N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Amar a Cristo...

Senhor Jesus Cristo, Tu que foste e és o Sumo Sacerdote, instituíste o Sacramento da Ordem enviando os Apóstolos a pregar, curar e perdoar.

Graças a este Sacramento, na Tua infinita bondade ofereceste-nos tantos e muitos bons sacerdotes que agem in persona Christi Capitis (na pessoa de Cristo Cabeça). É por eles que hoje vos rogamos para que os protegeis e também manifestamos a nossa maior gratidão por todos aqueles Teus excepcionais filhos que colocaste no nosso percurso de vida e que nos ajudam a ser melhores cristãos e seres humanos.

Pedimos-Te ainda, amado Jesus, por todos aqueles que na sua condição humana cometeram ou ainda cometem pecados graves, para que cheios do Teu Espírito com humildade se arrependam e se abandonem totalmente em Ti.

Louvado sejais hoje e sempre na pessoa de todos aqueles que actuam em Teu nome!

JPR

A verdade sobre nós próprios

Qualquer criança intui que está neste mundo por algum motivo. Diante da clássica pergunta: «Que queres ser quando fores grande?», não lhe passa pela cabeça responder: «Nada». Se o fizer, como diz H. Azevedo, é conveniente pôr-lhe o termômetro. O mais natural é que a criança pressinta que está chamada a representar o seu papel no teatro desta vida.

Um cristão sabe que não há nenhum papel mais maravilhoso para “representar” do que aquele que Deus tem previsto para ele. A este “papel” chamamos vocação.

A vocação não é outra coisa que o encontro com a verdade sobre nós próprios. É uma verdade que dá sentido à nossa vida. É uma verdade que responde à pergunta mais radical: porque é que eu existo?

A vocação, além disso, é uma verdade que interpela directamente o sentido que possui a liberdade. Sou livre para quê? Tanto faz escolher uma coisa como outra? Será que sou livre apenas para escolher a pasta de dentes num supermercado?

Se a liberdade é vista somente como uma capacidade de escolha, então, logicamente, qualquer vocação é considerada como um atentado contra essa mesma liberdade. Atentado porque diminui as capacidades de escolha no futuro.

Como conjugar, então, a liberdade com o assumir compromissos para sempre? Não será que seguir a própria vocação é ser menos livre?

Assim como a renúncia ao mal não implica nunca uma perda de liberdade — porque o mal não liberta, mas escraviza — o compromisso com o que Deus quer para cada um de nós também não. Como Deus se identifica com o Amor, as “obrigações” que exige esse Amor não só não diminuem a liberdade, como elevam e libertam a conduta de realidades sem importância, apreensões ridículas e ambições mesquinhas. O compromisso vocacional livremente assumido e mantido anima a voar alto, sem temor, com os olhos postos na meta.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Fazendo com amor as pequenas coisas

De longe – além, no horizonte – parece que o céu se une à terra. Não te esqueças de que, na realidade, onde a Terra e o Céu se unem é no teu coração de filho de Deus. (Sulco, 309)

Esta doutrina da Sagrada Escritura, que se encontra, como sabeis, no próprio cerne do espírito do Opus Dei, há-de levar-vos a realizar o vosso trabalho com perfeição, a amar a Deus e os homens fazendo com amor as pequenas coisas da vossa jornada habitual, descobrindo esse quê divino que está encerrado nos pormenores. Que bem se enquadram aqui aqueles versos do poeta de Castela: Devagar, e boa letra;/que fazer as coisas bem/ importa mais que fazê-las 

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente a vida de cada dia... (Temas Actuais do Cristianismo, 116)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1940

Encontra-se em León pregando um retiro a sacerdotes. Daí, escreve uma carta aos fiéis do Opus Dei que estão em Madrid: “Tenho, neste retiro, cento e vinte sacerdotes. Muito trabalho, como são admiráveis, mal se nota o cansaço”.

Cor Mariae dulcissimum, iter para tutum

No dia 15 de agosto de 2007, Bento XVI, mencionando a Antífona de entrada da Santa Misa – um sinal grandioso apareceu no Céu: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça [1] – comentava que essa mulher «é Nossa Senhora, Maria totalmente revestida de sol, ou seja, de Deus, Maria que vive totalmente em Deus (...). Circundada pelas doze estrelas, isto é, pelas doze tribos de Israel, por todo o Povo de Deus, por toda a comunhão dos santos, tendo aos pés a lua, imagem da morte e da mortalidade (...). Assim, posta na glória, tendo ultrapassado a morte, diz-nos: ânimo, no fim vence o amor! A minha vida consistia em dizer: sou a serva de Deus, a minha vida era dom de mim mesma, por Deus e pelo próximo. E agora esta vida de serviço chega à verdadeira vida» [2]. Esta exaltação da Virgem traz à memória a fé com que S. Josemaria, desde 1951, repetiu Cor Mariae dulcissimum, iter para tutumacolhendo-se à sua intercessão.

Passados sete dias, na festa de Santa Maria Rainha, a liturgia apresenta Nossa Senhora à direita de Cristo, revestida de beleza e de glória [3]. São palavras cheias de conteúdo que, no entanto, não conseguem exprimir a grandeza da Mãe de Deus. Enchemo-nos de admiração ao contemplar, no quinto mistério glorioso do Santo Rosário, que, a Maria, o Pai, o Filho e o Espírito Santo coroam-na como Imperatriz que é do Universo. E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos…, e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos…, e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos…, e todos os pecadores e tu e eu [4].
cheia de graça desde a sua Conceição imaculada, foi crescendo cada vez mais em santidade mediante a sua entrega plena a Deus, até ser coroada como Rainha dos céus e da terra; uma Rainha do Céu que é nossa Mãe, e que nos convida a lutar para corresponder a Deus, com alegria e generosidade total. Aproveitemo­‑nos da sua poderosa intercessão e sigamos o conselho do nosso Padre: com atrevimento filial, une-te a essa festa do Céu. Eu coroo a Mãe de Deus e minha Mãe com as minhas misérias purificadas, porque não tenho pedras preciosas nem virtudes.
- Ânimo! [5].
[1] Missal Romano, Assunção de Nossa Senhora, Antífona de entrada (cfr. Ap 12, 1).
[2] Bento XVI, Homilia, 15-VIII-2007.
[3] Missal Romano, Festa de Santa Maria Rainha, Antífona de entrada (cfr. Sl 44 [43], 10).
[4] S. Josemaria, Santo Rosário, 5º mistério glorioso.
[5] S. Josemaria, Forja, n. 285.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de agosto de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Apostolado pelos Sacerdotes

«Vivamos para as almas, sejamos apóstolas, salvemos sobretudo as almas dos sacerdotes [...]. Rezemos, soframos por eles e, no último dia, Jesus será grato»

(Carta 94 Irmã Celina - Santa Teresa de Lisieux)

Maria Mãe dos Sacerdotes

«É com especial afeto que Ela vela por eles como seus filhos. Na verdade, a missão dos sacerdotes é semelhante à de Maria: eles são chamados a propagar o amor salvador de Cristo ao mundo. Na Cruz, Jesus convida todos os fiéis, mas de modo especial, os seus discípulos, a amar e venerar Maria como sua mãe”.

(Bento XVI - Audiência geral de 12.08.2010)

S. João Maria Vianney, Santo Cura d’Ars

Conhecido também como Cura d’Ars, S. João Maria Vianney nasceu em Dardilly, na França, em 1786. Era um camponês de mente rude e, segundo contam, tinha poucos dotes pessoais. Teve que se esconder por algum tempo por haver desertado do exército napoleónico na marcha para a Espanha. Nem sequer soube a gravidade desse acto, que se deveu ao facto de não ter conseguido acertar o passo com o seu batalhão.

Os seus mestres de seminário ficavam muito desanimados com o seu péssimo desempenho mental. Mas devido ao modelo de piedade que era, o Vigário geral resolveu aprová-lo e deixar que a providência se encarregasse do resto.

Em 1815, deram-lhe as ordens sagradas. Porém havia uma condição: não poderia confessar, por julgarem-no incapaz de guiar as consciências.

Após um ano de aprendizagem com o abade Balley, em Ecculy, foi para Ars, primeiramente com o título de vigário capelão e depois veio a ser vigário ou cura.

Nota Spe Deus: São João Maria Vianney foi um exemplar pároco e confessor e foi erigido em 2010 por Bento XVI como Padroeiro dos Sacerdotes.

O Evangelho do dia 4 de agosto de 2017

E, indo para a Sua terra, ensinava nas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: «Donde Lhe vem esta sabedoria e estes milagres? Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Sua mãe Maria, e Seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde, pois, Lhe vêm todas estas coisas?». E estavam perplexos a Seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: «Não há profeta sem prestígio a não ser na sua terra e na sua casa». E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Mt 13, 54-58