N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre...

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)

A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?

Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

São Josemaria adoeceu durante a catequese no Perú. No diário da estada de São Josemaria em Lima, lê-se: «Hoje voltou a levantar-se um tempo curto, mas, por prescrição médica ainda não celebrou a Santa Missa. É um exemplo para todos ver a dor do Padre por não poder celebrar mas, como põe tanto esforço, o cansaço da Santa Missa não lhe faria bem e poderia atrasar a sua recuperação». Por indicação do médico teve de ficar de cama o resto da semana. Chegavam-lhe flores, doces, cartas, com o afeto e as orações de todos os seus filhos para que se restabelecesse.

Relativismo, Palpite e Desorientação

Também na Igreja há um pluralismo teológico; mas também nela existem o certo e o errado, a verdade e o seu avesso. Daí a necessária fidelidade às três vertentes da doutrina católica: a Revelação, o Magistério e a Tradição.

Vivemos numa época em que a negação de verdades é vista como um serviço à liberdade e evidência de sensatez; afirmá-las, ao contrário, é dar sinais de prepotência intelectual. “Tudo é relativo”, proclama-se, enquanto se anuncia que a experiência individual (individualismo) ou comunitária (coletivismo) são as únicas (e portanto variáveis) fontes do conhecimento. Com isso, valoriza-se o palpite: “Aqui, você, ou vocês, decidem (legitimamente) sobre tudo!”.


Vamos por partes. Quem diz que tudo é relativo afirma o relativismo como uma verdade; ora, se tudo for relativo também essa “verdade” será relativa e a própria frase destrói o que pretende ensinar, a menos que admitamos o relativismo como a única verdade não-relativa (coisa que a vida se encarrega de desmentir). Por outro lado, na ausência da verdade tudo se desorienta porque ela é o norte em relação ao qual a liberdade se exerce. A crise dos valores morais, o mau uso dos valores materiais e a decadência ética são sintomas desse mesmo engano.


A própria Igreja não está isenta à influência do relativismo e não são poucos os que dão mais valor ao que as pessoas acham do que ao Espírito Santo. Aqui é preciso distinguir algumas coisas e penso que a analogia com certas áreas de conhecimento revela-se útil para a compreensão. Verificam-se diferentes entendimentos, por exemplo, entre correntes médicas ou de engenharia, e há adeptos para todas as tendências que se possa conceber. Mas existe o erro objetivo: a receita errada, a fórmula errada, o cálculo errado.


Também na Igreja há um pluralismo teológico; mas também nela existem o certo e o errado, a verdade e o seu avesso. Daí a necessária fidelidade às três vertentes da doutrina católica: a Revelação, o Magistério e a Tradição. Como ouvi certa vez, Revelação nada tem a ver com fotografia, Magistério nada a ver com Cpers e Tradição nada a ver com CTG. As três legítimas e sagradas fontes - Revelação, Magistério e Tradição - são complementares entre si e situam-se fora do alcance dos palpiteiros de toda ordem.


Assim como Deus ao entregar as tábuas da Lei a Moisés não pediu lhe a opinião nem lhe recomendou que a submetesse a uma assembleia do povo para colher palpites e emendas, assim também a sã doutrina, religiosa, moral e social, não se legitima fora de suas adequadas origens.


Fonte AQUI

Fundamentalismo

O fundamentalismo, de acordo com o seu sentido originário, é uma corrente surgida no protestantismo norte-americano do século XIX, que se pronunciou contra o evolucionismo e a crítica bíblica, e que, junto com a defesa da absoluta infalibilidade da Escritura, tentou proporcionar um sólido fundamento cristão contra os dois. Sem dúvida, há analogias com esta posição noutros universos espirituais, mas se a analogia for convertida em identidade, incorre-se numa simplificação errónea.

Dessa fórmula, extraiu-se uma chave demasiado simplificada através da qual se pretende dividir o mundo em duas metades, uma boa e a outra má. A linha do pretenso fundamentalismo estende-se então desde o âmbito protestante e católico até ao islâmico e marxista. A diferença de conteúdos já não conta para nada. Fundamentalista seria sempre aquele que tem convicções firmes, e por isso actuaria como factor criador de conflitos e inimigo do progresso. Boa seria, pelo contrário, a dúvida, a luta contra antigas convicções, e com isso seriam bons todos os movimentos modernos não dogmáticos ou anti dogmáticos. Mas, como é evidente, se se parte de um esquema classificativo puramente formal, não se pode interpretar realmente o mundo.

(Cardeal Joseph Ratzinger in "El fundamentalismo islâmico", em ‘Una mirada a Europa’, Rialp, Madrid, 1993)

S. Elias, séc. IX a.C

O profeta Elias nasceu em Tisbé e foi contemporâneo do rei Acab e da rainha Jezabel. E morreu depois deles, julgando-se que ainda vivia no ano 850 antes de Cristo. Mas pouco mais se sabe. A sua memória perdurou como a de um homem de Deus.

«Então surgiu um profeta como um fogo cujas palavras era um forno aceso» (Ecle.48,1). O profeta é Elias. A Ordem do Carmo reconhece-o como seu pai e inspirador espiritual. Na verdade o primeiro grupo de Carmelitas ao fixar-se no Monte Carmelo escolheu viver no lugar junto à fonte de Elias. Este lugar forneceu o nome ao grupo – Carmelitas – e marcou profundamente o seu carisma. Elias, porém não foi um legislador ou organizador, não foi um chefe com inclinações para estruturar fosse o que fosse. Não escreveu nada sobre oração, não o vemos a passar longas horas em oração (embora certamente as tenha passado). Porém, o seu amor aos lugares solitários fez com que os habitasse e os enchesse de sentido com a sua presença de homem de Deus. No Carmelo um homem de Deus – Elias –, viveu apenas para Deus porque a única ocupação que vale a pena é contemplar a beleza de Deus.

Para o peregrino que visitava a Terra Santa, o Monte Carmelo era o lugar onde Elias vivera. Elias escolhera a Montanha do Carmelo para, no silêncio e na solidão, saborear a presença de Deus; aí levou uma vida eremítica e travou uma grande e decisivo duelo contra os profetas de Baal, que levavam o povo de Israel à idolatria. No ponto mais alto do monte Elias venceu o desafio e provou aos israelitas (rei incluído) que Jahvé, o Senhor Deus, é o único e verdadeiro Deus.

Elias é líder espiritual, mas essencialmente é um profeta e um homem de Deus. As suas primeiras palavras são como que um grito de guerra que saem da sua boca para afirmar: «Vive Deus!». Ao escolher viver no Monte Carmelo, nas proximidades da fonte de Elias, os Carmelitas exprimiam o desejo de imitar o Profeta, pois também eles desejam adorar o único Deus verdadeiro e mostrá-lo ao povo. O nome Elias significa «Deus é meu o Senhor». A sua fé no único Deus – fé amadurecida na provação – impressionou muitíssimas gerações de homens e mulheres crentes. Na Sagrada Escritura o profeta Elias aparece como o homem que caminha sempre na presença de Deus...

O seu lema era «ardo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos».

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 20 de julho de 2017

O «Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo leve».

Mt 11, 28-30