. E que Ele sempre vos abençoe!

São Josemaría Escrivá nesta data em 1946

Vai pela primeira vez a Roma. Sai do porto de Barcelona no “J.J. Sister”. Anos mais tarde recordará esta viagem: “Vim a Roma, com a alma posta na minha Mãe a Virgem Santíssima e com uma fé ardente em Deus Nosso Senhor, a quem confiadamente invocava, dizendo: ecce nos reliquimus omnia, et secuti sumus te: quid ergo erit nobis?. Que será de nós, meu Pai?”.

Fé e filosofia

A fé precisa realmente da filosofia, ou a fé - que, em palavras de Santo Ambrósio, foi confiada a pescadores e não a dialéticos - é completamente independente da existência ou inexistência de uma filosofia aberta em relação a ela? Se se contempla a filosofia apenas como uma disciplina académica entre outras, então a fé é de facto independente dela. Mas o Papa [João Paulo II] entende a filosofia num sentido muito mais amplo e mais conforme com a sua origem. A filosofia pergunta-se se o homem pode conhecer a verdade, as verdades fundamentais sobre si mesmo, sobre a sua origem e o seu futuro, ou se vive numa penumbra que não é possível esclarecer e tem de enclausurar-se, em última análise, no âmbito da utilidade.

A característica própria da fé cristã no mundo das religiões é que afirma dizer-nos a verdade sobre Deus, o mundo e o homem, e que pretende ser a religio vera, a religião da verdade. [...] Mas isto significa o seguinte: a questão da verdade é a questão essencial da fé cristã, e, neste sentido, a fé tem inevitavelmente a ver com a filosofia.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Fe, verdade y cultura’)

Acreditar em Deus é ser intolerante?

É um facto histórico. S. Pio X, no dia 27 de Maio de 1906, beatificou 16 carmelitas de Compiègne, mártires durante a Revolução francesa. Corria o ano de 1794. No processo de condenação, as autoridades judiciais pronunciaram a seguinte sentença: «Condenadas à morte por fanatismo». Uma das religiosas, com grande simplicidade, perguntou: «Senhor juiz, por favor, que quer dizer fanatismo?». E o juiz respondeu: «É a vossa estúpida adesão à religião». Ela, dirigindo-se às outras carmelitas, disse-lhes: «Irmãs, vocês ouviram? Somos condenadas pela nossa adesão à fé católica. Acreditar em Deus é considerado um fanatismo e uma intolerância com os outros».

Fizeram-nas sair da prisão da Consiergerie e obrigaram-nas a dirigirem-se para o local do suplício, a Praça do Trono, já repleta de gente sedenta de sangue. Era o dia 17 de Julho. Ao chegarem perto da guilhotina, estas 16 mulheres que se preparavam para morrer, começaram a cantar o hino Veni Creator Spiritus. A morte, para um cristão, não tem nunca a última palavra. Este modo de actuar, numa situação humanamente tão difícil, manifestava tudo menos fanatismo e intolerância.

Mas o cântico começou a tornar-se cada vez mais débil, à medida que as suas cabeças caíam uma após a outra. Por fim ficou somente uma, a prioresa, Madre Teresa de Santo Agostinho. As suas últimas palavras foram estas: «O amor será sempre vitorioso, porque o amor vence sempre». Não condenou ninguém. Não morreu com ódio a ninguém. As suas últimas palavras foram um grito de esperança.

Ontem como hoje, marcar com a suspeita de intolerância todo aquele que defende convicções religiosas é uma atitude pouco tolerante. E com facilidade, quantas pessoas caiem imperceptivelmente neste erro. Muitas vezes defendem que uma opinião, para ser verdadeiramente tolerante, tem de ser completamente “laica”.

Parece que pôr este “adjectivo” é sinónimo de que se trata de algo neutro, que está por cima de qualquer tipo de debate, e que por isso deve ser aceite pacificamente por todos. E em nome de “verdades laicas”, que combatem sem tréguas qualquer tipo de “intolerância”, já se cortaram muitas cabeças.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

S. Luís Gonzaga, religioso, †1591

São Luís Gonzaga nasceu em Mântua, Itália, em 1568 e morreu com 23 anos de idade, em 1591. É o patrono da juventude, e o seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Recebeu educação esmerada e frequentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II.

Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Finalmente conseguiu realizar o seu ideal: entrar para a Companhia de Jesus. Entretanto, viveu ali apenas seis anos. Morreu mártir da caridade ao serviço daqueles atacados pela peste, em Roma, a 21 de Junho de 1591. A 21 de Julho de 1604 a mãe pôde venerar como Beato a Luís, seu filho primogénito. Deixou a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos. Morreu aos 24 anos. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e pelo mesmo Papa dado como padroeiro à juventude que estuda.

O Evangelho do dia 21 de junho de 2017

«Guardai-vos de fazer as boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles. De contrário não tereis direito à recompensa do vosso Pai que está nos céus. «Quando, pois, dás esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, quando dás esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, ora a teu Pai; e teu Pai, que vê o que se passa em segredo, te dará a recompensa.  «Quando jejuais, não vos mostreis tristes como os hipócritas que desfiguram o rosto para mostrar aos homens que jejuam. Na verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto, a fim de que não pareça aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está presente no oculto, e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

Mt 6, 1-6.16-18