N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ele te dará a sua força

Em momentos de esgotamento, de fastio, recorre confiadamente ao Senhor, dizendo-lhe como aquele nosso amigo: "Jesus, vê lá o que fazes...: antes de começar a luta, já estou cansado". Ele te dará a sua força. (Forja, 244)

– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?
– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...
Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)

Jesus, que suscitou as nossas ansiedades, vem ao nosso encontro e diz-nos: se alguém tem sede, venha a Mim e beba. E oferece-nos o seu Coração, para encontrarmos nele o nosso repouso e a nossa fortaleza. Se aceitarmos o seu chamamento, veremos como as suas palavras são verdadeiras, e aumentará a nossa fome e a nossa sede, até desejarmos que Deus estabeleça no nosso coração o lugar do seu repouso e não afaste de nós o seu calor e a sua luz. (Cristo que passa, 170)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1940

“Muito querida mãe e muitos queridos Cármen e Santiago. Jesus vos guarde! Recordo-me muito de vós e peço ao Senhor que vos dê alegria para continuarem a ajudar-nos no nosso trabalho. Espero que, dentro de poucos meses, o esforço que Deus e eu vos pediremos seja menos intenso. Entretanto, fazei-o por Ele”, escreve numa carta à sua família.

A santidade

E fixo-me agora noutra das notas características da Igreja: a santidade. Bento XVI, para nos ajudar a fruir desta realidade, indicava que, ao longo deste ano, «será decisivo voltar a percorrer a história da nossa fé, que contempla o mistério insondável da encruzilhada da santidade com o pecado» [4]. Refletir sobre a santidade da Igreja, manifestada na sua doutrina, nas suas instituições, em tantas filhas e filhos seus ao longo da história, levar-nos-á a uma profunda ação de graças ao Deus três vezes santo, fonte de toda a santidade, a saber que estamos contidos na manifestação de amor da Santíssima Trindade por nós: como recorremos diariamente a cada Pessoa divina? Sentimos a necessidade de as amar, distinguindo cada uma?

Ao expor a natureza da Igreja, o Concílio Vaticano II destaca três aspectos nos quais o seu mistério se exprime com maior propriedade: o Povo de Deus, o Corpo Místico de Cristo, o Templo do Espírito Santo; e o Catecismo da Igreja Católica desenvolve-os amplamente [5]. Reverbera em cada um a nota da santidade, que, tal como as restantes notas, distingue a Igreja de qualquer agrupamento humano.

A denominação Povo de Deus remete para o Antigo Testamento. Yahvé escolheu Israel como seu povo peculiar, como anúncio e antecipação do definitivo Povo de Deus, que Jesus Cristo iria estabelecer mediante o sacrifício da Cruz. Vós sois linhagem escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido em propriedade, para que apregoeis as maravilhas d’Aquele que vos chamou das trevas à sua admirável luz [6]. Gens Sancta, povo santo, composto por criaturas com misérias. Esta aparente contradição marca um aspecto do mistério da Igreja. A Igreja, que é divina, é também humana, porque está formada por homens e os homens têm defeitos: omnes hómines terra et cinis (Sir 17, 31), todos somos pó e cinza [7].

Esta realidade deve levar-nos à contrição, à dor de amor, à reparação, mas nunca ao desalento ou ao pessimismo. Não esqueçamos que o próprio Jesus comparou a Igreja com um campo em que crescem juntos o trigo e o joio; com uma rede de arrasto que apanha peixes bons e maus e que só no final dos tempos se fará a separação definitiva entre uns e outros [8]. Ao mesmo tempo, consideremos que já agora, na terra, o bem é maior que o mal, a graça mais forte que o pecado, ainda que a sua ação seja por vezes menos visível. Mas acontece que a santidade pessoal de tantos fiéis - dantes e de agora - não é uma coisa aparatosa. É frequente que não a descubramos nas pessoas normais, correntes e santas, que trabalham e convivem no meio de nós. Para um olhar terreno o pecado e as faltas de fidelidade, ressaltam mais; chamam mais a atenção [9]. Nosso Senhor quer que os seus filhos e filhas no Opus Dei, e tantos outros cristãos, recordem a todos os homens e mulheres que receberam essa vocação para a santidade e hão de esforçar-se por corresponder à graça e ser pessoalmente santos [10].

[4]. Bento XVI, Carta apost. Porta fídei, 11-X-2011, n. 13.
[5]. Cfr. Catecismo da Igreja Católica, nn. 781-810.
[6]. 1 Pe 2, 9.
[7]. S. Josemaria, Homilia Lealdade à Igreja, 4-VI-1972.
[8]. Cfr. Mt 13, 24-30; 47-50.
[9]. S. Josemaria, Homilia Lealdade à Igreja, 4-VI-1972.
[10]. S. Josemaria, Homilia Lealdade à Igreja, 4-VI-1972.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Exercícios Espirituais de Santo Ignacio de Loyola (1491-1556)

Santo Inácio de Loyola foi sobretudo um homem de Deus

Santo Inácio de Loiola foi antes de tudo um homem de Deus, que colocou no primeiro lugar da sua vida Deus, para sua maior glória e serviço; foi um homem de oração profunda, que tinha o seu centro e o seu ápice na Celebração eucarística quotidiana. Desta forma ele deixou aos seus seguidores uma herança espiritual preciosa que não deve ser perdida nem esquecida. Precisamente porque foi um homem de Deus, Santo Inácio foi servidor fiel da Igreja, na qual viu e venerou a esposa do Senhor e a mãe dos cristãos. E do desejo de servir a Igreja do modo mais útil e eficaz surgiu o voto de especial obediência ao Papa, por ele mesmo qualificado como "o nosso princípio e principal fundamento" (MI, Série III, I, pág. 162). Este carácter eclesial, tão específico da Companhia de Jesus, continue a estar presente nas vossas pessoas e na vossa actividade apostólica, queridos Jesuítas, para que possais ir fielmente ao encontro das actuais necessidades urgentes da Igreja. Entre elas parece-me importante assinalar o compromisso cultural nos campos da teologia e da filosofia, tradicionais âmbitos de presença apostólica da Companhia de Jesus, assim como o diálogo com a cultura moderna, que se por um lado se orgulha pelos maravilhosos progressos no campo científico, permanece fortemente marcada pelo cientismo positivista e materialista. Sem dúvida, o esforço de promover em cordial colaboração com as outras realidades eclesiais, uma cultura inspirada nos valores do Evangelho, exige uma intensa preparação espiritual e cultural. Precisamente por isto, Santo Inácio quis que os jovens jesuítas fossem formados durante longos anos na vida espiritual e nos estudos. É bom que esta tradição seja mantida e fortalecida, considerando também a crescente complexidade e vastidão da cultura moderna. Outra grande preocupação para ele foram a educação cristã e a formação cultural dos jovens: para isso procurou incrementar a instrução dos "colégios", os quais, depois da sua morte, se difundiram na Europa e no mundo. Continuai, queridos Jesuítas, este importante apostolado mantendo inalterado o espírito do vosso Fundador.

(Bento XVI no encontro com os participantes de uma Peregrinação organizada pela Companhia de Jesus em 22.06.2006)

Santo Inácio de Loyola - Fundador da Companhia de Jesus

«Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, minha memória, minha inteligência e toda a minha vontade, tudo o que tenho e possuo. De vós recebi; a vós, Senhor o restituo. Tudo é vosso; disponde de tudo inteiramente, segundo a vossa vontade. Dai-me o vosso amor e graça, que esta me basta».

(S. Inácio de Loyola - “Exercícios Espirituais”)

«sem equívocos nem hesitações, o seu caminho específico para Deus, como Santo Inácio traçou na ‘Formula instituti’: a fidelidade amorosa ao vosso carisma será uma fonte segura de fecundidade renovada»

(São João Paulo II - “Insegnamenti”, vol. XVIII/1, 1995, pág. 26)

«(…) a proposta de Santo Inácio de Loyola, dos retiros espirituais em casa, sem ser preciso sair de casa para se retirar para um convento ou para um mosteiro. Basta ir uma hora e meia por semana à Igreja para receber meditação e reflexão e depois leva-se trabalho para casa, para se fazer os retiros espirituais em casa. Nós temos coisas belíssimas e preciosas da nossa tradição, somos chamados como o escriba do Evangelho ‘a tirar coisas novas dos tesouros antigos’».

(D. António Marto, ao tempo Bispo de Viseu, hoje Bispo de Leiria-Fátima em 15-XI-2003)

O Evangelho do dia 31 de julho de 2017

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: «O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes, mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças e chega a tornar-se uma árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha até que tudo esteja fermentado». Todas estas coisas disse Jesus ao povo em parábolas; e não lhes falava sem parábolas, a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo profeta, que diz: “Abrirei em parábolas a Minha boca, publicarei as coisas escondidas desde a criação do mundo”».

Mt 13, 31-35