N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 30 de julho de 2017

Maria Knotenlöserin, the grandmother, the children and the drowned man

Vontade, energia, exemplo

Vontade. – Energia. – Exemplo. – O que é preciso fazer, faz-se... Sem hesitar... Sem contemplações... Sem isso, nem Cisneros* teria sido Cisneros; nem Teresa de Ahumada, Santa Teresa...; nem Iñigo de Loyola, Santo Inácio... Deus e audácia! – "Regnare Christum volumus!" (Caminho, 11)

"Miles", soldado, chama o Apóstolo ao cristão. Pois nesta bendita e cristã luta de amor e de paz pela felicidade de todas as almas, há, dentro das fileiras de Deus, soldados cansados, famintos, magoados pelas feridas... mas alegres: trazem no coração a luz certa da vitória. (Sulco, 75)

Não sabes se será fraqueza física ou uma espécie de cansaço interior que se apoderou de ti, ou as duas coisas ao mesmo tempo... Lutas sem luta, sem o empenho de uma autêntica melhoria positiva, para pegar a alegria e o amor de Cristo às almas.

Quero lembrar-te as palavras claras do Espírito Santo: só será coroado quem tiver lutado "legitime" – deveras!–, apesar dos pesares. (Sulco, 163)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1954

“Este Pedro é um encanto; trabalha maravilhosamente e, como é muito esperto, sabe explorar muito bem, até comigo, a graça e as virtudes humanas que Deus lhe deu”, escreve numa carta aos pais de Pedro Casciaro, falando-lhes do filho. O Pe. Pedro Casciaro tinha iniciado o trabalho apostólico do Opus Dei no México em 1949.

Bom Domingo do Senhor!

Sigamos a sugestão que o Senhor nos fala no Evangelho de hoje (Mt 13, 44-52) e demos-Lhe tudo certos que Ele nos chamará para a Felicidade Eterna no Reino do Céu.

Obrigado Senhor pela Tua infinita bondade!

Maria Knotenlöserin, a avó, as crianças e o afogado

Como pegar num dilema moral que só tem alternativas más? Se nos inclinamos para um lado, morre a avó; se nos inclinamos para o outro, despenha-se um autocarro com crianças; e se não fizermos nada, alguém morre afogado. Qual a solução? Na cidade bávara de Augsburgo, na igreja jesuíta de Sankt Peter am Perlach, a solução está pintada num quadro.

Corria o ano de 1615. O casal Wolfgang e Sophie vivia numa complicação tremenda que ia acabar em divórcio. Na iminência da desgraça, o marido pede ajuda ao Pe. Jakob Rem S.J., que, não podendo fazer por si grande coisa, pede com eles ajuda a Nossa Senhora. A vida daquela família era um nunca mais acabar de nós-cegos, mas Maria foi-os desatando, um a um, e voltou a paz.

Maria Knotenlöserin, na igreja jesuíta
de Sankt Peter am Perlach
Para agradecer o milagre, o neto Hieronymus encomendou e ofereceu à igreja de Sankt Peter um quadro de Maria Desatadora dos Nós (Maria Knotenlöserin). Nuvens de anjos rodeiam Nossa Senhora, mas dois destacam-se em primeiro plano. Um anjo passa-lhe uma fita emaranhada e o outro recebe a fita direita.

A imagem está carregada de símbolos bíblicos. No rodapé, o anjo Rafael guia Tobias para um bom casamento. Maria aparece como Esposa do Espírito Santo, representado em forma de pomba no cimo do quadro, a iluminar toda a cena. A figura de Maria corresponde à descrição do Apocalipse: uma mulher vestida de sol, a lua a seus pés, sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas, pisando com o pé o dragão infernal. Este gesto contrapõe Maria a Eva, a mãe universal, que se deixou enganar pela serpente. Maria é a nova Eva, prometida por Deus no livro do Génesis «...esmagará com o calcanhar a cabeça da serpente». Maria, concebida sem Pecado Original, é a vencedora do mal. Santo Ireneu de Lião, um grande sábio e santo do século II, expressou esta contraposição numa frase que se repete na liturgia católica e é citada pelo próprio Concílio Vaticano II: «o nó atado pela desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou com a sua incredulidade, a virgem Maria desatou-o com a sua fé».

Os nós mais complicados são os que ferem o amor sensível e belo, como aquele amor que ronda a loucura, de um homem e uma mulher que se entregam mutuamente no casamento, com toda a intensidade, para toda a vida. Mais forte ainda que a vontade humana, o vínculo desse amor é divino: «não separe o homem o que Deus uniu!», foi o aviso de Jesus àqueles que se propõem rebentar as fitas quando não são capazes de desatar os nós.

O Pe. Bergoglio, que se tornaria mais tarde o Papa Francisco, teve oportunidade de ver este quadro na igreja de Sankt Peter no ano de 1986 e percebeu que tinha encontrado a solução para a dificuldade das nossas famílias, amarradas por tantos nós impossíveis de desfazer. Levou para a Argentina uma grande quantidade de reproduções e promoveu que se colocasse uma pintura igual numa igreja de Buenos Aires. A devoção a Maria Desatadora dos Nós juntou imediatamente dezenas de milhares de pessoas e multidões crescentes cada ano, impelidas pela necessidade e agradecidas a Maria por tantos nós que as suas mãos já desfizeram milagrosamente.

Em alemão, aglutinam-se frequentemente vários substantivos numa só palavra, como é o caso de «Knotenlöserin» e os argentinos copiaram a devoção alemã tão à letra que cunharam a palavra «Desatanudos», tudo pegado.

As multidões que acorriam ao santuário de «María Desatanudos» em Buenos Aires foram tão grandes, os efeitos da confiança em Maria tão inesperados, que Bergoglio comentou alguma vez que nunca se tinha sentido tanto nas mãos de Deus.

Em Fátima, citando Paulo VI, lembrou que «se queremos ser cristãos, devemos ser marianos; isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e nos abre o caminho que leva a Ele», mesmo que seja um caminho cheio de nós. Porque ainda está para aparecer um nó que lhe resista.

José Maria C.S. André
30-VII-2017
Spe Deus

Medo da maternidade

Há um medo da maternidade que se apodera de grande parte dos nossos contemporâneos. Esse medo sinaliza algo mais profundo: o outro [o filho] converte-se num adversário que se apossa de uma parte da minha vida, numa ameaça para o meu ser, para o meu livre desenvolvimento. Hoje não há uma filosofia do amor, mas apenas uma filosofia do egoísmo. [...] A possibilidade de enriquecer-me na entrega, de reencontrar-me a partir do outro e através do meu ser para o outro, é rejeitada como uma visão idealista. É exatamente aqui que o homem se engana.

Desaconselha-se o amor. Em última análise, desaconselha-se ser homem.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Avvennire’ Setembro 2000)

A minha fragilidade e a minha reserva

São tão avassaladoras as notícias de perseguição de cristãos em tantas partes do mundo e de atos de violência diários que me sinto reduzido à arma que o Senhor me ofereceu, rezar, rezar muito dialogando diretamente com ele, “pressionando-O” pedindo a intercessão da Virgem Maria e dos Santos da minha devoção. Chega? Não, é evidente que não, mas é o que tenho ao meu alcance e se juntar às minhas preces as do Santo Padre e de tantos milhões de cristãos, aí sim, creio que fará diferença.

Por outro lado, constato que sou atípico, porque me incomoda a utilização da desgraça para exteriorizar a minha piedade. Perguntar-se-ão, mas este texto não é uma expressão disso mesmo? A intenção não é essa, mas sim apelar à oração e ao pudor de a não publicitar aos quatro ventos como se estivéssemos a fazer algo mais do que de facto o Senhor nos pede. Não, não somos nenhuns santinhos piedosos, devemos ser sim, cristãos que rezam fechados no quarto.

Compartilhar as nossas preocupações e devoções é positivo e útil, fazê-lo ad nauseam é uma forma de piedade vaidosa.

Que o Senhor nos ajude a atuarmos sempre em conformidade com os Seus ensinamentos.

JPR 

S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, †450

São Pedro Crisólogo nasceu em Ímola no ano 380 e mereceu o apelido de Crisólogo, isto é, "Palavra de Ouro", por ser autor de estupendos sermões, ricos de doutrina, que lhe deram também o título de doutor da Igreja, decretado no ano 1729 pelo Papa Bento XIII. Dele se conservam cerca de 200 sermões. Numa homilia define o avarento como "escravo do dinheiro, mas o dinheiro - acrescenta - é o escravo do misericordioso. " É fácil entender o significado desta prédica. Sua pregação colocava insistentemente em evidência o amor paternal de Deus: "Deus prefere ser amado a ser temido". Humildes e poderosos escutava-os ele com igual condescendência e caridade. A imperatriz Gala Placídia teve-o como conselheiro e amigo.

Eleito Bispo de Ravena no ano 424, Pedro Crisólogo mostrou-se bom pastor, prudente e sem ambiguidades doutrinais. Sua autoridade era reconhecida em largo raio da Igreja. São Pedro Crisólogo disse certa vez: "Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros; ninguém para si" (op.cit.p.407).

São Pedro Crisólogo morreu no dia 31 de Julho do ano 451, em Ímola. 

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Vende tudo o que possui»

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia na Capadócia, doutor da Igreja
Regras Monásticas, Regras Maiores, § 8


Nosso Senhor Jesus Cristo insistiu vivamente no seguinte, muitas vezes: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16,24). […] E noutro passo: «Se queres ser perfeito, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres»; ao que acrescenta : «depois, vem e segue-Me» (Mt 19,21).

Para aquele que sabe compreender, a parábola do negociante quer dizer a mesma coisa: «O Reino dos céus é semelhante a um negociante à procura de pedras preciosas; assim que encontrou uma de grande valor, corre a vender tudo o que tem, para poder comprá-la.» A pedra preciosa designa indubitavelmente o Reino dos céus, e o Senhor mostra-nos que nos é impossível obtê-lo se não abandonarmos tudo o que possuímos: riqueza, glória, nobreza de nascimento e tudo aquilo que tantos outros buscam avidamente.

O Senhor declarou ainda que é impossível ocuparmo-nos convenientemente do que fazemos quando o espírito é solicitado por diversas coisas: «Ninguém pode servir a dois senhores», disse (Mt 6,24). Por isso, «o tesouro que está no céu» é o único que podemos escolher para a ele ligarmos o coração: «Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração» (Mt 6,20ss). […] Em suma, trata-se de transportarmos o nosso coração para a vida do céu, de maneira que possamos dizer: «A cidade a que pertencemos está nos céus» (Fil 3,20). Trata-se, sobretudo, de começarmos a tornar-nos semelhantes a Cristo, «que, sendo rico, Se fez pobre» por nós (2Cor 8,9).