N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Amar a Cristo...

Amado Jesus, aproxima-nos da grande Solenidade da Assunção da Virgem Santíssima, Tua e nossa Mãe, ao meditarmos no fiat e no magnificat vimos confirmada a gloriosa certeza da Imaculada Conceição e da glorificação de Deus Pai, ajuda-nos pois a ser sempre bons filhos Teus por intercessão da mulher mais extraordinária e pura, que jamais viveu entre nós.

Santa Maria, esperança nossa, sede de sabedoria, rogai por nós!

JPR

Se disseram, se vão pensar...

Quanto mais alta se eleva a estátua, tanto mais dura e perigosa é depois a pancada na queda. (Sulco, 269)

Ouvimos falar de soberba e talvez pensemos numa atitude despótica e avassaladora, com grande barulho de vozes que aclamam o triunfador que passa, como um imperador romano, debaixo dos altos arcos, inclinando a cabeça, pois teme que a sua fronte gloriosa toque o alvo mármore...

Sejamos realistas. Este tipo de soberba só tem lugar numa fantasia louca. Temos de lutar contra outras formas mais subtis, mais frequentes: o orgulho de preferir a própria excelência à do próximo; a vaidade nas conversas, nos pensamentos e nos gestos; uma susceptibilidade quase doentia, que se sente ofendida com palavras ou acções que não são de forma alguma um agravo... Tudo isto, sim, pode ser, é uma tentação corrente. O homem considera-se a si mesmo como o sol e o centro dos que estão ao seu redor. Tudo deve girar em torno dele. Por isso, não raramente acontece que ele recorre, com o seu afã mórbido, à própria simulação da dor, da tristeza e da doença: para que os outros se preocupem com ele e o mimem.

(...) A sua amargura é contínua e procura desassossegar os outros, porque não sabe ser humilde, porque não aprendeu a esquecer-se de si mesmo para se entregar, generosamente, ao serviço dos outros por amor de Deus. (Amigos de Deus, 101)

São Josemaría Escrivá

A MEMÓRIA E AS COISAS DE DEUS

Há cerca de duas semanas uma reunião de trabalho levou-me a Lisboa, por acaso, muito perto do primeiro colégio que frequentei desde a 1ª classe até ao 2º ano do Liceu, (nos anos 50), e que era o Externato Marista de Lisboa, na Rua Artilharia Um.

Ao fim de 50 anos decidi entrar pelo velho portão, (que já não existe), e percorrer aquela rua de acesso, tendo reconhecido apenas o velho palacete, onde tínhamos aulas, pois o resto da propriedade está toda construída com modernos edifícios.
Matei as saudades, (dos tempos bons e dos tempos menos bons), tirando uma fotografia à fachada do palacete, que aqui reproduzo.

Hoje ao olhar para a fotografia, lembrei-me, inevitavelmente, de tudo o que vivi naquele colégio naquele tempo, e reflecti, obviamente, em tudo o que ali me foi dado de conhecimentos, não só de estudo, mas também de valores, comportamentos e prática cristã.

Quando fui catequista, (há poucos anos atrás), perguntava-me se valia a pena, ou seja, se alguma coisa que eu dissesse ou fizesse, iria tocar, com a graça de Deus, aqueles jovens.

Ao relembrar essas minhas dúvidas, e perante aquele palacete, vieram à minha memória a “seca” dos terços rezados na última hora da manhã, (não me lembro se era todos os dias ou apenas ao Sábado), e toda a aprendizagem de catequese, “interminável” e aborrecida, que só valia, julgava eu, pelo momento em que acabava.

Ah, mas hoje percebo que muito ficou cá dentro, não só a graça dos terços rezados, mas também o conhecimento catequético, (que naquela altura entrava por um ouvido e saía pelo outro), mas que pelos vistos passou também e ficou no meu coração, como constatei e vou constatando ainda.

E de tal modo ficou, (com os ensinamentos e testemunho dos meus pais), que, tendo vivido cerca de 20 anos afastado de Deus e da Igreja, quando regressei à fé cristã, todas essas memórias vividas regressaram também e me ajudaram a viver a vida que hoje em dia vivo, uma vida com sentido, porque alicerçada e construída em Deus, tentando sempre fazer a Sua vontade.

Por isso, hoje, ao olhar esta fotografia, agradeço a Deus pelos Maristas, pelos Franciscanos e Dominicanos, (Externato da Luz e Clenardo, por onde passei também), bem como a todos aqueles e aquelas que me formaram ao longo da minha vida, onde se contam os meus irmãos e irmãs mais velhos e sobretudo os meus pais.

Realmente Deus concedeu-me graças imensas ao longo de toda a minha vida, muitas das quais só agora me vou dando conta.

Obrigado, meu Senhor e meu Deus!

Marinha Grande, 11 de Agosto de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1938

Numa carta escreve: “Deus sabe muito e age, sempre!, amorosamente”.

A Igreja Templo do Espírito Santo onde Deus age

A Igreja não é um enredo de coisas e de interesses, mas é o Templo do Espírito Santo, o Templo onde Deus age, o Templo onde cada um de nós, com o dom do Baptismo, é uma pedra viva. Isto diz-nos que na Igreja ninguém é inútil (…). Ninguém é secundário [15].

Enquanto membros do mesmo Corpo místico, os cristãos podem e devem ajudar-se entre si para chegar à santidade, mediante a Comunhão dos santos, que confessamos no Símbolo apostólico. Para além de se referir a que todos os fiéis participam das magnalia Dei, das riquezas de Deus (a fé, os sacramentos, os vários dons espirituais), «a expressão “Comunhão dos santos” designa também a comunhão entre as pessoas santas (sancti), isto é, entre aqueles que estão unidos pela graça a Cristo morto e ressuscitado» [16]: os santos do paraíso, as almas que se purificam no Purgatório, os que ainda travam na terra as batalhas da luta interior. Formamos uma só família, a família dos filhos de Deus, em louvor da Santíssima Trindade: com que probidade cuidamos dela?

S. Josemaria enchia-se de consolação com a meditação desta verdade de fé, pela qual nenhum batizado se pode sentir só: nem na sua luta espiritual, nem nas suas dificuldades materiais. Vemos esta convicção no Caminho: Comunhão dos Santos. - Como to hei de dizer? - Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma [17]. Pouco depois, acrescenta: Terás mais facilidade em cumprir o teu dever, se pensares na ajuda que te prestam os teus irmãos e na que lhes deixas de prestar se não fores fiel [18].

[15]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 26-VI-2013.
[16]. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 195.
[17]. S. Josemaria, Caminho, n. 544.
[18]. S. Josemaria, Caminho,n. 549.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Santo Sacrifício da Missa

«Toda esta cidade resgatada, ou seja, a assembleia e sociedade dos santos, é oferecida a Deus como um sacrifício universal pelo Sumo-Sacerdote que, sob a forma de servo, foi ao ponto de Se oferecer por nós na sua paixão, para fazer de nós corpo duma tal Cabeça [...] Tal é o sacrifício dos cristãos: "Nós que somos muitos, formamos em Cristo um só corpo" (Rm 12, 5). E este sacrifício, a Igreja não cessa de o renovar no sacramento do altar bem conhecido dos fiéis, em que lhe é mostrado que ela própria é oferecida naquilo que oferece»

Santo AgostinhoDe Civitate Dei 10, 6: CSEL 40/1, 456 (PL 41, 284)

Santa Clara de Assis

Nascida em Assis, a 16 de Julho de 1194 (?), morreu na sua terra natal a 11 de Agosto de 1253, Santa Clara era a filha mais velha de Offreduccio Favavonne, conde de Sasso-Rosso e descendente abastado de uma antiga família romana, que possuía um palácio em Assis e um castelo no Monte Subasio. 

A sua mãe, Ortolana, pertencia à nobre família de Fiumi e era uma mulher muito piedosa. Desde tenra idade, Clara demonstrava possuir grandes virtudes, dedicando-se à oração e à penitência.

Aos dezoito anos ouviu São Francisco de Assis pregar na igreja de São Jorge de Assis e, inspirada pelas suas palavras, seguiu-o e pediu-lhe que a ajudasse a abraçar uma vida de acordo com as Sagradas Escrituras. Este reconhecendo em Clara uma alma destinada às grandes realizações religiosas, prometeu ajudá-la. No Domingo de Ramos, Santa Clara foi à missa da Catedral mas não se dirigiu ao altar, como sempre, para receber o ramo, e ficou no seu lugar. Para espanto de todos o Bispo desceu do altar e veio-lhe colocar o ramo nas mãos. Nessa mesma noite, saiu de casa dos seus pais e, acompanhada por uma tia, dirigiu-se a uma humilde Capela da Porciúncula, onde São Francisco lhe cortou o cabelo, lhe vestiu uma túnica e um véu, admitindo-a ao serviço de Cristo nesse dia 20 de Março de 1212. Alojada temporariamente no Convento das freiras beneditinas de São Paulo, perto de Bascia, recusou os argumentos do pai para a dissuadir da sua profissão de fé, mesmo quando este a tentou levar para casa à força.

Alguns anos mais tarde, São Francisco transferiu a Santa para o Mosteiro de Sant'Angelo in Panzo, para lhe proporcionar uma maior e desejada solidão e onde Santa Inês, a jovem irmã de Santa Clara, se lhe veio juntar, fugindo da família.

Santa Clara e Santa Inês mudaram-se, com algumas companheiras, para um local perto da Capela de São Damião, onde foi fundada a primeira comunidade da Ordem das Damas Pobres, ou Clarissas, a segunda Ordem de São Francisco. Em 1219, durante uma ausência de São Francisco, o futuro Papa Gregório IX, estabeleceu a regra escrita das Clarissas, tendo como base a Regra de São Bento, retirando-lhes assim o carácter de absoluta pobreza que era tão defendido por São Francisco e conferindo-lhes um carácter monástico.

Santa Clara recusou firmemente abandonar os seus votos de pobreza, o que impressionou o Papa e o levou a corrigir a Regra de 1219 com o Privilegium Paupertatis de 1228, cujo original ainda está guardado nos arquivos do Protomosteiro Santa Clara de Assis.

O Papa Inocente IV confirmou em definitivo a Regra das Clarissas, em 1253, dois dias antes da morte de Santa Clara, assegurando a esta Ordem o tesouro precioso da pobreza que Santa Clara, em imitação de São Francisco de Assis, tanto havia defendido. Esta regra definitiva era uma adaptação da regra escrita por São Francisco para os seus Frades Menores em 1223.

Durante a sua vida, Santa Clara teve a grande satisfação de ver entrar na Ordem das Clarissas, também a sua irmã Beatriz, a sua mãe Ortolana e a sua tia Branca, bem como a fundação de muitos mosteiros de Clarissas por toda a Europa.

A influência de Santa Clara e São Francisco na reforma dos valores da Igreja foi de grande importância para a civilização e para a cultura europeias no século XIII. Para além do episódio da Custódia do Santíssimo que dissuadiu os soldados de Frederico II, existem relatos de uma segunda investida liderada pelo general Vitale di Aversa que foi afastada por uma grande tempestade, uma ajuda de Deus invocada pelas Clarissas. Este feito de Santa Clara contribuiu para uma ainda maior estima por parte do povo de Assis. Sentindo a proximidade da sua morte, Santa Clara reuniu a sua comunidade e lembrou-lhes as dádivas recebidas de Deus e exortou-as a observarem a pobreza evangélica. Apesar do desejo das Clarissas de conservarem o seu corpo entre elas, este foi colocado na Capela de São Jorge de Assis, onde a Santa tinha ouvido São Francisco pela primeira vez, aguardando a construção de Basílica de São Francisco, em Assis. Apenas dois anos mais tarde, Santa Clara foi canonizada por Alexandre IV, em 26 de Setembro de 1255, começando pouco tempo depois a construção da Igreja do Mosteiro de Santa Clara, onde o corpo de Santa Clara foi depositado, longe da vista e do alcance das multidões. O túmulo de Santa Clara foi encontrado em 1850 e, em 1872, o seu esqueleto em perfeito estado de conservação foi guardado numa cripta onde ainda hoje pode ser visto, na Igreja de Santa Clara.

(Fonte: Infopédia)

O Evangelho do dia 11 de agosto de 2017

Então, Jesus disse aos Seus discípulos: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, acha-la-á. Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai com os Seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo que, entre aqueles que estão aqui presentes, há alguns que não morrerão antes que vejam vir o Filho do Homem com o Seu reino».

Mt 16, 24-28